TOP 50 | As melhores faixas do J-Pop em 2017 (50ª até 38ª)

Final do ano tá aí, então é hora de começarmos a listar o que de melhor rolou em lançamentos durante 2017. Como eu disse ontem, postarei hoje, amanhã e quarta as três primeiras partes do ranking de melhores jotapopes, indo da 50ª posição até a 11ª. Quinta, sexta e sábado, faço o mesmo com os capopes. Semana que vem, solto os tops 10 de ambos.

Sendo bem honesto, 2017 não foi lá essas coisas para o Pop nipônico não. Diferente do sul-coreano, onde tive bastante dificuldade para compilar 50 músicas, pois muitas outras acabariam ficando de fora, pro J-Pop, a facilidade foi bem alta em escolher. O que não quer dizer que tem coisa ruim nessa lista, pelo contrário, tá tudo bem ótimo – mas, é, o capope chutou o traseiro do jotapope nos últimos 12 meses.

Btw, vale sempre lembrar: o top é montado de acordo com o meu gosto, de acordo com o que eu ouvi, com o que eu me viciei, ignorando charts, vendas ou relevância cultural. Dito isso, vamos lá…

Eu só conhecia a Thelma Aoyama mesmo por conta de um feat. horrível dela com as 4MINUTE de muito tempo atrás. No entanto, depois de ouvir o bom LP que ela soltou esse ano, “10th Diary”, fiquei com vontade de buscar coisas anteriores dela. Ainda não fiz isso, pois sou preguiçoso pra cacete, mas “Doctor Doctor” é ótima, grudenta, sensual, divertida e tem tudo mais que um número Pop com saxofone obrigatoriamente deve ter. Então… Escutem “Doctor Doctor”, escutem também o resto da discografia dela e me digam se vale a pena…

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Não me lembro se já falei do Maison Book Girl aqui no blog, mas elas são um quarteto de gatas creepy que costuma lançar músicas Pop com umas maluquices alternativas no instrumental. Essa “Rooms”, por exemplo, além de ser cheia de percussões exageradas e cordas, fica dando pausas aleatórias bem WTFs que deixam o pacote final divertidíssimo de ser escutado. O clipe satânico também é ótimo e a estranha de óculos é a minha bias

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O álbum da Dream Ami após implodir com o Dream é bem… Confuso. Tentaram colocar nele uma porção de sonoridades que não conversam entre si e, honestamente, não funcionam muito com o tipo de voz dela. O resultado é estranho demais e pouco curtível. Eu até tinha começado a escrever um review na época do lançamento, mas acabei ficando puto no meio e deixando de lado. De qualquer forma, das poucas inéditas aproveitáveis nele, “XOXO” é a mais legal, servindo Pop vibrante bonitinho com bastante qualidade. A voz dela ainda é nasal demais, mas funciona bem nesse arranjo. Curti de verdade, sem ironia…

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Aah, eu estava com expectativas bem altas pro debut album da JY, ainda mais depois de jams como “Radio”, “I’m Just Not Into You”, “Up In The Air” e “Fake”. Mas as músicas nele, em sua maioria, não atenderam o que eu esperava e, nhé, que pena. Felizmente, JY não deixou que sua persona emuladora de Kana Nishino prevalecesse tanto sobre a persona rampeira coreana e nos presenteou com “Goldmine”, uma bobagem safadíssima com ela gemendo por cima de um instrumental reggae/trap durante 3 minutos inteiros. Como não amar?

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Hum, eu tinha achado “Harajuku Iyahoi” bem qualquer coisa quando ela saiu lá em janeiro. Talvez por ela ser mais uma das reciclagens sonoras do Nakata, que cismou com essa vibe “Country EDM“Avicii que nem o próprio DJ sueco utiliza mais. Ou talvez por isso não ser weird tentando ser weird, sim weird por ser uma música relativamente normal cantada com a voz da Kyary. No entanto, muito mais por falta de coisa melhor solo vindo da Kyary esse ano, acabei escutando bastante a versão extended mix do single, que adiciona mais alguns elementos e transforma ela numa farofão completo. E, bom, é isso aí…

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FAROFAAAAA!!!! Sendo bem honesto, em qualquer cenário musical do planeta, foram poucas as boas farofas em 2017. Então, bonus points pras hipsters do INSHOW-HA por alimentarem meus dias com esse pancadão eletrônico delicioso que serve tanto como número dance para ralar a tabaca até o chão, como número Pop/Rock, para ficar pulando de lá para cá que nem retardado. A propósito, o clipe também é maravilhoso, assistam…

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A Minami é membro fundadora do AKB48 e se graduou ano passado, sendo uma das (ou a mais?) famosas e reconhecidas do grupo, além de já ter feito voz para uma porrada de personagens de anime e ser relativamente respeitada (?) nesse meio. Mesmo enquanto fazia parte das 48 mensageiras do apocalipse, a gata já vinha lançando alguns bops remetendo à animesongs de antigamente. “Kodokuwa Kizutukanai”, desse ano, é a que mais gostei dela até então, pois poderia estar em casa numa trilha sonora de animação dos anos 90, ou em algum tokusatsu bem toscão da Toei com prédios de isopor explodindo e um cara fantasiado de inseto gigante brigando numa pedreira com algum Kamen Raider ou sei lá o que. Arrasou…

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Quando foi anunciado que a Sheena Ringo lançaria outro álbum de covers dela mesma, fiquei extremamente empolgado ao notar que uma versão para a clássica “Shoujo Robot”, originalmente gravada pela Rie Tomosaki, estava na tracklist. A própria Sheena já a havia revisitado em 2006 com o Tokyo Jihen, mas escutá-la novamente, agora num arranjo mais jazzístico, é bom demais. Não chega a ser melhor que a original (que é um dos meus J-Pops favoritos), mas agrada bastante e é um dos destaques do LP. Aliais, uma pena ele ter saído tão tarde esse ano, pois não deu tempo de eu me viciar nas outras faixas o bastante para incluí-las aqui…

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O “WA to YO”, LP de inéditas que a AI soltou esse ano, foi um dos meus troços favoritos de 2017. Então, já é de se esperar que várias coisas dele darão as caras aqui. Ele se dividiu em dois lados, representando o Japão e o ocidente neles. A primeira parte, obviamente, é a que chama mais atenção, com a AI inserindo no instrumental uma série de elementos tradicionais nipônicos que deram à produção um nível bem maior, inclusive em baladões motivacionais que ficariam bem qualquer coisa caso gravados por outras pessoas. Um dos mais legais nele foi “Feel It”, com esses signos nipônicos adicionados num andamento R&B bastante pomposo, resultando numa das produções mais bonitas do álbum…

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“Audrey” deve ser uma das minhas favoritas do álbum que o Wednesday Campanella lançou esse ano e meio que sinto uma pena de não terem bolado um vídeo bem insinuante para ela. Amo a mistura de House com Disco, a estrutura farofeira dela, os sintetizadores futuristas pós-refrão, a linha de baixo gravíssima e todo o apelo fun por trás da produção. Um dos pontos altos do início de 2017…

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Muita gente meio que rolou os olhos com “Uchiage Hanabi” quando a escutou pela primeira vez, eu incluso. Quer dizer, a sonoridade não tem absolutamente nada a ver com o que a Daoko tem como sua assinatura, o que deixa tudo ainda mais irônico, já que esse foi o primeiro grande sucesso e o que, vá lá, colocou ela no radar mainstream japonês. Mas a real é que, nessa fórmula de “baladinhas bonitinhas usadas como tema de animes em longa-metragem”, “Uchiage Hanabi” se sai muito bem e entrega tudo o que é esperado de um número do tipo. Não foi a melhor coisa da Daoko esse ano, mas me agradou mesmo assim…

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Alguns vão chiar, mas entre os três bons singles que a Utada lançou esse ano, “Forevermore” foi o que menos me agradou. E por “menos me agradou”, obviamente, quero dizer que, por motivos variados, os outros foram bem melhores, me conquistaram e afetaram mais, mas, ainda assim, isso aqui nem passou perto de ser ruim. O instrumental indo numa crescente é bom demais, o refrão grudento também, além da sempre maravilhosa interpretação passional dela a cada verso. As outras duas só foram, bom, ainda melhores. Pontos extras pelo videoclipe overreacted engraçadíssimo…

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QUE HINOOOOOOO!!!!1 Eu sei que o Bed In acaba funcionando mesmo mais com a galera velha que assistia tokusatsus quando criança e têm na cabeça essas sonoridades exageradíssimas, meio que ativando algumas zonas nostálgicas confortáveis de revisitar. Porém, eu sou velho e assistia tokusatsus quando criança, então aproveitarei tudo o que essas duas toscas lançarem nessa vibe como só eu posso aproveitar. Um abraço para vocês 9nhos… (Btw, uma pena o “TOKYO” ter demorado tanto pra sair, pois eu adoraria incluir também mais algumas faixas dele aqui na lista.)

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[37-26] [25-11] [10-01]

E essa aí foi a primeira parte. Alguma surpresa? Alguém sendo cortado muito cedo? Algum ato que nem deveria ter entrado? Vish.

Amanhã tem mais.

Meus sentimentos aos fãs do SHINee.

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2 comentários em “TOP 50 | As melhores faixas do J-Pop em 2017 (50ª até 38ª)

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