TOP 50 | As melhores faixas do K-Pop em 2017 (50ª até 38ª)

E chegou o momento tão esperado pela maioria da audiência aqui do blog. Por mais que eu siga firme apostando em pautas relacionadas ao Pop nipônico, a real é que a fatia majoritária dos que acompanham essa bodega aqui estão mesmo pelo K-Pop. E nem é uma crítica nem nada. Sendo honesto, os coreanos esquartejaram os japas em 2017.

Okay, não foi um ano tão legal quanto 2015 ou 2011, mas rolaram tantas coisas acima da média no cenário sul-coreano nos últimos 12 meses que me foi uma tarefa absurdamente difícil compilar apenas 50 faixas para esse ranking. Eu ouvi MUITO capope, tive sei lá quantos vícios e uma porrada de troços não entraram no corte final.

Só que, quis ser o máximo de sincero possível com o que eu preferi desse ano. Privilegiei as músicas que permaneceram comigo em playlists no celular e no computador por mais tempo. E, olha, até admito que algumas das que ficaram de fora são ~tecnicamente~ melhores que as selecionadas (vocês vão ter um troço quando descobrirem que “Likey” rodou para um outro troço do Twice entrar), essa lista tem muito da minha subjetividade. Bom, é pra isso que vocês estão aqui, né?

Então, vamos lá. Huh, e não custa lembrar que foda-se vendas e charts e relevância mundial e blá blá blá…

CITAÇÃO ESPECIAL: UHM JUNG HWA – WATCH ME MOVE, DREAMER)

Antes de tudo, uma citação especial para o double-a-side da primeira parte do ótimo “The Cloud Dream of the Nine”, que a Uhm Jung Hwa soltou ano passado, DEPOIS DO NATAL!!!1 Como que essa desgraçada me vem com dois jams inacreditáveis de tão bons tão no fim do ano assim? Vai entender. Vi que uma galera da blogosfera fundo de quintal resolveu considerá-los para as listas desse ano, mas achei melhor deixar apenas uma menção honrosa mesmo, ou meu TOC apitaria. Falando das músicas, “Watch Me Move” provavelmente pegaria o #2 lugar do top 2016 (“Free Somebody” segue inabalável em minha vida) e #5 lugar no top 2017, sendo um hino ballroom do início ao fim, salvador de vidas, nova vinda de vogue nessa terra. Já “Dreamer” ficaria em casa entre as 20 mais em ambos os rankings, puxando um tico mais pro disco, mas ainda sendo tão poderosa quanto a anterior. Btw, devo falar mais disso no review do LP ano que vem quando migrar pro WordPress, mas sobre isso a gente conversa mais pra frente…

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O Twice soltou uma porrada de coisa esse ano. Teve mini, álbum, EP-truqueiro de debut no Japão, debut propriamente dito, repackage natalino. Nisso tudo, o que mais curti delas mesmo foi o bubblegum pop de “Knock Knock”. Tem algo nela que mistura aberturas de animes com aquelas faixas onde todos levantam os celulares nos shows que me pescou desde seu lançamento. Escuto quase todos os dias. O refrão é grude puro, toda a letra é cheia de armadilhas boladas para não saírem da cabeça, o MV é lindíssimo, a Momo também é bem linda. Está lá em cima entre os melhores troços dela, junto com ‘TT” e “Do It Again”. Tomara que rolem mais coisas nesse estilo para elas ano que vem…

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O ano do Red Velvet foi… Estranho. “Rookie” foi uma bobagem (no mau sentido) e me fez deixar de criar qualquer expectativa quanto aos lançamentos do grupo. Talvez por isso eu tenha curtido “Red Flavor”, uma outra bobagem (só que no bom sentido), além de ter conseguido pescar algumas album tracks interessantes aqui e ali, embora nada tenha de fato de empolgado 100%. Isso até elas soltarem o Perfect Velvet, porque, porra, que álbum bom. A melhor nele é “Look”, uma não-bobagem oitentista maravilhosa e embasbacante naquilo de construir um amálgama de felicidade com melancolia da época. Podia ter sido single. Com um MV retrô creepy satânico correto, estaria bem mais acima…

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“Energeneric”  Não sei se foi por não esperar absolutamente nada do debut do Wanna One, já que não assisti a segunda temporada do Produce 101, mas eu amei isso aqui. Me soa como uma farofa boa da era de ouro do capope, com o MV também indo nessa vibe aí, de uma época onde ninguém tinha medo de se mostrar ridículo pelo entretenimento – sério, eles são muito overreact. Versos legais, pré-refrão envolvente, refrão empolgante (os sintetizadores são uma loucura), rap legal. Uma pena todo o resto lançado por eles ter sido uma bosta…

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Eu tenho certeza que, para algumas pessoas, esse top e a minha opinião como um todo serão invalidados por eu incluir “B-Day” nessa lista e ignorar troços como “Peek-A-Boo” e “Fingertips”, mas eu não estou nem aí. Isso aqui foi um dos meus grandes guilty pleasures de 2017 (juntinho com os hinos Love Is….. DNA), funcionando até hoje em minha playlist. A música é idiota, o MV é ridículo, o Bobby é tosco demais, mas foda-se, diverte, entretêm, fica na cabeça. E é nessa pegada aí que o iKON deveria focar seus maiores esforços, pois só como piada mesmo para eles funcionarem. Enfim, é a “Fantastic Baby”/”I am The Best” desse ano. Interpretem como vocês desejarem…

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O “debut” do KARD foi tão bom. E eu ainda escuto tanto isso aqui, mesmo sendo a tentativa menos inventiva nessa linha tropical seguida por eles. Gosto demais do quão cintilante “Hola Hola” consegue ser, indo numa crescente durante os versos e viajando completamente nos sintetizadores no refrão. O break de rap também é bacana e curto como a faixa rapidamente já volta a ganhar cor no meio dele. A bridge gritada é bem energizante e o ponto alto de toda a track, uma pena ela durar tão pouco. Foi a Rockabye de 2017. E eu fico chocado com como eles conseguem vender direito a “amizade” do quarteto. É tudo montado de maneira tão convincente que dá para comprar a ideia de que eles estavam de bobeira em casa e resolveram sair para passar um tempo juntos ao sol, tirar umas selfies, jogar basquete, jogar videogame, beber e dar uma sarradas…

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Eu adoro o Lovelyz e esse estilo synthpop setentista que elas resolveram adotar como assinatura. É o tipo de coisa que se tornou tão forte e associável ao grupo que, toda vez que outro ato aparece com algo parecido, comparações imediatas e involuntárias surgem na minha cabeça. Então, é meio irônico que a melhor album track do ótimo LP que elas lançaram esse ano seja, justamente, a que mais se distancia dessa levada. “Night and Day” é meio R&B, mas rolam uns elementos de Bossa Nova bem interessantes ao longo dela. É melancólica, mas com leves toques de sensualidade. Poderia ter sido gravada pelo Sistar, o que é uma associação inusitada para o Lovelyz. Ainda assim, não foi a melhor delas esse ano…

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Essa aqui é polêmica, pois pode ser colocada como um lançamento ocidental em vez de coreano. De qualquer forma, eu não deixaria um dos maiores bops do Dean de fora dessa lista, ainda mais com a participação da impagável Syd, do The Internet. Que pagodão maravilhoso, não? Do instrumental inspirado no que os gringos acham que é popular aqui no Brasil (eu fico imaginando o choque quando alguém de fora vem aqui e descobre que quase ninguém mais escuta Bossa Nova) ao delivery vocal de ambos, com o timbre mais malemolente – e lindo pra caralho – da Syd servindo de contraponto pra interpretação mais R&B do Dean, do MV mais experimental aos “I Know, I Know, I Know, I Know, I Know, I Know, I Know, I Know, I Know, I Know, I Know, I Know, I Know, aaaaaaaaahnn” grudentíssimos, tudo me agradou aqui. Um dos pontos altos desse ano e da carreira de ambos…

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Quem consegue adivinhar quantas músicas loona related aparecerão nesse ranking? Já adianto: muitas! A primeira a dar as caras é “Sonatine”, a melhor gravação do Loona 1/3. Esse lado ~clássico~ do grupo costuma ser explorado em releases individuais, não em conjunto, o que me surpreendeu bastante quando escutei essa maravilha angelical pela primeira vez. Vocês repararam que não usaram nenhuma percussão nesse instrumental? Digo, a castanhola no break de Tango conta como percussão? Eu não sei, não sou músico! MAS ESSA MÚSICA É LINDA, BICHO!!1 Bizarro como o Loona consegue transitar por tantas vertentes e beirar à excelência na maioria delas…

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O álbum de despedida (rsrs) do Girls’ Generation é tão bom, com tantas faixas ótimas para tão poucas vagas nesse top. “All Night” deve ser o melhor lead single coreano delas desde “The Boys”, em 2011 (e digo isso curtindo bastante “I Got a Boy” e “You Think”). A transição dos versos carregados em elementos 80s para o refrão House90s-para-bater-cabelo quase gritado é boa demais. O delivery vocal das integrantes está extremamente divertido e… Tá aí, eu de fato consigo imaginar elas se divertindo gravando e performando isso aqui, algo difícil nesse meio. Pontos extras ainda para Hyoyeon exalando beleza em todos os takes em que aparece, principalmente na parte em que elas estão pulando corda lá pelo final…

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O álbum da Lee Hyori foi um dos muitos troços de 2017 que eu jurava que escutaria bem mais do que escutei conforme o tempo passou. A maioria das músicas nele são bem boas, mas só não duraram muito no repeat comigo. Exceto por “Seoul”, que ouvi quase todo dia. Os assobios, o instrumental estranho, o próprio jeito dela ao cantar, tudo cria uma atmosfera viajada que curto muito. Não sei vocês, mas eu costumo sempre andar de fones de ouvido na rua. “Seoul” meio que se misturou aos cenários que passei por aí esse ano, com vários pontos do caminho casa/faculdade servindo de ilustração para ela, em minha cabeça, dançar de moletom toda reflexiva. Será que ela fica ainda melhor acompanhada de um sanduíche? Quem testar, me conte depois…

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Sei que sou minoria nisso, mas eu curto bastante esse “lado b” mais pretensioso do Pop/Urban coreano. Assim como no “lado a” chicletinho arroz com feijão, nele, podem ser extraídas faixas boas e ruins. A própria Heize já lançou bastante porcaria, mas rolam certas gemas na discografia dela que valem ser exaltadas. “Dark Clouds” é uma dessas, sendo a melhor album track do mini que ela soltou esse ano. O instrumental é cheio daqueles pequenos momentos que são descobertos a cada nova ouvida, há bastante punch nele, a diferença de vocais nas partes de rap e mais melódicas ao refrão é deliciosa, até a participação do Nafla acaba somando mais que soando aleatória. A própria curta duração da faixa acaba sendo benéfica ao pacote final, deixando aquele gosto de quero mais. Pena de vocês por não se deixarem levar…

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Um monte de gente vai coçar a cabeça em questionamento por “Camo” estar sendo cortada já assim na primeira parte. A real é que, ainda que maravilhoso, esse ano eu escutei bem mais troços antigos da carreira dela que esse comeback, por isso ele não aparece mais acima. No entanto, isso não tira o brilho de “Camo”, apenas mostra que a concorrência interna é ainda maior. Adoro a escolha instrumental mais tensa, meio mecânica até, o modo como os versos caminham pro pré-refrão mais etéreo e como o refrão propriamente dito é extremamente suingado. É simples, mas eficaz. Não há malabarismos, não há a intenção de ser vanguardista ou andar com as modinhas. É a BoA fazendo o que de melhor ela sempre fez. Faltou mesmo foi um LPzão de inéditas, mas a SM é uma merda e a avex nem se importa mais, já aceitei isso…

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“Liar” tão boa, mas TÃO BOA que, mesmo eu, um nerdão otaku que odeia sair de casa, tenho vontade de ir numa rave coloridamente enfumaçada, colocar uns troços debaixo da língua e curtir o batidão disso aqui de maneira apropriada. O andamento é meio reggae, mas sem o instrumental correspondente, sendo esse plano de fundo substituído por sintetizadores Trap beirando ao Dancehall durante os versos, explodindo em efeitos Techno futuristas, que parecem ter sido tirados de alguma civilização alienígena, ou mesmo do hecatômbico vídeo do Aruan cortando a placa de 100 mil inscritos. O resultado é muito, mas MUITO bom de tão viajado. Devia ter servido de follow-up para “Hobgoblin”, ou mesmo funcionado como double-a-side

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[37-26] [25-11] [10-01]

E essa aí foi a primeira parte. Alguma surpresa? Aposto que vocês imaginavam que umas apareceriam mais pra frente, não?

Amanhã solto a segunda parte, indo da posição #37 até a #26. Spoilers marotos: 5 faixas de solistas, 1 de boygroup e 6 de girlgroups. Palpites?

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