TOP 50 | As melhores faixas do K-Pop em 2017 (37ª até 26ª)

Anteriormente nesse treco: Twice morreu em último lugar com uma música que quase ninguém esperava, iKON despertou o choque a audiência por aparecer na lista e a cota de k-véias foi saturada com Lee Hyori e BoA vendo seus melhores lançamentos sendo cortados já na primeira parte.

Dessa vez, vamos com mais 12 músicas, fechando a primeira metade desse ranking. Quem irá morrer na praia antes do top 25? Descubram agora…

Ainda outra faixa com o Changmo, “Wine”, da Suran, bem que estaria em casa no repertório da Hyolyn, já que seu instrumental totalmente remete ao R&B/Pop do final dos anos 90 + início dos 2000, que tem como referências mais óbvias a Mariah Carey e a Jennifer Lopez em seus respectivos auges, algo que a sistar faz muito bem. E como eu assumidamente sou fã desse tipo de sonoridade, a ponto de também curtir quando a Ariana Grande, a Ailee e mais um monte de gente reciclam, é claro que eu adorei isso aqui. Esse foi um dos maiores sucessos em vendas de 2017 e as army dirão que é por ter sido produzida pelo Suga, do BTS. Admito que o nome dele deve ter influenciado, mas convenhamos, a música é boa por si só e o mérito maior é da interpretação da Suran…

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ESSA MERDA! Muitos de vocês irão rir da minha cara por isso, mas eu achei essa música aqui TÃO LEGAL!! Serião, é uma dessas farofas aegyo meio irônicasdo mesmo molde de “Ice Cream Cake”, do Red Velvet, que totalmente funcionam comigo. As diferenças de elementos nos versos, o refrão explosivo, o som circense macabro. “Freeze” é uma idiotice exagerada, colorida e fora da casinha que faz a volta e se torna instantaneamente melhor a cada ouvida. Uma pena não ter rolado um break dance para a fada de cristal JooE nos abençoar como todo o seu talento e carisma nesse quesito…

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Esse aqui é, de longe, o melhor lançamento do DIA em todos os tempo. Porém, quase ninguém escutou. O baixo e os sintetizadores gritam a anos 80, Michael Jackson, soundtracks de blockbusters desse período e outros ícones do tipo. Tudo é ainda ampliado pelo videoclipe aleatório, misturando propagandas televisivas caricatas, VHS e as quatro flopadas descontando a raiva da mina do I.O.I, única a realmente ter conseguido algum sucesso no trainwreck que o DIA se tornou. Sendo honesto, se fosse eu, cortaria todas as meninas que não estão nessa unit do grupo principal e promoveria apenas as cinco, num formato mais enxuto e com produções mais interessantes como essa. Tenho certeza que ninguém se ligaria que eram nove as integrantes antes disso…

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Aaaaaarrrrgggh, eu gosto tanto dessa aqui! É aquele amálgama de Funk com Dance (além de rolar um andamento Disco no refrão, huh) que uma porrada de boygroups faziam até 2015, mas resolveram parar do ano passado para cá, sem tirar nem por. Mas o B.I.G (????????) executa isso de maneira tão legal, com um peso tão forte e acertando tanto em todos os quesitos, que fica impossível não se deixar levar. Os “one… two… three…” são tão grudentos. O MV jogando pro humor também é tão bom. É o pacote completo. Já to até me arrependendo de cortar ela antes do top 25, mas, nhé, as duas que virão mais pra frente estão desse nível pra cima…

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Eu continuo não tendo a menor ideia de quem é Oohyo. Da mesma forma, continuo achando “Pizza” um synthpop hipster minimalista legal demais. Falando especificamente da letra, o quão ridículo soaria uma canção cujo refrão diz: “Porque pizza é uma merda sem você”? Ironicamente, aqui, isso funciona muito bem, já que toda o sentimentalismo formado através do instrumental acaba tornando a, na falta de uma palavra melhor, “adolescência” da letra bem palatável. Basicamente, é algo que estaria – sem os palavrões – em casa na trilha sonora de Steven Universe…

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“DDD” me é uma mistura de alegria e raiva. Alegria por ser o EXID fazendo o que faz de melhor, entregando uma farofa sensual, divertida, despretensiosa, empolgante, grudenta, maravilhosa, gostosa, deliciosa, explosiva, atemporal, sambista, lacrante, dona de cus e todas as demais definições positivas que vierem às suas cabeças nesses momento. Raiva por ela ter sido lançada em NOVEMBRO. Porra, Shinsadong, assim você me fode! Esse é o tipo de música que, facilmente, poderia concorrer ao título de melhor do ano, caso não fosse liberada dois meses antes dele acabar! Por mais que eu tenha adorado “DDD”, não consigo colocá-la mais alto no ranking, pois isso significaria que eu teria que diminuir a qualificação de várias outras que eu acabei escutando por muito mais tempo, já que saíram bem antes. Nhoin…

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O Samuel teve bastante sorte esse ano. Primeiro, por ter chamado bastante atenção no Produce 101, mas não ter debutado com os outros caras no Wanna One, tendo a chance de brilhar sozinho. Teve sorte também por o ONE ter, por sabe-se lá qual motivo, fugido para a YG apenas para ter um double-a-side e depois voltar pro porão, matando qualquer possibilidade de um comeback do 1PUNCH. Visto isso, foi a oportunidade perfeita do Brave Brothers transformá-lo no Justin Bieber do K-Pop, com farofas teens de fácil audição que se encaixaram perfeitamente para sua figura idol. Bom para ele, bom para nós, pois “Sixteen” fica naquele limiar icônico entre o “aproveitável por ser bom” e o “aproveitável por ser uma bobagem” que todo mundo adora…

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A impagável homenagem ao blog feita pelo Odd Eye Circle é excelente. Estranha, bizarra, mas excelente. As vozes mais “mascaradas” postas aqui, juntamente com o instrumental “ElectroRock”, lhe dão toda uma cara indie conceitual (no bom sentido) surpreendente para um ato coreano. A ótima Kill V. Main, da Grimes, me vem à cabeça imediatamente e essa é uma referência bacana demais. Pouca gente no Pop sul-coreano, ao menos no que chega aqui pro ocidente, costuma apostar nesse tipo de sonoridade. Puxando na memória, lembro de Princess Maker, da Solbi, e… Só? Pois é. No mais, ainda outra faixa do Loona na lista. Relaxem, tem muito mais ainda por vir…

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Gente… Cadê AOA? Sério que a carreira delas afundou por não reconhecerem figuras históricas? Sul-coreanos são tão retardados. Btw, “Excuse Me” deve ser uma das melhores coisas já feitas pelo grupo em termos sonoros, dando mais um passo em direção ao amadurecimento apresentado em laçamentos anteriores. Há algo na continuidade da melodia que a torna viciante, mesmo que toda ela seja ligeiramente simples, tendo na bateria eletrônica seu fio condutor com mais alguns elementos que vão somando-se a ela, como sintetizadores, acordes de ukulele e um pianinho frenético. Acrescente ainda um refrão repetitivamente grudento, com os “excuse me, cuse me” propositalmente soando como “kiss me, kiss me” e pronto, temos um jam instantâneo. Fun fact: Sempre que escuto essa música, fico com vontade de comer panetone e jogar LEGO Marvel, pois era isso que eu estava fazendo durante a semana do lançamento, no ano novo…

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Não acompanho muito o trabalho do Davichi não, então acabei nem gerando muitas expectativas para o debut solo da Lee Haeri. E isso se mostrou bem positivo, pois adorei “Pattern” de uma maneira que eu não imaginaria. A interpretação vocal dela está super melancólica, sexy, o que casou perfeitamente com o tom mais soturno do instrumental. Este, tem uma levada mais suingada, sendo um tanto mais ousado que os montados nas costumeiras baladas que ela lança. É quase como uma dessas faixas usáveis para a trilha sonora dos filmes do 007, o que é sempre uma referência boa para solistas coreanas. Enfim, um dos grandes destaques entre solistas nos últimos 12 meses…

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Dreamcatcher Que ideia maravilhosa essa da HappyFace de fazer um pacto com o diabo, sacrificando as meninas do MINX numa cerimônia violentíssima regada a vinho e sangue para dar vida às sete damas do apocalipse, não? Falando especificamente sobre “Good Night”: PUTA-QUE-PARIU!!!!! Sério, que troço legal! O instrumental extremamente pesado, mas ao mesmo tempo com uma melodia “Pop” e grudenta, todo o ar ~misterioso~ e macabro que ficaria em casa como abertura de alguma animação japonesa teen-tentando-ser-séria da década passada, o videoclipe trevoso servindo de continuação para o anterior, ESTÁ TUDO AÍ, BICHO! Pra mim, foi a terceira melhor delas esse ano…

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E aqui está outra música que a maioria de vocês detestou, mas eu adorei e escuto quase todo santo dia. E nem é pelo avassalador amor que sinto pela Hyoyeon, ou pela letra mais dadaísta desse ano (os versos do San E são impagáveis), sim por ela, num todo, ser boa demais. Vamos lá, “Wannabe” poderia muito bem continuar sendo apenas mais uma faixa com os sintetizadores rolando lá atrás enquanto ela manda rimas sassy durante três minutos, ou com ela repetindo o nome da faixa várias vezes num refrão pouco inspirado cheio de trap-dubstep-dancehall-whatever, mas o fato de nele entrar um instrumental mais “musical”, um tanto retrô, que vai se mostrando meio “Surf/Rock” conforme as estrofes passam e a guitarra começa a assumir o protagonismo, é o que faz toda a diferença. E tudo é ainda melhor com essa mudança não sendo nem um pouco forçada ou estranha, surgindo de modo orgânico, sem diferenças de andamento nem nada. Tudo está em seu lugar, tudo parece ter sido planejado para ser dessa forma em vez de colocarem duas demos diferentes numa só. No fundo, é uma boa faixa… Pop. Quem não gostou, está errado. Bjokas…

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[50-38]

E essa aí foi a segunda parte. Alguma surpresa?

Para a próxima parte, apenas as elfas de esmeralda que foram incríveis ao longo do ano, mas por pura subjetividade minha, acabaram não pegando um top 10.

Spoilers: 4 músicas de girlgroup, 3 de co-ed, todo o resto de solistas.

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