TOP 50 | As melhores faixas do K-Pop em 2017 (10ª até 01ª)

Anteriormente, tivemos vários hinos morrendo cruelmente na praia, incluindo “Kiss Later”, da pirralha, que despertou uma reação assassina massiva do público para com a minha pessoa. Esses sentimentos homicidas continuarão com a revelação do corte final a seguir? Vamos descobrir.

A Coreia do Sul nos propiciou uma boa quantidade de músicas ótimas nos últimos 12 meses. Algumas me viciaram durante um bom tempo, mas perderam força, outras surgiram fracas, mas foram crescendo ouvida a ouvida. Tiveram também as que nasceram como hino e morrerão comigo gritando que são hinos.

Das melhores entre as melhores, 40 já rodaram. Hora das 10 mais do K-Pop em 2017…

É bacana quando grupos como o Highlight lançam jams como “Pfvr Num Fica Tristi”, pois isso prova que boygroups coreanos não precisam ficar delimitados às divisões bestas que costumam pré-estabelecer sonoramente para meninos e meninas hitarem no K-Pop. Não é Hip Hop try-hard, não é balada melosa, nem segue as modinhas que encheram o saco esse ano (bjos, Tropical House). Pelo contrário, é uma farofinha Pop descontraída e muito bem trabalhada. Toda ela é bem certeira nos momentos feitos para grude, a letra é bem legal, a backtrack soa como uma fase de Alex Kidd em alguns momentos, o MV é absurdamente divertido de assistir. Quando a faixa aparece no aleatório dos meus players, dá vontade de colocar pra repetir umas 15 vezes. Quando surge no aleatório do YouTube, preciso parar o que estiver fazer para acompanhar e pescar momentos que ainda não tinha reparado. Pra mim, foi a segunda melhor canção de um grupo masculino esse ano…

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*BOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOM* com “Gashina”, uma das faixas que eu mais arrastei pra lama aqui nesse blog, pegando um top 10. Isso só prova que eu tenho tanta firmeza em minhas opiniões quando o assunto é música quanto gelatina, maria-mole e pudim de leite. É a vida. Não tive força alguma para resistir aos encantos creepy da Sunmi. Essa mistura de Dancehall com Hip Hop é boa demais, nem sei como não fui capturado logo de primeira. Tudo o que envolve “Gashina” é uma delícia: o vocal bêbado da Sunmi, o batidão no refrão, o videoclipe coloridaço, a dança viral da bomba de gasolina. Que bom que me toquei a tempo e me deixei levar por uma das melhores farofas desse ano…

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Poucos sabem, mas uma das minhas maiores frustrações no pop asiático foi a TS ter abandonado a ideia inicial girlcrush do Sonamoo e transformado ele num grupo aegyoComeback comeback minha raiva foi aumentando, até que totalmente desisti de esperar qualquer coisa delas. E então, como num plot twist da vida, esse ano, resolveram converter elas no novo girlgroup-com-músicas-dramáticas-que-poderiam-ser-lançadas-por-boygroups-na-era-de-ouro. Ou seja, um KARA/9MUSES/Rainbow trabalhando com o Sweetune em seus ápices. O resultado disso foi “Friday Night”, a melhor coisa delas até então. Elas reciclam todos esses maneirismos ~sweetunescos~ e isso funciona tanto. A bateria eletrônica bem marcada, os sintetizadores eletrônicos, a presença mais evidente do baixo e da guitarra, o refrão exagerado. Todos esses são signos que colam bem em atos coreanos, femininos e masculinos. E que me agradam bastante. Legal que até o MV na caixa da SM tá condizente com a época. Nota 10 em todos os sentidos. E às viúvas de “I (Knew It)”, superem…

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Eu tenho plena consciência de que “Hobgoblin” é a Cube tentando recriar a magia de “Crazy”, do 4MINUTE, através do CLC. E é exatamente isso, sem tirar nem por. A música é quase a mesma, com os mesmos elementos, a mesma estrutura, a mesma atitude sassy, agressiva, insolente, atrevida, espevitada. Na real, só faltou o MV em preto e branco e o carisma das integrantes originais para ficar perfeito. Até tentaram transformar uma das aleatórias na nova HyunA (ou não tiraram o vocal da HyunA da demo que o 4MINUTE deve ter gravado antes de implodir, sei lá), mas não colou. A questão é: Eu me importo com essas tecnicalidades? Bom, não. “Crazy” foi um puta jam em 2015 e “Hobgoblin” foi um puta jam em 2017. Ponto. Torçamos agora para que mantenham essa vibe girlcrush no CLC daqui pra frente (nas album tracks elas continuaram), ou que debutem logo um novo grupo nessa linha dentro da empresa, pois é sempre bom ter minas pagando de fodonas em farofões hecatômbicos como esse…

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É irônico que “Love Cherry Motion”, uma faixa que eu detestei quando ouvi pela primeira vez, tenha se transformado em uma das minhas favoritas do Loona e desse ano num geral. A culpa disso? Eu tendo, naturalmente, a não curtir esses números “E-Girls-cintilantes-no-verão”. Mas nem durou nada, pois uns dois dias depois que soltei o post com a fanfic dela, eu já estava cantarolando o refrão como se minha vida fosse cercada de pôneis, fadas, duendes e eu andasse diariamente em meio a um arco-íris do amor, com maravilhosas pausas para ir ao chão junto com meus amigos trolls invadindo a porra toda quando o break piranhudo chega. A ideia de colocar duas propostas sonoras tão contrárias numa mesma música para ilustrar a transição da perda da virgindade é genial. Isso tudo com um clipe tão genial quanto, é de aplaudir de pé. Além disso, temos aqui a melhor bridge dos últimos 12 meses. Um hino desses…

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Mais Loona, porque sim. “Sweet Crazy Love” é inacreditavelmente boa. Sério. Sério! Essa linha mais R&B contemporânea e meio melancólica da Charli Taft com as loucuras eletrônicas animadamente tristes do MonoTree resultaram em algo absurdamente maravilhoso. Eu já sou capturado lá no início, quando aparecem os teclados, aí a Kim Lip começa a mandar uns voguin. Eu fico preso na armadilha que é o pré-refrão crescente e me deixo vencer quando o refrão duplo explode na minha cara, reconhecendo que não tinha a menor chance desde o começo. As melodias são lindas, a interpretação vocal das três é de enlouquecer. É o retrô encontrando com o futurista e fazendo um bebê. Os sintetizadores vão levando prum caminho mais melancólico, mas aí entra um pagodão que dá vontade de ir rebolando até o chão de ladinho, só que fazendo uma cara reflexiva, entendem? Nem vou começar a falar do MV, que é o melhor desse ano, pois não quero me estender ainda mais…

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A maior album track de 2017, sem sombra de dúvidas, foi “Babyface”. Bicho, que música boa, que bagulho viciante é esse refrão, que vontade eu fico de escutar isso aqui mais e mais vezes sempre que lembro de sua existência. Não duvido nem um pouco que, somando as execuções no YouTube, no Spotify e no player do meu celular, eu já não tenha passado das 500 repetições do dia em que o álbum foi lançado até o momento que escrevo esse parágrafo. E é provável que até o fim desse post eu já a tenha escutado mais umas quinze ou vinte vezes. Adoro isso aqui ser uma farofa totalmente despretensiosa sobre elas terem acertado nas plásticas e terem rostinhos naturais como os de bebês e nada fucking mais além disso. Os produtores só colocaram um andamento Disco numas batidas Miami Bass, bolaram versos fortes e debochados, um pré-refrão que te pesca para o refrão, que é estupidamente repetitivo, grudento ao máximo. Pronto, temos a fórmula Pop perfeita. Por que não usá-la como single? É difícil entender a cabeça dos coreanos em certos momentos. Com o vídeo e a coreografia certa, tal canção poderia ser para o Cosmic Girls como “Tell Me” foi para o Wonder Girls, ou como “Roly Poly” para o T-ara, ou “Gee” pro SNSD e a lista segue…

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Hora do pódio, então é hora de Dreamcatcher. Engraçado que o que mais funciona em “Chase Me” é o fato dela ser ridiculamente caricata. Isso é, assumidamente, um grupo idol fofinho emulando o “Kawaii Metal” do BABYMETAL, que por si só emula o Heavy Metal, com um pouco mais de produção e capricho estético. Elas retirarem essa sonoridade de um meio que muita gente costuma levar a sério demais (huh, fãs de metal costumam ser insuportáveis, leiam meu post na blog-con) e converterem numa bobagem Pop é tão… Legal. E a música é boa, o instrumental é bom, o refrão é uma delícia grudenta, tudinho é inusitadamente divertido. O debut do Dreamcatcher foi um dos bagulhos mais interessantes desse ano e a existência delas é um sopro de ar weird no cenário coreano. Tomara que elas continuem nessa pegada, tomara que elas façam carreira no Japão e sejam abraçadas pelo publico de lá também. Uma pena a moda roqueira não ter engrenado de verdade no K-Pop esse ano, pois a próxima dessa lista também segue essa vertente aí…

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A posição altíssima de uma música do DAY6 nesse top chocará alguns desavisados. É uma faixa de boyband flopada, quase no topo do ranking, acima de vários troços que um monte de gente consideraria como o ápice do K-Pop em 2017. Só que, a real, é que essa sonoridade adotada em “I Wait” é quase sempre certeira comigo. Me lembra animesongs, me lembra minha adolescência, toca lá no fundo. Várias coisas até que me despertaram uma empolgação maior quando ouvidas pela primeira vez, mas acabaram morrendo na praia conforme o tempo passou. Essa aqui ainda me dá calafrios toda vez que a escuto, desde janeiro, todo santo dia. Quase um ano se passou e “I Wait” ainda soa como um soco no estômago. Falando assim, é até estranho que ela não esteja em primeiro, certo? Mas, é, não tem jeito, o ano foi do Loona mesmo…

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Sendo sincero, ideia de debutarem um grupo com 12 integrantes, dando um solo para cada uma delas como pré-release de modo a divulgar o projeto, honestamente, por um certo tempo, me pareceu uma idiotice. Mesmo com o dedo de produtores competentes e tudo mais, me vinha um medo de todo aquele investimento, ao fim, resultar num grupo sem cor, vida, apenas seguindo a cartilha aegyo-para-hitar que muitos têm seguido – e falo isso ainda que curtindo bastante quase tudo que elas soltaram na era Loona 1/3. Mas quando lançaram “Eclipse”, foi aquele estalo de que algo diferenciado viria do Loona. Foi aqui onde a BBC começou a apostar numa mensagem mais ousada em seus releases, foi aqui onde começaram as fanfics com o ~loonaverso~, foi aqui onde o Loona foi o pontinho colorido em meio ao cinza. Ninguém nem sabe se o debut do Loona vai prestar ou não, mas já estou considerando-as um dos melhores nomes da nova geração. E pode parecer que esse primeiro lugar vai para o projeto como um todo, mas porra, ouçam “Eclipse” e digam se não é uma das músicas mais legais dos últimos tempos…

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Uou, terminou. Nem acredito. Tá me dando aquela sensação de fim de temporada numa série, sacam? É como se todo o trabalho em postar aqui no blog no último ano tivesse esse momento aqui como resultado final.

Mas digam aí, o que acharam do top 10? Alguma surpresa? Bom, eu sei que faltou muita coisa (wtf comigo esquecendo “Lilili Yabbay” no churrasco), mas pretendo ainda essa semana soltar um pacotão com as músicas que rodaram no peneirão final.

No mais, é isso. Amanhã tem uma lista com os melhores animes que assisti desse ano, depois o já citado pacotão, talvez um post com a mina desse mês e, então, uns avisos meio chatos a respeito do blog que preciso passar.

Até breve… =)

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8 comentários em “TOP 50 | As melhores faixas do K-Pop em 2017 (10ª até 01ª)

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