Em “Go”, NCT Dream cresce e se torna… NCT 127 (ou NCT U, pois tanto faz)

E aí que a SM continua com a divulgação do NCT, vindo com ainda outro comeback das variadíssimas units que compõem ambicioso e internacional projeto.

No final do mês passado, tivemos o NCT U pagando de fodões em Boss e colocando dois dos caras para rebolar bastante na interessante e evocativa de Michael Jackson Don’t Stop. Mais pra frente, deve rolar lançamento derivativo nisso do NCT 127, que, pela quantidade de releases, aparenta ser a “principal” da trinca. Enquanto isso não rola, é a vez dos juniores do time, NCT Dream, darem uma variada nas sonoridades, com mais um daqueles números teen açucarados onde eles pagam de menininhos colegiais abaixo dos 12 anos.

Quer dizer, não exatamente

…já que eles resolveram crescer e pagar de fodões que nem os oppas das outras duas units. WTF?

Okay, daqui em diante, eu desisto de tentar entender qualquer sentido que a SM queira impor para o NCT. Quer dizer, qual o lance aqui? Não era de bolarem diferentes grupos rotativos numa estratégia meio E-Girls de, para cada um deles, estipularem um tipo de imagem e sonoridade diferente? Então por que Go soa EXATAMENTE como o que os U e os 127 já soltaram até então? Pra que trocentos times de garotos cantando a mesma coisa? São perguntas demais para resoluções de menos.

Não vou mentir não: embora Chewing Gum tenha sido um dos troços mais grotescos que eu já presenciei na história do K-Pop (música horrível, MV tenebroso, reação levemente pedófila da audiência), a real é que eles entregaram um Pop/Funk SHINee legal demais em My First and Last, que poderia ir evoluindo organicamente de comeback em comeback e, por si só, diferenciá-los dos outros dois grupos NCT.

Agora, o que em “Go” faz dela diferente do resto? E, ó, nem to falando só dos outros dois não, mas também de todos os outros boygroups que apostam nisso de trap-dubstep-hip-hop-rap-vida-loka-yolo-swag. O instrumental é parecido demais com sei lá quantos lançamentos anteriores nessa linha. Mesmo o videoclipe não passa de uma versão 2018 e noturna do de “Limitless”:

Nem uns takes absurdos rolaram para eu poder zoar em cima, bolar um título click bait e conquistar mais dezenas de milhares de visualizações com as fãs pistolando por eu destacar bagulhos grotescos e problemáticos que elas fingem que não percebem.

Sério, de verdade, qual o sentido disso? Qual o sentido de um projeto onde os diferentes grupos, supostamente voltados para diferentes fatias de público, fazem a mesmíssima coisa? Que inútil. Se as músicas ainda fossem grande coisa, mas nem isso.

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14 comentários em “Em “Go”, NCT Dream cresce e se torna… NCT 127 (ou NCT U, pois tanto faz)

  1. Achei a música uma grande bosta também. Nem se fale do MV, em que eles perdem toda aquela identidade jovial que eles tinham. O que eu posso fazer, né?

    E até agora eles seguem com DUAS músicas que realmente prestam. Parabéns pros envolvidos que conseguiram fazê-los superar a maioria da massa amorfa de girlgroups aegyo.

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