ALBUM REVIEW | F(x) – Hot Summer (2011)

E caminha para o final o nosso “mês” especial de 2011 aqui no blog. Caso não ocorram imprevistos, quinta-feira a primeira parte do tão esperado e pedido top estará no ar, seguindo diariamente até as 10 mais no domingo.

No entanto, eu não poderia dar o ponto de partida sem antes relembrar um dos álbuns mais incríveis de tal ano – e do repertório do F(x) até então, e do repertório de um girlgroup coreano até então, e do repertório de qualquer ato da SM Entertainment em todos os tempos.

Confiram aí a minha rasgação de seda para o maravilhoso Hot Summer (que é repackage do “Pinocchio”, huh):

YAAAASSSSS!!! Finalmente, F(x)! Nem acredito que fiquei com esse blog ativo por quase dois anos e até agora não tinha dedicado um album review para qualquer uma das maravilhas lançadas por elas. Bizarro como acabo sempre me deixando levar por pautas do momento em vez de priorizar o que gosto de verdade. Mas antes tarde do que nunca, certo?

E, ó, nem vou fazer mistério não. Eu totalmente adoro os LPs dessas desgraçadas, nem tem como tentar enganar para surpreender vocês partindo de uma abordagem negativa para outra positiva ao longo do texto. O “Hot Summer” foi o primeiro de uma série de álbuns espetaculares vindos do grupo, onde todo o empenho de composição comumente voltado para as titles conseguiu passar para o resto das tracklists, fazendo com que quase tudo neles soassem como algo que deveria ser trabalhado nas rádios, ganhar clipes e tudo mais.

E tudo começa no lead single, que abre o LP lá em cima, em um dos maiores bops de 2011. Hot Summer é um número Pop delicioso. Perfeito, contagiante, vibrante, envolvente, forte, impactante. Eu poderia gastar parágrafos apenas com adjetivos e seria pouco. O refrão disso é absurdo demais, parece magia, feito pra grudar na cabeça. Como os jovens falam, é pop perfect.

E ainda rola todo o gimmick disso ser uma regravação da música de mesmo nome do Monrose (cuja versão também é ótima), mas destruindo o sentido figurado sexual previamente criado e partindo prum literal, sobre… Estar calor. Na real, “Hot Summer” é meio que um dos maiores medalhões da onda sul-coreana de pegar demos internacionais, dar uma mexida aqui e ali, resultando em bubblegums laboratoriais espetaculares.

Pinocchio também é tão, tão, tão boa. Os produtores pesam ainda mais a mão no instrumental, fazendo dessa uma faixa agressiva, mas ao mesmo tempo fofa em questão de interpretação vocal. Não é a toa que foi trabalhada como title na primeira versão do LP.

Essa proposta mais atiçadora volta ainda outras duas vezes: em DangerousLove – essa segunda, produzida pelo Sweetune. Ambas soam misteriosas, afrontosas, com se originadas para alguma trilha sonora de filme de espião, mas um que não se leve tão a sério, tipo os das franquias “Austin Powers” e “Spykids”. Na real, consigo imaginá-las em casa ao lado de certos trabalhos da Madonna com o William Orbit, tipo Beautiful StrangerI’m a Sinner.

Sweet Witches é outra que eu amo – além de explicitar o quanto o F(x) foi o Red Velvet de sua época. As escolhas instrumentais são super estranhas, se atravessam, parecem misturadas com as de algum jogo de fliperama, mesmo os vocais delas são bisonhamente distorcidos. Só que, sabe-se lá como, tudo soa ao fim como um popzinho divertido e descontraído. Consigo imaginar algum grupo eletrônico europeu lançando isso e derretendo a cabeça do público hipster.

Rolam também outros destaques entre as inéditas, tipo Beautiful Goodbye, Gangsta Boy e My Style. A primeira é um baladão-Elton-John datado, emotivo, muito bem feito e raro dentro da cena coreana. A segunda, uma mistura legal de urban com Pop, bem radiofônica e divertida. Já a última, apresenta uma introdução semelhante aos sucessos do Grupo Molejo, mas rapidamente se converte num daqueles números pops-hip-hops-R&B do início dos anos 2000.

No entanto, não são todas que realmente fazem a diferença para o positivo. Is It Ok é fraquinha demais em comparação com o resto, mesmo tentando puxar alguns elementos de Bossa Nova. Step Up! é bem bonitinha e inventiva, brincando com pausas, mas a melodia some da cabeça logo depois de ouvida. Já So Into U é só uma dessas baladas filler mesmo, não faz concorrência com “Beautiful Goodbye” em nada.

Por fim, rolam alguns singles requentados de outros carnavais. Todos excelentes. La chA TA, usado no debut, vai na já citada onda 2000s de jogar Pop, R&B e Hip Hop num liquidificador e entregar farofas estupidamente divertidas.

Lollipop em versão coreana, da trinca, é o que mais curto. É um daqueles electropops que não sabemos se devemos levar a sério ou não. A presença dos caras do SHINee apenas eleva o nível do pacote final. E Chu~ encerra as coisas grifando a genialidade disforme por trás de releases do grupo, num bop com versos recheados de sintetizadores pesados, mudando ao refrão para algo mais colorido e étnico. Tudo muito estranho, mas insanamente divertido. Bem o que o F(x), num geral, representa.

O gosto que fica ao fim é hiper satisfatório. O F(x) aqui já era o grande grupo “estranho” do cenário, com canções que fugiam um pouco do comum ao resto, além de já ser o grande grupo “competente” da cena, naquilo de expandir os esforços voltados à title para o resto da tracklist.

O “Hot Summer” não é perfeito nem nada. Como vocês viram, rolam alguns excessos, mas não é nada que chegue a prejudicar a experiência. E o que há de bom é realmente MUITO bom. É o F(x) sendo um grupo idol teen divertido e ousado em sonoridades. Quantos outros conseguem isso hoje em dia?

Nota 9,0

 

Enfim… Do que eu tinha pra antecipar do top 2011, já foi tudo. Mas amanhã ainda vai rolar um outro especial de esquenta aí. Aguardem calmamente.

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6 comentários em “ALBUM REVIEW | F(x) – Hot Summer (2011)

    1. HAHAHAHAHAHA, compraram a mesma demo!!

      Wanessa perdeu a oportunidade de aproveitar a “coincidência”, fazer um curso rápido de coreano e pedir pra preencher a vaga deixada pela Sulli… bom, considerando como ela sempre tá no timing errado na carreira, capaz que ela só tivesse essa ideia depois do grupo já ter dado o disband não-oficial.

      Curtido por 2 pessoas

        1. O problema dela sempre foi timing, vide ela engravidando perto do lançamento dos dois CDs em inglês e interrompendo trabalhos, ou justo quando Anitta, Ludmilla e afins começaram a dar mais visibilidade pro pop no Brasil, a mulher vai e lança um CD novo… de SERTANEJO UNIVERSITÁRIO (gênero supersaturado e cheio de gente com mais experiência nesse tipo de música que ela).

          Mas concordo, as músicas em inglês dela foram surpreendentemente boas perto do resto do repertório dela (não por serem em inglês, mas sim porque as melodias ficaram ótimas mesmo).

          Curtido por 1 pessoa

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