TOP 50 | As melhores faixas do Asian Pop em 2011 (50ª até 38ª)

E depois de muita enrolação, corpo mole e promessas da minha parte que muitos julgavam vazias, finalmente chegamos ao top 2011. Daqui para domingo, passearemos pelas cinquenta melhores desse que muitos de vocês julgam como o melhor ano do asian pop nessa década. Particularmente, discordo, mas não é isso que está em questão.

Antes, vale ressaltar que as listas de melhores do ano feitas aqui no blog levam em conta única e exclusivamente o meu gosto pessoal. Nada de vendas, nada de charts ou de influência na cultura mundial. O que está elencado aqui são canções que eu curto bastante, que sobreviveram em minhas playlists nessa mais de meia década e por aí vai.

Dito isso, vamos lá… \o/

Huh, mas antes, duas citações especiais:

AFTER SCHOOL – BANG! (JAPANESE VERSION)

“Bang!” deve ser a grande música assinatura do After School. Tento pensar numa melodia quando imagino o grupo em minha cabeça e os “a-han, a-han, a-han” seguidos pelos dizeres de cheerleaders são o que de primordial surge. Visualmente, a imagem delas com o figurino característico é o que aparece quando fecho os olhos. O problema é que, originalmente, “Bang!” foi lançada na Coreia do Sul em 2010. O outro problema é que a primeira gravação disso é uma bosta terrível. Soa estranha aos ouvidos, como se a mixagem fosse precária. Ela só foi prestar MESMO quando relançada no ano seguinte, em japonês. Na real, o After School como grupo completo soa bem melhor em japonês mesmo, admitamos isso, vai. E por ficar nesse limbo aí de só prestar na regravação, não sendo, portanto, original de 2011, “Bang!” aparece como citação especial, tipo a próxima aqui…

– x –

F(X) & SHINEE – LOLLIPOP (KOREAN VERSION)

A “Lollipop” delicinha assim em coreano, com os manos do SHINee, presente na tracklist do “Pinocchio”, na verdade, é a regravação de um CF chinês, com um outro boygroup local qualquer, de 2010. Mas sejamos honestos: a regravação é bem melhor, com a métrica soando bem mais coerente na melodia, além da interação vocal delas com Taemin e os outros ser bem mais interessante e melhor distribuída que na original. Boa sorte para vocês sentando tirar os “dalkhoman lollipop, oh lollipop, oooh lollipop, oooh lollipop ooooh” da cabeça. Já adianto que será impossível. Aah, fun fact: caso isso aqui e a “Bang!” acima fossem mesmo de 2011, possivelmente pegariam um top 20. Mas, é, não são, então pararei de enrolação e começarei a lista oficial agora.

– x –

Pros desavisados que não acompanham minhas throwback playlists, ou que não acompanharam o top 2013, “Tommy Heavenly6” é o pseudônimo da cantora japonesa Tomoko Kawase para soltar esses Pop/Rocks bonitinhos que a Avril Lavigne adoraria ter lançado nos anos 2000. Tem algo na interpretação vocal dela com esses instrumentais mais pesados que tornam todo o pacote mais, na falta de uma palavra melhor, “emotivos”, obviamente me pescando em todas as oportunidades possíveis. “Monochrome Rainbow” nem está entre as melhores da Heavenly6 – ou não ficaria em último lugar -, mas certamente vale o play pelo conhecimento e pela possibilidade de se deixar levar que esses números são capazes de proporcionar.

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Ainda nesse clima animesong, “Fiesta” é uma das mais interessantes da trilha sonora de “Fairy Tail”, cujo anime eu nunquinha acompanhei. O que, parando pra pensar, até conta pontos a favor para “Fiesta”, pois ela conseguiu extrapolar o nicho de fãs do desenho para ouvintes casuais. Adoro tudinho aqui, do clima carnavalesco ocasionado pelos elementos característicos ao nosso feriadão à toda energia vibrante e envolvente colocada no cantar do grupo. Não se deixem levar pela baixa posição e tasquem play no clipe abaixo.

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“Like This Like That” é uma experiência interessante por vários motivos. Temos aqui uma das poucas ocasiões onde o 5DOLLS, de fato, contava com 5 gatinhas em vez de 6, número que só faria sentido mesmo se mudassem a escrita do nome de F-ve para S-x Dolls, criando um gimick sacana, o que nunca ocorreu. Temos Chanmi, rainha dos survivals shows bem sassiness e promissora ostentando um cabelão água de salsicha, servindo de center pro grupo e esbanjando swag no refrão antes de ser chutada da delícia para não ser substituída pela Shannon Williams. Temos HyoYoung, irmã da HwaYoung, sendo linda. Temos um raro momento onde um grupo da CCM/MBK aposta num concept girl crush – e se saí muito bem nisso. Se tudo isso não foi capaz de convencer vocês do poder de “Like This Like That”, saibam que temos também aqui um dos refrães mais divertidos e marcantes de 2011.

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Uma das grandes graças do Tokyo Girls’ Style como grupo são essas faixas onde os produtores seguram as rédeas das meninas nas interpretações vocais, trabalhando-os de forma bem menos histriônica que o usual para idol pops nessa linha. “Kodou No Himitsu” traz as, até então, cinco pirralhas cantando bonitinho e sem exageros num instrumental super divertido que estaria em casa como tema de algum shoujo magical girl da vida. É uma das minhas favoritas delas.

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Huh, essa bosta! ❤ Na moral, o Orange Caramel faz muita falta no K-Pop. Sei lá o que que deve ter rolado nos bastidores da Pledis para terem jogado o grupo no porão, mas todos os envolvidos sofrerão com o karma desse crime eternamente. “Shanghai Romance” é puro deboche e diversão do início ao fim. Não tem como não se entreter com essa mistura de trotsynthpop datado e signos sonoros chineses e um refrão sing-along assim… #VoltaOrangeCaramel #RainhasDaApropriaçãoCutural

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Das várias faixas inéditas trabalhadas para promover o best album de feats da Namie em 2011, “Wonder Woman” é a que mais se destaca comigo. Vocês sabem que eu tenho um fraco por esses amálgamas de Pop com Rock, ainda mais quando eles surgem com refrães fortíssimos como aqui. O vocal da AI é lindo pra caralho, o da Anna também, foi uma decisão maravilhosa – e corajosa – da Namie dividir as linhas de maneira justa entre as três. Ficou parecendo um número de girlgroup dos bons.

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Essa farofa datadona é tão boa. Dá até um desgosto lembrar que o Rania nunca vingou, mesmo com dances ótimos como “Pop Pop Pop” e um outro que virá bem mais lá em cima no ranking. Refrão muito bom, raps memoráveis, instrumental marcante, inserções legais do Brave Brothers berrando em vários momentos, coreografia divertida com as bengalas luminosas. Nhé, não era para acontecer mesmo. Vida que segue.

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HUAHUAHUAHUAHAUHAHUAHUAHUA que eu ainda rio com isso, mesmo quase uma década depois. Essa coreografia, esses visuais, o videoclipe. Sério, que recorte temporal. Tudo relacionado ao debut japonês do 2PM transpira à idol pop nipônico. A música é um dance futurista datadíssimo, com um refrão que é puro grude. O clipe é aquela bobagem que fica no limiar exato entre o tosco e o divertido, com eles vestidos de extraterrestres purpurinados, dançando em cenários emulando séries espaciais do século passado e interagindo com CGIs merdavilhosos. Coloquem isso tudo junto com o fato da música tocar semanalmente no encerramento de um dos grandes animes da temporada, “Ao No Exorcist”, com os próprios personagens fazendo a dancinha deles em dado momento e, boooom, não tinha como dar errado. Foi daí pra cima em popularidade.

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Essa aqui é tão legal. A estrutura de balada que vai crescendo em elementos e tempo até se tornar um dance pras pistas é quase sempre certeira comigo, não teria como ser diferente em “Don’t Cry”. Ainda mais com a Park Bom colocando sua voz de cabrita gripada por cima. Adoro o refrão super bonitinho, pois dá vontade de cantar todo emotivo ao mesmo tempo que o quadril vai descendo e subindo de ladinho com o batidão. Pontos extras pro clipe futuramente copiado pela Katy Perry na irritante Wide Awake.

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“Be My Baby” foi um dos troços mais vendidos da história do capope, quebrando uns recordes à época e blá blá blá, sendo meio que a evolução e concretização do “conceito Wonder Girls”: um popzão retrô utilizando elementos contemporâneos (sintetizadores, bateria eletrônica) para emular uma sonoridade do passado. Eu gosto bastante, acho uma das titles mais poderosas delas, mas rolam várias outras ainda melhores na tracklist do LP lá, o “Wonder World”. Basicamente por isso “Be My Baby” aparece tão baixa na lista. Então, aguardem mais hinos.

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Voltando ao F(x), ainda outra album track do “Pinocchio” se destaca, iniciando ali o que, futuramente, já nos acostumaríamos quando pensássemos no grupo, sempre trazendo canções bem legais em seus álbuns além das trabalhadas como singles. Aliais, já nessa época elas vinham com esses instrumentais estranhos, mas que de alguma forma soavam pops e radiofônicos. “Sweet Witches” é uma delícia, parece trilha de fliperama.

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Posso estar enganado, mas acredito que a maioria dos capopeiros mais novos e menos interessados em Girls’ Generations nem deve conhecer essa pérola aqui. “Visual Dreams” foi usada como CF para algum processador da Intel na Coreia do Sul e deve ter rolado uma grana bem alta, pois é até estranho que a SM tenha se dado ao trabalho de separar uma composição tão legal quanto essa apenas prum comercial. Synthpop setentista dos bons, do tipo que o Nakata bolaria para o Perfume nos anos de ouro dele em criatividade.

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Tá, tá, já podem soltar as tochas e foices que vocês usariam para me caçar por assassinar “Sixth Sense” tão prematuramente assim no ranking. Eu sei que essa música é linda, intensa, icônica, envolvente, que ela cria uma atmosfera fortíssima que dá vontade de sair pulando e vogueando pela casa. Concordo com tudo isso. Mas tive que ser sincero comigo mesmo e admitir que, embora maravilhosa assim, quase não escuto essa faixa. Ao menos, não tanto quanto as outras que viram nas partes seguintes. Então, é, pena ter que matar as Brown Eyed Girls assim tão cedo. Foi mal…?

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[37-26] [25-11] [10-01]

E a primeira parte foi essa aí. Alguma surpresa? Alguém morrendo muito cedo? Alguém que nem deveria ter entrado? Vish.

Spoilers para a próxima: 7 girlgroups, 1 boygroup, 2 bandas, 1 dueto, 1 solo. 6 jotapopes e 7 capopes.

 

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14 comentários em “TOP 50 | As melhores faixas do Asian Pop em 2011 (50ª até 38ª)

  1. Até concordo que Bang! na versão coreana soe não-finalizada, mas ela consegue ser muito melhor que a japonesa por motivos de:
    – a batida da versão coreana é bem melhor do que a da japonesa (ela tira toda a graça do negócio)
    – o MV coreano tem mais piranhagem que o japonês
    – o rap da Kahi em engrish é o fator cringe decisivo, horrível e nem um pouco natural. Pontos pra Bekah

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  2. Nossa, Bang na versão original MUITÍSSIMO superior. A versão original tem uma energia, uma vibe, mais forte, como se os gritos e uniformes militares fizessem muito mais sentido. Seu gosto é péssimo cara :/ Fora o que o/a LCS comentou né:
    – o MV coreano tem mais piranhagem que o japonês (2)
    – o rap da Kahi em engrish é o fator cringe decisivo, horrível e nem um pouco natural. Pontos pra Bekah (2)

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  3. Adorei ver Tommy heavenly6 na lista! Ainda me pergunto como a Kawase faz pra não desenvolver múltiplas personalidades com os dois alter-egos dela (aliás, espero que a february6 também apareça!).

    Quanto a Namie, AI e Anna, a Warner perdeu uma oportunidade de ouro ao não enfiar essa delícia na trilha sonora do filme da Mulher-Maravilha. Sim, é um filme de época, mas poderia tocar nos créditos finais. Ou no filme da Liga da Justiça…

    Curtido por 1 pessoa

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