TOP 40 | As melhores faixas do J-Pop em 2014 (10ª até 01ª)

Com trinta músicas já cortadas, é hora de o top 10 com as maiores, melhores, mais lindas, sensuais, grudentas e deliciosas faixas lançadas no J-Pop em 2014 ser revelado – pela segunda vez, visto isso ser um re-post, atualizando para o layout do WordPress. Pouco a pouco, meu TOC vai se acalmando pelos buracos de rankings deixados após a transferência de plataformas.

A seguir, estão as minhas 10 delícias nipônicas preferidas de quatro anos atrás. Engraçado que, mesmo com tanto tempo passado, as favoritas se mantiveram favoritas sem tantas alterações.

Quem irá se juntar a “Glitter”, “Crossing Field”, “1mm” e “Nagaku Mijikai Matsuri” no meu panteão particular de jotapopes? Vamos descobrir…

“Masayume Chasing” deve ser uma das músicas mais legais do repertório japa recente da BoA. A letra passa uma mensagem tocante e a interpretação vocal excelente dela sobre o instrumental Dance meio transcendental deixa tudo ainda mais convincente. O modo como tudo explode sonicamente no refrão não só é arrepiante, como realmente passa uma sentimento de alegria e força para seguir em frente. Não é a toa que essa acabou se tornando uma das OSTs mais icônicas de “Fairy Tail” – e talvez a última realmente memorável. Ouvi muito na minha época de rádios online, continuo ouvindo hoje em outras plataformas.

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Beleza, tá tudo muito fofo e vibrante, mas já é hora de abrir os portões do hades nesse top. Eu sei que uma banda onde os caras usam mascaras de lobos pode soar um pouco intimidadora para a galera que costuma escutar idol pop (a maioria da minha audiência nesse blog), mas não se deixem levar por preconceitos. “Evils Fall” traz do Man With a Mission o melhor do que se poder esperar de “Pop” numa faixa “Rock”: versos fortes, uma métrica interessante e fácil de guardar e, claro, um refrão matador. Isso tudo com um arranjo sonoro bem pesado e um videoclipe maravilhoso. Não tem como falhar.

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Não sei se “Ms. Independent” é a minha música favorita do After School, mas ela acaba sendo a minha favorita do “Dress to Kill”, mesmo sendo um pouco mais simples (e radiofônica) que as demais nele. Acho que é o contexto todo que me faz preferi-la. Do arranjo eletrônico carregado e ~sombrio~, até a letra sacana sobre elas serem fodonas e darem um inesquecível “beijo encharcado” no cara, tudo nela a fez ser um dos troços de 2014 que eu mais escutei na época e que ainda escuto atualmente. Não entendi porque não ganhou clipe.

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Novamente, uma faixa “Rock” que traz tudinho o que de melhor pode se esperar de um número “Pop”. Aqui, com o acréscimo das vozes gostosinhas das meninas do Scandal. Aaaaaargh, “Image” é tão divertida. Ela acaba ocupando na minha vida o espaço vago deixado por bandas de Pop/Rock adolescentes ocidentais, daquele tipo que, depois do Ensino Fundamental, a gente costuma dizer que não curtia, mas ao envelhecer, entende que há lugar para todo tipo de sonoridade e que o problema mesmo é dos outros, que julgam o gosto musical alheio como se alguém se importasse. Ooh, o videoclipe começa parecendo só uma jam session de garagem, mas muda bastante do meio pro final.

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HERE WE GO!!! Olha, os tios do Hello! Project estavam inspirados mesmo em 2014, viu? Porque colocar o Morning Musume pra cantar com voz de robô uma faixa toda positiva por cima de um fucking POPERÔ e isso ficar incrível como ficou aqui, definitivamente, não é pra qualquer um. “Tiki Bun” durante muito tempo foi a minha canção favorita do grupo, sempre competindo com umas outras duas que, dependendo do meu humor, acabam ultrapassando-a. É contagiante pra caramba, os “here we go!” autotunados como se viessem de uma inteligência artificial macabra são sensacionais e o conjunto final é não menos que viciante. Beijos, Sayumi.

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O álbum de covers de vocaloids da Wagakki Band ❤ Porra, como a mistura de elementos folclóricos com Rock ‘n’ Roll deles me soa agradável. Gostaria que mais gente na música Pop fizesse coisas do tipo. Pensem numa faixa como essa no “Made in Japan”, da Ayumi Hamasaki, por exemplo, que supostamente tinha um conceito clássico, mas, sonoramente, acabou rumando para outro lado. Tudo nos faz remeter ao que idealizamos ter sido o Japão há centenas de anos, com gueixas, samurais e misticismo. Por curiosidade, a versão da Hatsune Miku também é maravilhosa.

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Sabe quando algo é tão ruim, mas tão tragicamente ruim que consegue fazer a volta e instantaneamente se tornar um clássico contemporâneo da toscodelícia? Essa é “Gera Gera Po Song”. Dos versos desafinados e sem qualquer sentido e da ponte dramaticamente tosca até o refrão grudento, o break de jazz e a dancinha bizonha, a bizarrice é tanta que eu não consigo sentir nada além de amor. Tenho certeza absoluta de grande parte do sucesso de “Yo-Kai Watch” vem desses três soltando várias versões disso e viralizando o termo por aí. Essa só não é a melhor OST de anime de 2014 porque uma outra conseguiu superar, mas o pódio foi por pouco.

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Essa aqui ainda é a minha música favorita do Flower e esse fato provavelmente jamais será mudado. Além disso, é sempre uma das primeiras que me vêm na cabeça quando estou apresentando o J-Pop para pessoas que se interessam. Isso tudo por esse ser o Flower com a sua fórmula em nível supremo. Há a soma de elementos nipônicos clássicos e folclóricos com a sonoridade Pop contemporânea que elas tanto fazem bem, tem a dança extremamente elaborada, o uso de cenários lindíssimos, o fan service lésbico e toda a riqueza melódica que sempre funciona em excelência. Pra melhorar, Reina ainda não tinha gravações comprometedoras dos tios bigodudos da LDH com prostitutas russas para chantageá-los, então ainda rolavam harmonias e divisões de linhas com outras gatinhas, coisa hoje impensável no grupo – e, futuramente, no E-girls. Que hino.

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“Tokyo Ghoul” acabou sendo um anime bem passável na minha vida. Não que eu não goste, não é isso, mas passou e não deixou muitas marcas como uma série. Na verdade, o que me marcou mesmo foi a abertura arrepiante do TK. “Unravel” é um dos troços mais lindos que escutei em 2014, servindo perfeitamente para que todo o meu ~espírito otaku~ se satisfizesse numa temática bem emocional eficazmente retratada não só através do instrumental arrepiante, mas também no modo sussurrado como ele canta. É uma faixa densa, explosiva, desnorteante, um tiquinho celestial, mas propositalmente suja. Foi o que de melhor saiu em música relacionado a animes e quase a melhor do ano…

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UMA PENA PARA A MINHA REPUTAÇÃO PEDANTE QUE 2014 FOI O ANO DE FODER GAROTOS E GANHAR DINHEIRO, CERTO? Huh, eu juro que tentei fazer um top bem sério e conceitual, colocando “Unravel” no topo para me gabar por entender todos os elementos maravilhosos que o TK colocou na faixa, me firmando como um respeitável crítico especializado (pfff) e verdadeiro entendedor da maravilha vanguardista que é a cena musical japonesa. Porém, o que eu posso fazer se “Fxxk Boyz Get Money”, um single safado pra caramba, com um videoclipe ainda mais absurdo, que traz as duas tweerkando vestidas de maid sadomasoquistas, em minha cabeça, está acima disso tudo?

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[40-26] [25-11]

E, Brasil… Foi isso aí que rolou de melhor em termos jotapopeiros no ano de 2014. Concordam? Discordam? Digam nos comentários. Compartilhem também as suas favoritas de tal ano e, claro, chutes para o ranking de capopes, que irá ao ar no mês que vem.

E caso vocês tenham chegado aqui por meio de algum link divulgado em grupos de Facebook ou Twitter e gostem de descobrir sobre canções mais antigas dentro desse nicho, saibam que vários outros posts especiais relembrando lançamentos de outros anos já rolaram nesse blog. Vocês podem conferir eles em formato de tops para 2011, 2012, 2013, 2015 (só J-Pop, o de K-Pop se perdeu) e 2017, ou em formato de playlist para 2000, 2001, 2002, 2003, 2004 e 2005.

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2 comentários em “TOP 40 | As melhores faixas do J-Pop em 2014 (10ª até 01ª)

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