TOP 40 | As melhores faixas do K-Pop em 2014 (40ª até 26ª)

E lá vamos nós em mais um passo para acalmar o TOC desse blogueirinho fundo de quintal, que odeia ver espaços em branco na aba “melhores do ano” lá em cima. No caso, é hora de revisitarmos o ranking com os maiores destaques do K-Pop no ano de 2014 – cujo post original acabou se perdendo em formatações quando migrei o blog da plataforma do Google para o WordPress. Bom para mim, que dou uma atualizada na escrita e nas opiniões. Bom para vocês, que ainda não eram nascidos nessa época e nem devem ter ideia dos bops que estão perdendo.

Enfim, como já é comum desse tipo de postagem, separei as minhas 40 favoritas, dividindo em três partes, com a primeira saindo agora e as outras amanhã e depois. Obviamente, número de vendas, sucesso, relevância ou impacto cultural não importam. Isso e um blog pessoal, minha opinião é a que vale. :v

2014 é um ano que eu guardo com certo… Carinho em relação ao Pop asiático. No K-Pop, em especial, não foram tantos assim os troços magnânimos mudadores de vida, mas eu estava tão on fire cobrindo tudo para um site famosinho desse assunto à época que ouvir essas faixas me retomam momentos de alegria e empolgação com esse cenário bem bacanas. De lá para cá, a minha opinião mudou bastante, mas continua sendo um período de tempo bastante nostálgico. Tanto que posso afirmar que as 5 faixas que encabeçam essa lista estão fácil entre as minhas 10 favoritas do Pop coreano em todos os tempos.

Preâmbulos tirados da frente, vamos ao que interessa…

MENÇÃO HONROSA: SOYOU, JUNGGIGO, LIL BOI – SOME

Sempre gosto de começar essas listas com canções que, de alguma forma, foram significativas para o ano selecionado, mas que, comigo, não tiveram força o suficiente para ocupar uma posição oficial no ranking. De 2014, “Some”, da SoYou com uns caras, é a que mais se encaixa nessa delimitação. Esse hit ficou duas semanas no topo da Gaon, seis do chart coreano da Billboard, vendeu quase três milhões de cópias e meio que se tornou um molde para uma porção de trecos parecidos que viriam em seguida. Um hino das cafeterias e dos young adults que se acham velhos demais para curtir os capopes mais farofeiros. Eu gosto bastante, ouço até hoje. Mas, é, acabou não se sustentando tanto a ponto de figurar justamente no top. Dito isso, vamos a ele propriamente dito…

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Isso é algo bem recorrente, mas eu meio que caguei para a existência de “Darling” à época, só dando o verdadeiro valor que essa delicinha retrô aqui merece muito tempo depois. Tá que não é nenhuma reinvenção do gênero ou qualquer treco do tipo, mas temos as Girl’s Day sendo gostosinhas no verão e colocando um vocal suspirado bem simpático e bastante interessante por cima dum doo-wop extremamente bem feito. Não vejo o que reclamar, apenas um meio para me deixar levar.

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Puxa vida, o debut do Sonamoo (ainda que na última fucking semana do ano) me pareceu tão promissor. A ideia de um girlgroup, basicamente, adotando a sonoridade e a estética visual de um boygroup oppa yolo fodão, foi tão bem executada em “Deja Vu” (e depois ligeiramente adaptada num meio-termo girlcrush para a ainda melhor “Cushion”, em 2015), que me sinto assaltado por elas não terem persistido nessa linha mais pra frente. O diferencial foi diluído, com a TS fazendo delas um novo Apink ou sei lá. As coisas melhoraram ano passado, mas sempre fica aquele gostinho de que algo brilhante se perdeu por burrice de uma gravadora. Btw, que ótimo revival dos trecos da Britney assinados pelo Pharrell no início dos anos 2000, não?

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Ainda outro produto bem interessante que nunca vingou de verdade, o Wa$$up é tipo uma evolução do que o Sonamoo parecia adotar como foco. Na real, se as coisas tivessem ido em frente, é bem provável que as gatinhas do parágrafo anterior lançassem algo como “Stupid Liar” num quarto comeback, antes de alguma das meninas se envolver num escândalo e todas processarem a TS por falta de pagamento. Ahein. Voltando ao Wa$$up, tenho a impressão de que isso aqui fez mais sucesso no Brasil que fora, pois mesmo anos depois vejo uma galera (inclusive de blogs de Pop ocidental e em programas da Play TV) ainda citando esse jam urban como se realmente tivesse feito qualquer barulho na cena.

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Deixando os flops de lado, mas voltando praquilo de músicas que, na época, não prestei muita atenção, mas hoje grito que são hinos, “Touch My Body” certamente foi a grande assinatura do Sistar em 2014. É o grupo cravando de vez o ideal de summer girls com um bop de refrão grudento e melodia sing-along. O bizarro é que eu me lembro de implicar com o Sistar por virem com essas bobagens radiofônicas laboratorialmente feitas com o único propósito de divertir e fazer com que os ouvintes se sentissem bem. Hoje em dia, é justamente o que mais me faz sentir falta delas. Aah, a Bora, em especial, está gostosíssima nesse vídeo, é necessário grifar.

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Rola um certo desdem não só do público geral, mas dos fãs mais xiitas do 4MINUTE com a trilogia de singles delas com o Brave Brothers. Eu genuinamente não entendo o porquê. Admito que não são tão bacanas quanto os que vieram antes e depois, mas “What’s Your Name?” e “Whatcha Doin’ Today” são tão divertidas por si só… Estranho. Se vocês fazem parte dessa parcela, sugiro darem play na delícia abaixo, que deve ter saído do mesmo molde da também divertidíssima So Crazy, do T-ara.

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Huh, quase toda a tracklist do “Red Light” tá nessa lista, então não se espantem com o F(x) aparecendo mais um monte de vezes não só nessa primeira parte, mas nas duas seguintes. Da leva de faixas esquizofrênicas-porém-radiofônicas do LP, “Rainbow” é a minha terceira favorita. Muito pelos “CONGA CONGA CONGA CONGA MUGIKEEEE” do início, muito pelo refrão harmonizado bonitinho que logo dá abertura para ainda outras variações mais pesadas quando suas rotinas terminam. Que hino.

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Outro grupo cujo repertório de 2014 praticamente todo dará as caras por aqui é o Orange Caramel, que viviam em tal momento seu ápice criativo em músicas e clipes. “The Gangnam Avenue” é de uma doença mental maravilhosa. O instrumental vai se intensificando em elementos e velocidade conforme suas estrofes passam, moldando uma atmosfera emocional que fica no limiar exato entre a piada e o sério de um modo louvável. O ápice é o pós-refrão bate cabelo rebolativo demais.

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A trilogia de midtempos sensuais do AOA em 2014 ❤ Levando em conta que eu totalmente ignoro o repertório das meninas bonitas antes disso aqui, posso considerar que “Short Hair” é o debut moral do grupo? Amo tudo sobre esse single: as melodias grudentas, ChoA desertora e Yuna plastificada slaying com seus vocais emotivos, Jimin tosquíssima de policial tendo que dividir as linhas de rap com aquela mina que ninguém grava o nome, a historinha toda sobre as sete serem trabalhadoras da vida real que fazem caras e bocas no dia a dia e precisam ir cortar o cabelo para se sentirem bem. Que volta ao passado, bicho…

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Não sei se já falei isso aqui depois que migrei o blog, mas sempre achei a ideia por trás do TaeTiSeo uma das mais dispensáveis dentro das várias escolhas equivocadas da SM nesses últimos anos. Tá que Taeyeon era super popular e blá blá blá, dinheiro e nhé nhé nhé, mas o repertório TODO do TTS poderia ser gravado pelo SNSD completo sem tirar nem por. Pior: as faixas desse segundo mini são todas melhores que as utilizadas no das 9 juntas no mesmo ano. Deviam ter passado “Holler” e a que virá mais pra frente para elas em vez de “Mr. Mr.” (ou pro Red Velvet) e já apostarem logo num solo para a Tae de uma vez. Enfim, “Holler” hino, Tiffany rainha do rap. -q

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Eu adoro que o dedo do Teddy Riley se faz bem presente nessa aqui, que é praticamente um amálgama do new jack swing dele com Disco – tudo envolto na embalagem de produção sul-coreana em tornar quase tudo acessível aos ouvidos gerais. A grande maioria das faixas do “Red Light” carregam uma “tensão” sonora característica (que é parte do que torna ele espetacular), mas há uma leveza tão refrescante em “All Night” que faz dela uma das que mais repito nele sempre que escuto. Que hino [2].

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Embora curtinho, o “A Talk” ainda deve ser o trabalho mais redondo da HyunA até então. E “French Kiss” ainda deve ser a minha album track favorita dela em todos os tempos. E  olha que as faixas utilizadas em minis dela sempre são fortes, acima da média para o padrão coreano. Novamente, um revival dos anos 2000, mas enquanto o Sonamoo soa como Britney & Pharrell, Hyuninha me remete mais à cantora-qualquer & Timbaland. A levada da bateria eletrônica é praticamente a mesma que ele utilizava no auge.

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Eu amo o fato da JYP comumente se dar ao trabalho de criar um contexto conceitual para os trabalhos de seus acts. “Full Moon” poderia ser só ainda outro número sensual com a assinatura do Brave Brothers, mas fizeram questão de enfiar uma historieta de vampiro no meio para que a Sunmi rebolasse a raba com gosto, porém dotando algum “aprofundamento” maior por trás. Pobrezinha da Lena, que deveria ter debutado um tempinho depois com algumas meninas que entraram no Twice, mas acabou saindo da gravadora e sumindo em seguida.

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Fechando a trinca de ex-Wonder Girls nessa primeira parte, o mini de debut da Yenny foi um dos bagulhos mais bacanas que saiu em 2014, surpreendendo por conseguir equilibrar bem as vontades alternativas dela com a visão de mercado do J. Y. Park, entregando um punhado de canções excelentes que funcionam até hoje. “Wherever Together” é a mais otimista e “pra cima” nele, evoluindo de uma balada bonitinha para um pancadão EDM de sair pulando pela casa. É quase impossível escutar uma vez só quando ela surge no shuffle.

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Os momentos mais sexuais do “Red Light” são tão estupidamente legais ao mesmo tempo que engraçados em suas metáforas. “Milk” evidentemente é sobre dar umazinha, mas também pode ser lida por uma interpretação inocente sobre “se refrescar depois de um dia quente tomando um leitinho gelado”, o que eleva tudo prum patamar de apreciação imbatível. Ainda mais com um instrumental sombrio pra caralho rolando enquanto elas cantam fofinhas por cima. Porra, saudades do F(x)! Que hino [3].

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Saudades também do Orange Caramel, que fez basicamente o mesmo, mas usando sorvete como metáfora – e ainda conseguindo um CF de raspadinha nisso. Adoro essa ironia, adoro esse pancadão. “Abing Abing” deveria ser o mínimo atingível por grupos nisso de faixas para comerciais. Se conseguissem a metade, todos já estaríamos no lucro.

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[25-11] [10-01]

E… É isso aí por hoje. Alguma surpresa? Alguém chocado com a ausência de acts masculinos? Será que eles serão lembrados na próxima parte ou ignorados veemente como o 2NE1? Tantas questões.

Deixem seus chutes para a próxima parte e, claro, teorias para o top 10.

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9 comentários em “TOP 40 | As melhores faixas do K-Pop em 2014 (40ª até 26ª)

  1. “Será que eles serão lembrados na próxima parte ou ignorados veemente como o 2NE1?” – KKKKKK Eu particularmente, adoro esse ano no k-pop, mas na época eu escutava praticamente só Girls Generation, 4Minute, Wonder Girls e 2NE1, então muita coisa que gostei descobri depois… Particularmente, Toch My Body e Whacha Doin’ Today são singles tão levinhos que sempre acabo me lembrando e cantando mentalmente os refrões sem querer kkk

    O Aquário Hipster também já começou sua mais nova série de posts!!! Já pensou que a discografia de Christina Aguilera e Utada Hikaru tem tudo a ver com os X-Men?? https://aquariohipster.wordpress.com/2018/06/19/top-5-ultimatum-x-n-1-preparem-se-para-o-comeco-do-pop-anos-2000-ou-blog-fundo-de-quintal-tenta-relacionar-wolverine-com-musica-pop-sera-que-ele-consegue/

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  2. Dessa lista, as únicas que ainda não ouvi foram as da “Heartfelt”, Hyunão, Sonapinheiro, TãoVocê e WA$$UP. De resto, são todas salváveis e amei que só teve mulé! XD

    A única ressalva fica por conta de Hólá, que ainda não me acostumei. E queria muito entender a implicância dxs blogueirxs com Mr.Mr. De vez em quando, escuto a faixa, vejo o MV e até as lives da música até hoje

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