TOP 40 | As melhores faixas do K-Pop em 2014 (10ª até 01ª)

Com trinta músicas já cortadas, é hora de o top 10 com as maiores, melhores, mais lindas, sensuais, grudentas e deliciosas faixas lançadas no K-Pop em 2014 ser revelado – pela segunda vez, visto isso ser um re-post, atualizando para o layout do WordPress. Pouco a pouco, meu TOC vai se acalmando pelos buracos de rankings deixados após a transferência de plataformas.

A seguir, estão as minhas 10 delícias coreanas preferidas de quatro anos atrás. Engraçado que, mesmo com tanto tempo passado, as favoritas se mantiveram favoritas sem tantas alterações. Na real, acho que o top 5 como um todo entraria numa lista com as 10 que mais escuto em todos os tempos.

Quem irá se juntar a “The Boys”, “Sexy Love”, “Wild” e “Eclipse” no meu panteão particular de capopes? Vamos descobrir…

“Something” é um daqueles casos onde um ato consegue executar com perfeição o conceito desejado para tal lançamento. As Girl’s Day se entregaram aqui à sensualidade dramática, representada não só através da música, mas dos figurinos, MV e coreografia. Há uma melancolia lindíssima nessa faixa, cujo instrumental riquíssimo por trás serve de cama para que Minah e suas colegas coloquem vocais delicadamente sacanas e elevem a experiência ao máximo. Pra mim, é a melhor delas nessa fase não açucarada pós-2013. Um número adulto muito bem trabalhado e interessante.

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Legal que eu acabei de elogiar a faixa do Girl’s Day por ser mais adulta, bem construída e, logo em seguida, coloco essa bobagem aqui. Enfim, “Red” é maravilhosa por muitos motivos. Esse foi, até agora, o maior momento de zoeira na carreira da ex-4MINUTE/ex-Wonder Girls/ex-Trouble Maker, com a utilização de uma canção infantil apenas para afirmar o quanto a HyunA é gostosa, pois maçãs são vermelhas e a bunda do macaco também. O MV é sensacional, o instrumental eletrônico exagerado, a entrada de guitarras do nada, o rap dela após o primeiro refrão, o refrão grudento… Foi ápice de sua carreira solo, em minha opinião.

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Eu sei que a grande maioria das pessoas ao pensar em “Stellar” e “2014” tem como associação mais óbvia o MV de “Marionette”. Entretanto, o verdadeiro ponto alto em qualidade dessas quatro no ano foi “Mask”. Aaaaargh, que música deliciosa! Toda a levada funkeada mais orgânica, os versos quase sussurrados, o refrão emotivo, o modo como as vozes delas se complementam de maneira mais forte no refrão final, o MV sensual para um caralho. É uma das minhas músicas favoritas produzidas pelo Sweetune e, sem sombra de dúvidas, a melhor faixa da carreira do grupo.

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Os sintetizadores de arcade jogados na nossa cara logo nos primeiros segundos de “Go Crazy” já deixam clara a despretensão que iremos apreciar na faixa. Tudo isso aumenta com a levada mais funkeada mesclando-se ao Dance que seria reutilizada por quase todos os boygroups existentes na Coreia do Sul no ano seguinte. Além disso, a letra que fala apenas sobre curtir a noite não deixa dúvidas de que a intenção aqui não é reinventar a roda, sim apresentar uma faixa redondinha e divertida, que se torna ainda melhor por conta do MV zoando “Overdose”, do EXO, cheio de humor e dancinhas toscas. Melhor música do 2PM e o melhor treco de um ato masculino em 2014.

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Eu tinha achado que a existência do KARA havia deixado de ser relevante com a saída da JY e da Nicole e que o grupo iria se afundar com a adição de uma menina nova, ainda mais vinda de um reality show tão ridículo quanto aquele parecia ser (nem assisti, huh). Felizmente, eu estava errado e “Mamma Mia” surgiu como um tapa na minha cara sonsa. Que Disco Music fodastica. O tempo lá em cima, com os tecladinhos eletrônicos característicos do grupo em evidência, versos fortíssimos e um dos refrães mais grudentos da história do marca. Sempre que penso em “Mamma Mia”, penso em felicidade, penso em luzes coloridas, glitter, patins, nos meus amigos gays se jogando na noite e na Gu Hara de shortinho preto. Tem coisa melhor?

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Tudo bem que um monte de gente só lembra de “UP&DOWN” por conta da fancam viral da Hani batendo coxinha que colocou o EXID no radar mundial. Só que o que muitos esquecem de mencionar é que essa canção é genuinamente incrível. A construção dela é bacana e permite que cada uma das gatas tenha o seu momento de brilho. O instrumental é não menos que genial, com guitarras, baixo, saxofones e sintetizadores eletrônicos interagindo como se tudo fosse uma trilha de desenho animado. A letra é hedionda de tão bem bolada, não só com um, mas com vários momentos grudentos. E o MV com o Shinsadong Tiger torturando elas, bom, um dos mais chamativos de toda a história da música oriental. Isso aqui só não está mais acima na lista porque eu meio que tenho uma adoração desmedida pelas que virão a seguir. Mas, nhé, considerem que todas entre essa quinta posição e a segunda meio que estão empatadas em minha cabeça.

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Já devo ter repetido umas mil vezes nesse blog, mas eu não tenho ideia de quando deixei de acompanhar o AOA pela piada e sim pela qualidade das músicas. Tenho certeza que “Miniskirt” contribuiu – e muito – para isso, porque venho escutando-a quase que diariamente nos últimos quatro anos. E o pior é que sua fórmula nem é inovadora, já que temos aqui um número midtempo R&B retrô tocado de maneira mais orgânica e cantado de forma sensual, algo ligeiramente comum no K-Pop (ainda mais em 2014). Talvez a culpa seja dos “HEYs” da Jimin? Ou seria o humor involuntário do MV? Quiça a linda voz da ChoA? Aah, foda-se! “Miniskirt” é uma música incrível e ponto.

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O EP solo da Yenny beira a perfeição. E dentre as tantas maravilhas presentes nele, foi justamente o lead single escolhido por ela para sua divulgação que se mostrou a melhor em todas. “Ain’t Nobody” é cantada usando um timbre rouco e melancólico sobre três sonoridades diferentes: instrumental Pop clássico bem contido em seu início, uma explosão eletrônica que faz um contraponto sônico perfeito no refrão e, logo em seguida, uma sequência de vocalizes autotunados numa grade trap lindamente bem colocada. Há toda uma delicadeza de detalhes que faz com que essa canção seja agressivamente memorável. É agoniante, obscura e claustrofóbica, mas ao mesmo tempo angelical. Embora não tenha vendido tanto quanto a fanbase do Wonder Girls esperava, essa foi uma jogada ousada da Yenny e da JYP, tornando-a destacável e atribuindo-lhe uma persona alternativa gutural fantástica. Medalha de bronze – e tenho a impressão de que vocês me xingarão pela de prata…

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“Catallena” foi a melhor música do excelente 2014 do Orange Caramel – e um dos troços mais estranhos já lançados pela Coreia do Sul desde… Sempre? Elas entregaram o amálgama de Trot com Italo-Disco costumeiro da unit, mas com o plus de cada elemento na faixa, indo do instrumental até a métrica da letra, ser estupida e viciantemente empolgante. É tudo weird, bizarro, mas com algo “Pop” que torna o pacote todo palatável. Até hoje, não consigo ouvir “Catallena” apenas uma vez quando ela surge no aleatório do meu player, me obrigando a repeti-la inúmeras vezes até enjoar e pensar: “o que diabos estou fazendo com a minha vida?”. Falei isso tudo e nem citei o MV creepy delas sendo sereias canibais, uma das coisas que mais assisto no YouTube desde o lançamento. Em questão de videoclipe no K-Pop, pra mim, não há melhor. Já sobre música…

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E aqui, meus caros, está o que eu considero como a maior música no K-Pop em todos os tempos. “Red Light” reúne tudo o de melhor que há em faixas obscuras de Eletronic Dance Music, Eletronic Body Music, Noise e Industrial, mas ainda assim consegue soar Pop ao final. A forma como sua elaboração faz com que os versos nos carreguem para uma direção, apenas para que isso mude completamente com a chegada do refrão é de aplaudir de pé. O melhor de tudo é que, pra ser MUITO sincero, quase ninguém no K-Pop, em 2014 ou hoje, conseguiria lançar algo assim senão o F(x), não de maneira genuína. No MV, há um tom de filme apocalíptico sensacional, com uma também sensacional coreografia e vários outros atributos capazes de invejar qualquer time de meninas que querem se tornar estrelas. A bridge disso deve ser o trecho musical mais emocionante que escutei em minha vida. Fui pesquisar o post original do top que fiz em 2014 para um outro site que eu escrevia e vi que terminava o parágrafo falando sobre o quanto eu tinha vontade de enviar esse vídeo para a Lady Gaga, pro 2NE1 e para todas as menininhas que, ainda agora, tentam passar uma mensagem agressiva em suas faixas e videoclipes se inspirarem. Bom, a maturidade hoje já me fez evoluir desse tipo de coisa, mas que “Red Light” ainda é um single verdadeiramente rebelde e deveria servir de espelho para produções futuras, disso tenho certeza. Que hino [7]!

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[40-26] [25-11]

E, Brasil… Foi isso aí que rolou de melhor em termos capopeiros no ano de 2014. Concordam? Discordam? Digam nos comentários. Compartilhem também as suas favoritas de tal ano e, claro, chutes para o ranking de 2015, que irá ao ar… Um dia.

E caso vocês tenham chegado aqui por meio de algum link divulgado em grupos de Facebook ou Twitter e gostem de descobrir sobre canções mais antigas dentro desse nicho, saibam que vários outros posts especiais relembrando lançamentos de outros anos já rolaram nesse blog. Vocês podem conferir eles em formato de tops para 2011, 2012, 2013, 2015 (só J-Pop, o de K-Pop se perdeu) e 2017, ou em formato de playlist para 2000, 2001, 2002, 2003, 2004 e 2005.

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8 comentários em “TOP 40 | As melhores faixas do K-Pop em 2014 (10ª até 01ª)

  1. Gostei das escolhas!

    Um ponto interessante em Up & Down, e que talvez valha só pra mim, é que eu acho o MV sensacional! A edição é muito boa, as repetições de cenas são usadas de uma forma criativa… sei lá, lembro que foi um dos primeiros MVs de k-pop que eu vi e ele me chamou mais atenção que a própria música (ou as gostosas dublando a música).

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  2. Olha só esse top deez xD Something, Red, Miniskirt, Cantallena, Red Light e Up&Down realmente são atos inesquecíveis q levantaram carreiras (parando agora pra pensar, tivemos dois grandes desflops em 2014, né??). Eu até lembro que fiquei zoando horrores do clipe do EXID apenas para ficar viciado na música logo no mês seguinte 😂😂

    O Aquário Hipster está full 2018 (por enquanto, pelo menos kkk) e já temos um review de Cookie Jar, do Red Velvet, com direito a fanfic!!! Será que colocar a mão no pote de biscoitos foi uma benção ou uma maldição para as meninas?? https://aquariohipster.wordpress.com/2018/06/22/review-fanfic-red-velvet-cookie-jar-ou/

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  3. Minhas favoritas do ano não foram tão diferentes.
    A maior diferença mesmo foi ver Burn cair fora e Go Crazy entrar no lugar…
    MAS, eu estou calmo e não irei discutir sobre o seu uso de alucinógenos, a vida é sua e tauz
    Bom top
    Ansioso para o de 2015, teremos 4 walls na lista? Obvio que sim ahsahshah

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