TOP 50 | As melhores faixas do K-Pop em 2015 (50ª até 38ª)

E lá vamos nós com mais uma daquelas séries de posts relembrando, num ranking, o que de melhor rolou na cena Pop coreana em algum ano que já habita um passado distante o bastante para que novos fãs mal tenham ideia da existência de tais músicas. No caso, 2015. Pois é, o público capopeiro se renova assim.

Enfim, aquelas coisas batidas de introduções: Isso aqui, na real, é um repost, comigo recuperando a lista do limbo e corrigindo uma série de problemas que rolaram nela após transferir o conteúdo do Esquadrão Lunático lá do Blogger aqui pro WordPress. Óbvio que, aproveitando a situação, dei uma atualizada nas opiniões, riscando umas aparições que mal escuto mais e acrescentando outras que, com o tempo, acabaram se tornando mais importantes em minhas playlists.

São cinquenta músicas em ordem de preferência, lançadas em 2015 e… Só. Não usei coisas como vendas, repercussão cultural ou trecos do tipo na hora de compilar. Só o meu gosto pessoal. Até porque, é pra isso que vocês frequentam esse blog, né? :v

Primeira parte hoje, as outras três até domingo. Façam suas apostas e não me xinguem por a única canção o Girls’ Generation a marcar presença ser “Catch Me If You Can”:

MENÇÃO HONROSA: GIRLS’ GENERATION – CATCH ME IF YOU CAN

Como vocês sabem, sempre gosto de começar essas listas com alguma música que foi bem representativa do ano como um todo, mas que, por diferentes motivos, não entrariam no corte final, já que várias outras melhores merecem mais esse lugar e tals. E, de 2015, a melhor nessas definições, sem dúvida, é “Catch Me If You Can”, do Girls’ Generation. Eu até hoje não entendi direito todos os pormenores contidos aqui. Sabe-se que o vídeo e o single em japonês foi gravado antes da expulsão da Jessica, o que nos proporcionou um dos momentos mais hilários de tal ano, mas por que exatamente elas regravaram tudo em duas versões se não as trabalhariam corretamente em ambas as cenas? Não entrou no (legalzinho) LP que elas soltaram na Coreia, não serviu de início para uma nova era na terra do Goku… Vai entender.

Mas enfim, agora que o tempo passou, preciso dizer que eu genuinamente gosto de “Catch Me If You Can”. Os versos são bem fortes, o refrão sendo, basicamente, elas sussurrando o título enquanto rola um break de bater cabelo é ótimo, a coreografia é deliciosa de assistir em clipe e ao vivo (gosto muito dessa performance na KCON NY e dessa com a Hyoyeon gostosíssima de cabelo curto no Music Core). Só não entrou mesmo no ranking porque, huh, todas as outras que virão a seguir me agradam ainda mais. Vida que segue. Vamos ao top…

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Nem tem nada de inovador na fórmula sonora por trás de “Joker”. É uma canção midtempo gostosinha, com um instrumental orgânico sensual que passeia entre o Jazz e o R&B de uma maneira bastante Pop, muito parecido com o que o AOA fazia em 2014. Só que a grande mágica que a permeia é o jogo de palavras nela que a fez ser banida de algumas emissora coreanas. Dando uma resumida, “Joker” em coreano se pronuncia da mesma maneira que “pênis gigante”. Então, só pela sacanagem delas cantarem sobre uma pica que tira o ar delas a noite inteira, mas disfarçando como se estivessem se referindo ao Coringa, do Batman, essa faixa já entrou no meu coração à época e mora lá desde então. Btw, o post que fiz explicando isso num site famosinho em 2015 é até hoje um dos meus maiores sucessos em visualizações em todos os tempos.

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“Just Right” é um daqueles exemplos perfeitos de como construir uma atmosfera agradável e divertida dentro de uma música, mas não se permitindo exagerar demais no açúcar em seus elementos. Assistindo o MV, é como um dos trecos desovados pelo Astro-cujas-fãs-sumiram, já que eles agem como pivetes de 8 anos, com cores demais, inocência forçada etc. No entanto, aos ouvidos, temos um conjunto Pop extremamente redondo, bem executado, com peso certo no instrumental e uma porção de momentos de puro grude radiofônico. Uma das mais legais do GOT7.

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Isso aqui é uma bobagem ridícula e funciona exatamente por isso. Temos HyunA fazendo CL de pano de chão e entregando o que a vesga tentou em seu primeiro não-debut americano, naquela fórmula padrão de rapper pagando de fodona, dizendo que é a mais gostosa, sexy e icônica do pedaço, mas com um trabalho que possibilita melodias mais grudentas e um pacote completo bem mais divertido que Hello Bitches (que eu até gosto) se mostrou ser a longo prazo.

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Não sei vocês, mas fiquei bem mais chateado com o disband do Fiestar que achei que ficaria. E nem por eu gostar muito do grupo ou qualquer coisa do tipo. Na verdade, é quase pelo contrário. Tenho a impressão de que nunca curti ele de verdade, como merecia ser apreciado, pelo simples fato de boa parte dos números lançados pelo quinteto me lembrarem coisas já feitas por outros acts. Uma bobagem. “You’re Pitiful”, em especial, é lindíssima naquele template de midtempos sombrias e sensuais que eu adorava antigamente. A bridge, em especial, com os “I don’t want you yeah, I don’t want you no more… No more… No more…” é excelente. Fica aí a diga do tio Lunei: aproveitem as coisas enquanto elas existem. Uma hora elas desaparecem e fica aquele vazio do arrependimento.

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Nossa, essa aqui é tão estranha, mas ainda assim tão boa. A Lim Kim conseguiu em “A-woo” (e numa outra beeeem mais lá pra cima) utilizar de elementos sônicos ligeiramente dissonantes num primeiro momento para construir rotinas melódicas super grudentas, interessantes, envolventes e que servem para diferentes ocasiões. Consigo imaginar isso tocando numa balada com todos dançando ou num fone de ouvido curtindo a vida depois de um sanduíche. O videoclipe do DigiPedi é tão fumado em tela quanto o que chega aos ouvidos.

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Eu tenho plena consciência de que todos vocês estão revirando os olhos e me julgando por incluir “Wiggle Wiggle” nessa lista, mas eu não posso fazer nada se essa porcaria deliciosa é constrangedoramente viciante, entregando um número Urban-para-cachorras maravilhoso. Poderia ter sido assinado pelo Pharrell Williams para alguma americana gostosa no início dos anos 2000 sem tirar nem por. Não sei o que gosto mais aqui, se é o refrão suspirado, a parte de rap, os “I laique laique” no final ou os figurinos tenebrosos. Saudades Hello Venus.

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Huh, sei que uma galera não gosta muito de “Ooh-Ahh”, mas, para mim, é fácil um dos melhores singles do Twice. Ainda mais por ter sido usado como debut, meio que ENGANANDO todos nós sobre o que seria o grupo. O limiar entre girl crush aegyo é excelente e matador, uma pena terem pendido mais para o segundo lado nos lançamentos seguintes. O instrumental é exagerado, com variações demais, mas funciona assim mesmo. Pontos extras para aquela cena da Momo na máquina de refrigerantes, um dos ápices visuais dessa década. Aliais, o videoclipe é todo muito bom. Fácil a melhor estreia de um ato da JYP.

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O “The Red” é um dos álbuns de girlgroup mais completos, divertidos e grudentos dos últimos anos. Até hoje o escuto inteirinho, esperando pelos vários momentos de glória bubblegum presentes nele. Um dos maiores, sem dúvida, é “Time Slip”, com a SM e a Charli Taft (sim, a produtora do Loona) seguindo primorosamente a onda de rap sungs com afinações mais baixas, graves, e versos/refrães estupidamente pops e marcantes por cima. Iggy Azalea fez isso várias vezes, Charli XCX tambémTinashe e por aí vai. A do Red Velvet é só… Melhor.

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SÓ-SÓ-SÓVIS! As meninas do Vividiva apareceram e sumiram de maneira tão aleatória que até hoje não sei se isso era um girlgroup sério ou uma zoeira creepy com os exageros do aegyo. Disso aí, tivemos “Service”, um synthpop com provável ~inspiração~ na era “Gee”, do SNSD (a introdução é IGUAL hahaha), cujos sintetizadores parecem ter sido tirados de um jogo do Atari enquanto as gatas repetem vários versos grudentos por cima. O videoclipe é ainda mais enlouquecido, trazendo cada menina da banda ou atacando de youtuber ou dançando de coelhinha maid. Que icônicas…

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O mini-álbum da IU foi uma das melhores coisas que lançaram na cena musical DO MUNDO em 2015. Eu poderia tranquilamente colocar todas as faixas dele aqui, mas enfim, das que selecionei, “Zeze” é a que começa essa invasão. A soma de Folk no Pop instrumentalmente mais pesado dela funcionou como poucas conseguem no K-Pop. Cada elemento tem o seu lugar de brilho e realmente faz a diferença no resultado final. Há pulso, há replay factor, há tudo de necessário para que esse seja um release agradável e marcante. Que bom que as tosquíssimas acusações de que a IU seria uma pedófila safada, por conta da letra inspirada no livro brasileiro “Meu Pé de Laranja Lima”, não deram em nada. Rainha.

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Crayon Pop ❤ “FM” é boa em tantos aspectos que eu mal posso listá-los em um só parágrafo. Do amálgama de EDM com Metal que lhe dá uma cara de abertura de anime ao MV trash zoando todos os clichês possíveis de séries tokusatsus, tudo me conquista. É aquilo do Crayon Pop ter sido um ato coreano que se aproximava bastante do no sense de artistas nipônicos usado de maneira correta e elevado ao máximo.

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Eu sei que o queixo de vocês deve ter ido ao chão nesse momento, mas, sim, o iKON tem uma música ÓTIMA que se salva em meio ao seu catálogo quase inaudível. “What’s Wrong?” em vez de pegar os lados farofeiros barulhentos EDM do BIGBANG, ou os de rap patéticos, ou reciclar deles as baladinhas R&B mela cueca, escolhe aquilo de mesclar Pop/Rock com eletrônico da YG que, quando bem executado, realmente fica memorável. Toda a faixa é maravilhosa, mas a estrofe final com eles gritando “if you ever love somebody say yes!” é a minha favorita. Uma pena não ter sido selecionada para o finado 2NE1 ou para o debut do BLACKPINK.

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Aaaaaaaargh, caralho, como eu amo essa música! Os sintetizadores do “futuro-do-passado”, toda a referência à onda new romantics, a melancolia dançante, as timbragens do instrumentos, Deus do céu! E o melhor é que isso tudo cresce exponencialmente quando escutado com o acompanhamento visual do videoclipe, que pega sei lá quantos ícones estéticos da época e reproduz com fidelidade. Basicamente, “I Feel You” não soa como uma música emulando os anos 80, sim como uma música dos anos 80 de fato. Sei que muitos olharão torto com ela morrendo assim logo na primeira parte, mas outras faixas no “Reboot” conseguiram ser ainda melhores e, consequentemente, ficaram mais acima no ranking. De qualquer forma, 2015 foi um ano acima do normal em qualidade, então estar em 38º no top dele é o equivalente a estar em, vá lá, 19º de uma lista de outro ano.

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[37-26] [25-11] [10-01]

E da primeira parte foi isso aí. Alguma grande surpresa? Pra próxima, serão 2 faixas de solistas, 3 de boygroups e 7 de girlgroups. Até lá. \o

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16 comentários em “TOP 50 | As melhores faixas do K-Pop em 2015 (50ª até 38ª)

  1. Eu tenho plena consciência de que todos vocês estão revirando os olhos e me julgando por incluir “Wiggle Wiggle” nessa lista,

    OQ???? NUNCA
    Essa música é um ralacu delicioso, quem é o herege que vai reclamar desse hino? se for pra reclamar, que seja por ela não estar algumas posições acima…
    Sobre esse top, a maioria ai é deliciosa, CrushLunei lindíssimo, falou tudo!

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  2. Imagino qual faixa do REBOOT ainda vai figurar no top… E o primeiro EP do Twice é sem dúvidas o melhor delas (Like a Fool é a baladinha de gaita que você respeita!!!)

    No Aquário Hipster, tivemos um Duelo Musical com os mais recentes comebacks puros (GFriend) e impuros (Triple H) do verão coreano, quem foi melhor?? https://aquariohipster.wordpress.com/2018/07/19/duelo-musical-15-o-puro-vs-o-impuro-ou-nos-ultimos-lancamentos-de-verao-quem-foi-melhor-o-aegyo-energetico-de-gfriend-ou-sexy-trash-de-triple-h/

    Curtido por 1 pessoa

  3. Realmente , bate uma tristeza só de lembrar que o Fiestar deu disband , um grupo com tanto potencial jogado fora assim :/. E pensar que antes de anunciarem o disband eu ainda tava na esperança de anunciarem um comeback , mas enfim é a vida né. Pelo menos ainda podemos ouvir os hinos maravilhosos que elas soltaram entre 2014 e 2016.
    PS1: Como você disse que não vai ter mais SNSD nesse top além de CMIYC eu fiquei curioso tu curtiu alguma track do Lion Heart ? =-=
    PS2: Se Black Swan não for o #1 então eu não sei o que vai ser.

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  4. Primeiro de tudo : COMO ASSIM MENÇÃO HONROSA PRA ESSA BOMBA CHAMADA CATCH ME IF YOU CAN??? Sobre Wiggle Wiggle, eu acho a melhor parte a do rap, onde a rainha Lime sabe que você está olhando (e babando) pelo quadril de maçã dela. A Lim Kim tá sumida né?

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    1. Lime é muito rainha, mesmo. Queria saber por que a Fantagio não inscreveu ela na terceira temporadas do Rapstar Mocréia, ela merecia muito ter participado lá (se bem que a terceira temporada foi uma porcaria, então talvez tenha sido melhor não participar).

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  5. Surpreso por I Feel You estar tão baixo… mas é bom saber que haverá outras faixas do REBOOT nessa lista.

    No mais, feliz pelas presenças de Roll Deep (música maravilhosa apesar do feat desnecessário, e MV com Hyunão virando um híbrido de Miley Cyrus com Nicki Minaj COM DIREITO A TWERK) e de Wiggle Wiggle (música viciante com um MV de orçamento tão baixo que vale pelo deboche em relação à tosquice e vergonha alheia pelas gatas).

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