TOP 50 | As melhores faixas do K-Pop em 2015 (37ª até 26ª)

E aqui vamos nós com a segunda parte do ranking de faixas do K-Pop em 2015. Anteriormente nessa delícia, vimos iKON conseguindo uma posição oficial na lista enquanto Girls’ Generation teve sua aparição limitada à uma menção honrosa, Hello Venus quebrando até o chão de color coded e um dos singles mais aclamados do Wonder Girls morrendo logo no início.

E agora, quais paradigmas a respeito do meu excelente e intocável gosto musical (huahuahua) serão quebrados abaixo quando eu chutar mais hinos em posições baixas nessa lista? Confiram…

Abrindo essa segunda parte da lista está o Sonamoo, que teve em 2015 sua melhor música pré-TS estragando tudo. É bizarro constatar o quanto essas meninas eram legais com essa proposta mais voltada ao girlcrush, não só divertida visualmente, mas também sonoramente. Digo que é bizarro pois, no ano seguinte, o desespero da TS as fez adotar o tosquíssimo white aegyo infantilóide fitando conseguir um tiquinho mais de sucesso… Sendo igual a todos os outros grupos. Tudo em “Cushion” funciona deliciosamente, das variações de elementos sônicos (guitarras, baixo, sintetizadores retrôs, batidas trap) até a métrica da letra e a mensagem romântica mais zoada sobre o cara ser que nem uma almofada. O break de rap também é legal, o MV coloridaço é excelente de assistir. Maldita onda aegyo que surgiu para estragar com o potencial de grupos tão bons.

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Olha, eu tinha achado essa emulação da sonoridade Pop/Rock a la Jonas Brothers, McFly e demais atos teen genéricos armada pela JYP bem fraquinha quando escutei pela primeira vez, mas “Congratulations” totalmente me conquistou nessa nova fase “não pedante” (adulta?) que estou vivendo, onde consigo aceitar diferentes propostas musicais e colocar cada uma em sua devida prateleira. Para o que o DAY6 se propôs aqui, eles mandaram muito bem, com uma power ballad contagiante e um MV otimamente trabalhado. Uma das melhores do repertório deles.

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E aqui está o grande motivo de orgulho das army, aquilo que, inicialmente, lhes deu gás para ficar horas e horas discutindo nas internetes o quanto os bias delas são superiores, inovadores, vanguardistas etc. quando comparados a outros grupos contemporâneos. “I Need U” é sempre colocada pelas fãs do BTS como uma faixa acima da média e como um dos maiores destaques não só de acts masculinos, mas como de todo o capope em 2015. E lhes digo uma coisa: Elas estão certas!!!!! De fato, “Eu Preciso de Você” é tudo isso. Essa mistura de R&B com eletrônico totalmente funcionou, deixando todo o resultado final naquela linha emotiva-mas-com-vontade-de-dançar que quase ninguém na Coreia do Sul consegue fazer direito. O MV todo melancólico também rola legal. Enfim, é o pacote completo feito com primazia. Só não está mais acima por o nível em 2015 ter sido MUITO alto – e ter uma outra deles que é ainda melhor

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Nossa, essa aqui ainda é tão legal. Sei que vários e vários acts soltaram trecos parecidos, somando House com R&B eletrônico, nos últimos anos. Mas lá em 2015, com a Hyolyn, isso ainda era novidade, ainda era fora da casinha. Os versos bêbados do Paloalto, os mais agressivos do Zico, o vocal miado dela e o instrumental viajado formam um pacote efetivo, que dá vontade de ouvir do início ao fim e repetir depois. Que carreira solo ótima a da Hyolyn.

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“Glasses” deve ser a música mais estranha do “Chat-Shire”. E digo estranha no bom sentido mesmo. O arranjo instrumental Folk mais suingado é montado de maneira a fazer com que imaginemos que a faixa vá seguir por um estilo, até que, ao chegar no refrão, toda ela muda bruscamente para algo mais gutural, visceral. O que poderia soar alternativo demais para algo da cena Pop coreana, na verdade, se revela inventivo e demonstra um replay factor bem alto.

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Mergulhando ainda no submundo nugu, as flopadas do 4TEN (que eram cinco nessa época e, provando que são nugus de raiz, adotaram o nome “POTEN”, já mudando novamente em 2016 quando voltaram a ser quatro), soltaram um dos números Disco mais legais da história recente do K-Pop. “Go Easy” começa com uma intro bem dramática, mas já estoura num instrumental absurdamente orgânico e funkeado, com um balanço delicioso que dá vontade de sair rebolando a raba por aí no meio da rua. Como se não bastasse o apelo sonoro setentista magnífico, o videoclipe com elas adotando o “maloqueira concept” pra cima do Wesley Safadão em início de carreira é um plus visual extremamente bem executado.

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Mais um para a lista de melhores trabalhos de 2015, o álbum “4 Walls” colocou o F(x) num patamar adulto pouco atingível para um grupo idol coreano. Toda sua sonoridade mais calcada no House nos rendeu verdadeiros hinos e um dos mais fortes foi “Rude Love”, cujo maior brilho está e ser cantada de maneira mais melódica, quase como em uma balada, sobre um arranjo upbeat clubber razoavelmente alto. E é óbvio que o refrão chiclete é eficiente em fazer com que eu a escute repetidas vezes até enjoar – coisa que, com anos de lançamento, ainda não aconteceu.

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Eu estou cagando bonito para a bosta horrível que foi “Happiness”, pois o verdadeiro debut do “lado red” do Red Velvet foi em “Ice Cream Cake”. E eu fico bem chocado com o quanto de elementos sonoros perigosos elas brincam aqui sem fazer com que isso soe trash ou genuinamente ruim. Na verdade, toda a loucura de mesclar vocais rápidos meio infantis (e endemoniados) com a sirene de um caminhão de sorvetes, dubstep, trap e Dance funcionou maravilhosamente. Pra mim, é uma das melhores faixas da carreira delas. A propósito, só eu fiquei com vontade de vestir um casacão de urso polar com LEDs e correr num carrinho de super mercado no meio do deserto depois de assistir esse MV? Espero que não.

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Ai ai, como eu amo o 2015 do EXID. Elas conseguiram seguir tão bem depois do viral de “UP&DOWN”, meio que traçando toda a linha de competência que elas estabeleceriam para sua carreira a partir dali com lançamentos bem fortes – sempre variando dentro daquela fórmula de divisão vocal que um monte de gente reclama, mas eu adoro. “Hot Pink” um troço maravilhoso e estranho pra cacete. Noventista, com uma série de ganchos inusitados e variações malucas que grudam de maneira inteligente na cabeça. O break com a Junghwa transformando tudo numa baladinha após o refrão é quase de tirar o fôlego. MV ótimo, LE bem gostosa e Hani destruindo minha alma com aquele cabelo verde. ❤

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Mais uma da bíblia oitentista do Wonder Girls, “Candle” é um dos momentos mais sexuais do álbum, com as gostosas mandando o cara acender o clitóris a vela delas, pois já estão loucas com ele naquela noite e não aguentam mais esperar. Isso, é claro, num instrumental totalmente baseado no New Age/Synthrock feito por grupos como Depeche Mode, o Duran Duran, o New Order, Pet Shop Boys, dentre outros. O refrão é matador, Yubin, Lim Feia e Paloalto destroem em seus versos de rap. Uma das que mais escuto do grupo.

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Já em seu seu primeiro ano de atividade, o Oh My Girl mostrou que não estava para brincadeira e que, certamente, faria algo de especial dentro das limitações de seu nicho aegyo fofinho. “Closer” consegue pegar os estereótipos sonoros e estéticos referentes à tal fatia e elevar ao máximo em qualidade. O instrumental dessa porra é ridículo de tão intenso, dramático, chega na bridge e é como se eu estivesse presenciando um canto de culto élfico pela salvação da natureza ou qualquer maluquice do tipo. Até o rap obrigatório conseguiu soar orgânico em meio ao pacote todo. Bizarro e lindo.

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O mais engraçado sobre o EXO é que, mesmo com fãs que beiram ao insuportável tamanha a devoção desenfreada e a maneira como tratam aqueles que não os idolatram, os caras realmente conseguem lançar um punhado de faixas que justificam esse hype todo em cima. 2015 foi o melhor ano do grupo até agora, não pelo troço horrível que é “Lightsaber”, mas por coisas boas como “Love Me Right”. Esse é um daqueles números que mesclam o eletrônico com o Funk de maneira competente, com elementos sônicos bastante marcantes, um peso legal e, é claro, um refrão matador. Eu sei que um monte de gente vai falar que é só a SM reciclando SuJu/SHINee/TVXQ!, mas se é para reciclar, que bom o fazem tão bem assim.

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[50-38]

[25-11] [10-01]

Ahein. Dessa segunda parte, foi isso aí. Para a próxima, aqueles cristais iluminados, todos acima do normal, mas que, por pura subjetividade desse blogueiro bobão, acabaram ficando fora do top 10.

Spoilers: 2 faixas de solistas, 4 de boygroups e 9 de girlgroups.

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11 comentários em “TOP 50 | As melhores faixas do K-Pop em 2015 (37ª até 26ª)

  1. Com esse trigger, será que isso significa que Dope do BTS e seu ótimo saxofone piranhesco vai aparecer nesse top? Dark Panda me dá eargasm já na intro, Rude Love hino das guei, Ice Cream Cake gostosinha, Hot Pink maravilhosa, Candle divônica, espero que Cupid do Oh My Girl apareça e foi uma surpresa EXO aparecer por aqui. Quanto às outras, depois vou tirar um tempo pra ouvir

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  2. A melhor coisa de Hot Pink (melhor ainda que a música, que é um verdadeiro hino de 2015) é a série de teorias sobre o enredo do MV. Há quem diga que elas usam a sedução pros caras deixarem elas abastecerem os carros com sabão líquido vagabundo; que o posto na verdade é um prostíbulo (e todas as cenas com carros seriam metáforas); que o líquido rosa é o CORRIMENTO da Junghwa; e até que esse óleo seria feito com os restos mortais das pessoas que elas matam (caso do dono do posto no começo do MV e dos policiais no fim).

    Pra ver que não é só o LOONA que faz MVs com múltiplas interpretações possíveis…

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