TOP 50 | As melhores faixas do K-Pop em 2015 (25ª até 11ª)

E cá estamos com a penúltima parte do top com as melhores faixas do K-Pop em 2015 – versão atualizada para a diagramação do WordPress + adaptações para o meu apuradíssimo gosto musical em 2018 (hahaha).

Para agora, aquele clichê de rankings na blogosfera fundo de quintal: todas canções incríveis, maravilhosas, mudadoras de vida, verdadeiras pérolas, mas que por pura subjetividade desse que vos escreve, acabaram não figurando entre as 10 mais.

Sem enrolações, vamos descobrir quem morreu na praia…

O “Colors”, mini do miss A de 2015, é o melhor trabalho fechado do finado grupo, tendo em “Only You” um tiro certeiro como lead single e nas demais faixas presentes um pacote completo de canções tão memoráveis e criativas quanto, ou até mais que a canção escolhida para trabalhar – e esse foi o caso de “Love Song”. A introdução só ao piano e nos pratos da bateria é um troço lindo pra caralho, que se torna ainda maior com as camadas que ela vai recebendo conforme passam os segundos, até que tudo exploda num break de violino que dá vontade de fazer a Samira e sair gritando “ixalá!” por aí. A mistura de elementos pode parecer esquizofrênica no papel, mas totalmente funciona na prática.

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Ainda na seara de album tracks matadoras vindas de girlgroups da JYP, “Do It Again” foi o melhor troço do Twice por muito tempo. Como eu disse na primeira parte do top, adoro “Ooh-Ahh”, acho a faixa um ótimo debut, mas isso aqui teria sido ainda melhor. Ela pega esse conceito festivo de líderes de torcida infernais e joga com tudo para cima. Todos os versos, do início ao fim, são empolgação pura, como se injetassem adrenalina no sangue ao mesmo tempo que açúcar é enfiado goela dentro. Merecia um MV. Com o acompanhamento visual correto, estariam bem mais pro na lista.

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Tudo sobre “Dumb Dumb” é tão espetacular. O instrumental mistura a levada e alguns ícones sonoros do Funk dos anos 70, ao mesmo tempo que rolam vários sintetizadores eletrônicos de arcades remetentes aos anos 80 e as gatinhas creepy colocam seus vocais como se interpretassem um rap nos anos 90. O break com versos referenciando faixas do Michael Jackson é puro no-sense. O vídeo autodepreciativo, tirando sarro da linha de montagem que é o K-Pop em si, é um dos melhores em todos os tempos. “Dumb Dumb” é fácil a canção assinatura do Red Velvet. No entanto, ainda dentro do “The Red”, uma outra consegue ser superior. Aguardem que já já chego nela.

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Eu costumava rir bastante da galera que reclama da maneira que a YG Entertainment costuma gerir seus artistas, que nada mais é que aquela tática de spamar os lançamentos dos atos durante um pouco mais de um ano e descansar a imagem deles durante um período parecido, ou seja, nada diferente do resto do mundo musical, mas desconexo com o K-Pop como um cenário. Entretanto, até eu preciso admitir que deixar os caras do JinuSean sem lançar nadinha por NOVE FUCKING ANOS foi uma bela de uma burrice comercial. Deixando isso de lado, “Tell Me One More Time” foi outro dos grandes destaques de 2015, mesclando Disco eletrônico com Hip Hop de maneira bem competente. Pra melhorar, temos ainda a participação da Hanna Jang, uma das trainees chutadas que não debutou no BLACKPINK e uma porção de lives com outras famosas, tipo a Dara, a Ailee, a Hani e por aí vai.

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A internet parece ter entrado em consenso de que “Shattered” foi a melhor música lançada pela BoA em tal comeback, e eu até entendo isso, já que ela é realmente incrível. Porém, pra ser honesto, vejo “Kiss My Lips” como o verdadeiro destaque do retorno dela. Céus, que canção charmosa. A soma dos teclados mais reverberados com os acordes de guitarra é lindíssima e os versos quase que sussurrados dela vão totalmente contra a gritaria habitual da música Pop usada por fãs para “provar” que os idols deles tem uma extensão vocal, como se isso fosse realmente importante. O melhor de tudo é saber que isso aqui (e o resto do álbum) foi composto e produzido por ela. Melhor solista dessa porra toda mesmo, viu.

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Originalmente, “Devil” ocupava a terceira posição do top que eu fiz em 2015 (duvido que vocês achem o post). Entretanto, por sabe-se lá qual motivo, o impacto dessa música foi diminuindo com o tempo, o que fez com que ela caísse algumas casas nessa releitura. O que, na real, não interfere em nada em sua qualidade, que é um Pop/Funk deliciosamente bem executado, com versos mais que excelentes e um refrão que é grude puro. Uma pena que o MV é uma bosta completa. Felizmente, para remediar, a SM soltou uma performance version muito mais legal de assistir.

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“If You Do” representou uma mudança na sonoridade muito bacana para o GOT7, que sempre vinha com releases mais teen voltados ao Hip Hop dos anos 90, também legais, mas meio incapazes de elevar eles de patamar dentro do jogo. Já esse Dance todo melancólico é bem mais marcante, subindo o nível de credibilidade dos caras lá no cenário coreano. Os sintetizadores são bem colocados, a maneira como a bateria é destacada casa bem com a melodia. Para mim, é a melhor do repertório deles.

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O BESTie ainda existe? Coitadas, foram sair do EXID, aí a LE e as outras hitaram e elas permaneceram sempre nesse limbo do flop nugu. Uma pena que nem boas produções como essa aqui feita pelo Double Sidekick conseguiram trazer um pouco de luz à carreira delas. “Excuse Me” é um dos números de K-Pop usando saxofone mais divertidos e grudentos de que tenho memória, apostando num refrão duplo e numa melodia que vai acelerando freneticamente. E é óbvio que o videoclipe sensacional com a traminha do “óculos da verdade” fez com que a apreciação do pacote final ficasse ainda mais gostosa.

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“Run” é magnífica. Linda, emocionante, ataca como um soco no estômago, arrepia todos os cabelinhos do corpo. E eu DU-VI-DO que o BTS sequer chegue perto disso aqui outra vez. Não por incompetência, sim por ser o auge de uma fórmula sonora, iniciada lá em “I Need U” e requentada com menor qualidade varias vezes, inclusive meses atrás, em “Fake Love”. Eu sinto algo quando escuto “Run”. Toda ela é montada de modo a despertar emoções que variam de acordo com o estado de espírito. É feliz e melancólica ao mesmo tempo, desesperadora até. Pra mim, o ponto alto da carreira do grupo.

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Sabem o porquê de eu implicar tanto com grupos que fazem aegyo? Porque é muito difícil que esse acts consigam fazer MÚSICAS REALMENTE BOAS enquanto usam esse conceito mais infantilóide nos videoclipes. Geralmente, é só aquela bobagenzinha de Pop/Rock muito aguado, sem qualquer peso e pulso, nada marcante. Então, que bom que existem girl bands como o Oh My Girl que debutam já de cara colocando percussões extremamente fortes numa melodia doentiamente chiclete como elas fizeram. Não sei se “Cupid” é o meu single favorito delas (já que as próprias se superaram depois com “Windy Day”), mas, com certeza, é o melhor de 2015. Porra, dá até pra sair sambando, bicho…

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Uma das coisas mais divertidas a respeito do Lovelyz é o fato de o aegyo infantilóide delas ser tão absurdo, mas tão absurdo, que a impressão final é de que toda essa interpretação, na verdade, é propositalmente tosca, fazendo com que tudo soe como uma paródia de outros grupos desse estilo. Eu quase consigo imaginar os DigiPedi mandando as gatas exagerarem nas expressões abobalhadas no MV abaixo apenas pela sacanagem. E o melhor de tudo é que isso funciona maravilhosamente, ainda mais com canções espetaculares como “Ah-Choo”, cuja base eletrônica synthpop parece mais ter sido tirada de algum fliperama antigo. A propósito, aconselho vocês a acompanharem o clipe com as legendas, pois a tradução é um dos trecos mais ridículos da história da música Pop recente.

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“Dumb Dumb” é super divertida, “Ice Cream Cake” é tragicamente grudenta, mas a melhor faixa do tal “lado Red” do Red Velvet é, sem sombra alguma de dúvidas, “Red Dress”. O instrumental também soma o Funk dos anos 70 com o Hip Hop dos anos 90, rolando ainda espaço para entrar um trap bem louco no refrão. Isso tudo, é claro, com o estilo vocal FRENÉTICO que se tornou a marca delas. É a “fórmula red” levada até as últimas consequências. Uma pena não ter rolado videoclipe, nem live nos programas de TV. Eu lembro que fiquei tão viciado nisso aqui que, em dezembro de 2015 e de 2016, o Spotify a incluiu naquelas retrospectivas individuais que eles fazem todo ano com as mais tocadas nos perfis. Pra mim, é a segunda melhor faixa delas em todos os tempos.

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Jamais entenderei o razão da Hyolyn ter tantos haters. A criatura canta muito, tem um dos timbres vocais mais facilmente reconhecíveis do K-Pop, sempre se junta com artistas e produtores com um ótimo gosto na hora de escolher referências para suas músicas e frequentemente entrega bons releases, que acabam sendo injustamente ignorados pelo público médio. O melhor faixa da carreira dela (inclusive contando com o Sistar) é “Love Line”, com o Bumkey e o JooYoung, emulando o tipo de som que os artistas da gravadora Motown faziam décadas atrás de maneira bastante eficaz. Apenas cliquem no vídeo a seguir e se deliciem com o que deveria ter sido um dos troços mais vendidos do ano…

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SEGURA ESSA FAROFAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAA! Mesmo com o 9MUSES mortinho da silva atualmente, em 2015 a Star ainda dava uma foda para a carreira delas, soltando uma série de mini-álbuns ao longo do ano. Tudo foi muito ótimo. A melhor de todas as músicas foi “Hurt Locker”, um EDM/Eurodance es-pe-ta-cu-lar, com camadas que vão se grudando e crescendo até que tudo exploda num refrão absurdo. Cada parte da música está em seu devido lugar, com uma fórmula que até pode ser básica (é como se fosse um número do Euro Vision em coreano), mas que, de fato, funciona. E o rap da Euaerin? Puta que pariu…

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Stellar lindíssimas descendo e subindo nas pirocas imaginárias! Sou apaixonado por artistas que resolvem responder às reações negativas da mídia e da audiência em suas músicas. “Vibrato” não é só foda por conta da produção espetacular do Sweetune, mesclando Pop eletrônico com Funk de uma maneira absurda, como por toda zoeira no MV. Quer semiótica maior que representações de vaginas em bolsas abrindo, melancias cortadas, buracos em persianas e lábios grudados pelo batom? Elas viram que os coreanos são uns punheteiros hipócritas e combateram isso indo ao limite da sensualidade esperada por girl bands assim. Pararam a internet e o meu coração… #DonasDoMeuCu

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[50-38] [37-26]

[10-01]

Quarenta já foram, só faltam as dez mais. E aí, quem vai chutar?

Spoilers: 1 de boygroup, 3 de solistas e 6 de girlgroups. Tá facílimo.

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24 comentários em “TOP 50 | As melhores faixas do K-Pop em 2015 (25ª até 11ª)

  1. Estou chocado com o número de boybands que tem nesta lista (você não parece ser um grande entusiasta delas agora 😂😂) e que Vibrato NÃO ESTÁ NO TOP DEZ!!!

    Eu chuto que teremos mais uma b-side das Wonder Girls, Red Velvet, obviamente (talvez Huff n Puff), f(x), Girls Generation e SISTAR… E certeza que uma das solistas é a IU com 23 xD

    https://aquariohipster.wordpress.com

    PS: Bestie merecia muito um comeback, o clipe de Excuse Me deve ser um dos que eu mais assisti desde que lançou…

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  2. ALGUÉM DESSA BLOGOSFERA MIJANDO EM AH CHOO ESSE MOMENTO É MEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEU

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  3. Confesso que ainda não me apeguei a Dumb Dumb (apesar do MV ser incrível), mesma coisa pra Excuse Me. Música do Jinusean bem gostosinha, Kiss My Lips é hino de arrancar underwears, If You Do é um raríssimo diamante na discografia do GOT7, Run até que é legalz, Cupid e Ah-Choo são hinos aegyo, Hurt Locker e Vibrato são hinos sexy.

    Na próxima parte do top, deduzo que a boyband só pode ser Shinee com View, além de ter f(x) com 4 Walls e talvez Papi também, 23 da IU e talvez Red Velvet com Automatic apareça. Talvez Hello Venus apareça de novo

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      1. Obs.: Hurt Locker das 9MUSAS é cover de uma música sueca. De tanto a blogosfera falar que a música parece que saiu de algum concorrente sueco da Eurovision, a comparação é realidade. A versão original é de uma tal de Nanne

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    1. Sleepless night é maravilhosa. Só não entrou porque 2015 pro capope, como um todo, foi muito bom, então vários trecos excelentes acabaram ficando de fora (tipo o LP todo do SNSD). Se fosse em 2016, por exemplo, Sleepless night certamente pegaria um top 20 comigo, já que escuto bem mais que troços lançados em tal ano.

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  4. Vai ter AOA? Estou na torcida pelas garotas bonitas jogando lacrosse em trajes mínimos enquanto Jimin dubla o “And it goes a little something like this!”, verso icônico que nos lives é a maravilhosa Chanmi que canta…

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