TOP 50 | As melhores faixas do K-Pop em 2015 (10ª até 01ª)

Com 40 músicas já cortadas, é hora de o top 10 com as maiores, melhores, mais lindas, sensuais, grudentas e deliciosas faixas lançadas no K-Pop em 2015 ser revelado – pela segunda vez, visto isso ser um re-post, atualizando para o layout do WordPress. Pouco a pouco, meu TOC vai se acalmando pelos buracos de rankings deixados após a transferência de plataformas.

A seguir, estão as minhas 10 delícias coreanas preferidas de 3 anos atrás. Particularmente, vejo 2015 como um dos pontos mais altos da cena Pop coreana até então. Nunca em qualquer outro ano tanta música boa, em quantidade e qualidade, foi lançada por lá, em singles, minis e LPs acima da média. É provável que não tenha rolado sequer uma semana morna nele. Para mim, o melhor dessa década, embora eu não chegue a ter uma ligação tão forte com as faixas como ocorre com 2014 ou 2011.

Quem irá se juntar a “The Boys”, “Sexy Love”, “Wild”, “Red Light” e “Eclipse” no meu panteão particular de capopes? Vamos descobrir…

Eu estive maquinando em minha cabeça uma batalha entre o Stellar e a Lim Kim para decidir quem ocuparia a décima posição desse top. O motivo que fez com que a solista do Togeworl se sobressaísse foi o mais simples possível: a música. “Vibrato” pode ter tido um apelo popular maior entre o nicho capopeiro, mas “Love Game” consegue ser uma produção ainda superior. O modo como toda ela é construída em camadas sônicas que vão aparecendo na backtrack a cada estrofe, começando com palmas e explodindo lá no final, com sei lá quantos elementos que conversam entre si de maneira super coerente é, no mínimo, genial. E genial também é, mesmo com tudo isso, o maior destaque de toda a faixa ser a voz da Lim, cujo timbre é um dos mais facilmente reconhecíveis do K-Pop. Ela não se perde em gritos e deixa todo o produto final com uma cara mais indie, mesmo sendo insanamente Pop. Já o MV, um dos melhores já produzidos pelo DigiPedi, com ela acidentalmente machucando todos os caras que tentam estuprá-la. Nota 10.

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Vários de vocês quando viram o spoiler de que um boygroup apareceria no top 10 chutaram que seriam os caras do SHINee. Porém, o que muitos de vocês não imaginavam é que eu não acho “View” nada demais. O que não imaginavam também é que eu, dentre tantos outros números de garotos, preferi uma outra faixa vinda da SM. “Call Me Baby” é uma das melhores músicas já feitas não só pelo EXO, mas se destaca como uma das minhas favoritas em boybands coreanas num todo. Amo como conseguiram suingar tanto a produção a ponto de fazer com que fique difícil definir se isso está mais para Hip Hop 90s ou Funk 70s. O refrão é excelente, os versos tem bastante flow, os meninos estão cantando bem, o MV é legal. O mais engraçado é que “Call Me Baby” me tinha passado despercebida em seu ano de lançamento, tanto que a ignorei na lista que montei prum outro site onde eu participava, mas acabou se tornando um dos troços que eu mais escuto no K-Pop num geral.

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Eu fico imaginando a cara dos engravatados da gravadora da IU quando ela chegou em uma reunião mostrando uma música onde zombava da hipocrisia do coreano médio punheteiro com o aegyo e criticava sua própria empresa por obrigá-la a interpretar mocinhas ingênuas apenas para aticar a imaginação alheia. Não sei se rolou alguma briga, mas, felizmente para todos nós, “Twenty-Three” existiu. Eu amo quando as pessoas conseguem usar a música para passar mensagens mais profundas, mas fazendo isso de uma maneira divertida e acessível, visto isso aqui ser o single mais Pop dela em muito tempo. Ponto pra ela, ponto para a Loen e um belo de um dedo do meio para todos os internautas tosquíssimos que tentaram sabotar esse lançamento a acusando de pedofilia. “Twenty-Three” vendeu pra cacete e a IU continuou riquíssima, influente e bem sucedida.

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O foda a respeito da Jimin Park é que ela poderia muito bem seguir a linha de todo mundo que participa desses reality shows vocais coreanos e lançar só mais uma baladinha básica como single solo para poder explorar sua extensão e ser mais uma entre tantas outras nisso. Porém, ela foi além e não só lançou uma balada para exibir seus dotes vocais, como fez dela uma música realmente boa e destacável do bando. Os elementos sônicos diferenciados presentes em “Hopeless Love” são escolhidos de maneira a torná-la alternativamente épica, com xilofone, tambores tribais super marcados e sinetas interagindo com o piano. É quase algo que a FKA Twigs soltaria, mas com o up de termos a bela voz da Jimin cantando de maneira agressiva e sentimental. O MV também segue essa linha indie, com ela servindo de vela enquanto a mina que ela gosta está aproveitando os dias com um cara lá (ou vice-versa, tanto faz). Sem sombra de dúvidas, uma grande produção e a melhor ballad de 2015.

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“Ice Cream Cake” e “Dumb Dumb” fizeram muito mais sucesso e são as faixas que imediatamente surgem nas nossas cabeças quando remetemos o Red Velvet a 2015. Só que a minha favorita mesmo do grupo em tal período (e em toda sua discografia) é “Automatic”. Ooh, céus, a melancolia desse instrumental é tão agradável. Amo o fato das cinco terem entendido o minimalismo característico desse tipo de produção R&B e limitado suas performances vocais a apenas seguir a melodia proposta e não inserir sei lá quantos melismas e agudos desnecessários. Porra, é elegância demais! Cada elemento sonoro colocado fez a diferença e a maneira como tudo foi montado me fascina. E de quebra, temos ainda um videoclipe maravilhoso sem o menor sentido, com os jogos e cortes de câmera que acabaram virando a “marca visual” do grupo.

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O Brown Eyed Girls mostrou que tem muito mais bolas que todo mundo na Coreia do Sul ao chutar a bunda da gravadora delas, assinando com outro selo e lançando um full album cheio de hinos repletos de mensagens com duplo sentido disfarçados em uma temática sobre fucking física quântica (nunca esquecerei a zoeira com “buraco de minhoca” sendo traduzido como “fogo no rabo”), todos bem tocados, bem produzidos e bem cantados, mostrando que mesmo estando juntas há uma década, elas ainda têm muito para mostrar. E a melhor de todas as músicas foi, justamente, utilizada como lead single. Se só a introdução de “Brave New World” já é capaz de arrepiar todos os pelos do meu corpinho, vocês já podem imaginar o meu estado de êxtase quando ela chega ao fim, certo? Amo o destaque pro contrabaixo logo depois da explosão de violinos e sintetizadores, com mais e mais elementos surgindo e desaparecendo e servindo de pano de fundo para os vocais excelentes do quarteto. Até o videoclipe fumado e o break de rap da Miryo, tudo me agrada. A Gain nua coberta de glitter dentro de um satélite foi um dos troços mais lindos que vi na vida. Donas da Disco Music.

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Todas as faixas do “Reboot” foram maravilhosas e mereceriam uma vaga aqui nessa lista. Sério, todas mesmo. Só que, para ser sincero comigo mesmo e com vocês que ficam lendo as besteiras que posto, decidi eleger em minha cabeça qual a melhor em todas. Nesse caso, a minha veia roqueira de tiozão velho falou mais alto e “Baby Don’t Play” saiu na frente. O começo totalmente orgânico com a Yenny cantando sendo rapidamente infestado por sintetizadores eletrônicos que parecem ter sido retirados de algum fliperama é TÃO anos 80 que, imediatamente, me dá vontade de sair pulando por aí, ou dançando, ou praticando exercício de collant na frente da TV, ou resolvendo um cubo mágico, ou dançando que nem as meninas em San Junipero naquele episódio de Black Mirror, ou… Sei lá, bicho! VAMOS LÁ, TODO MUNDO JUNTO: BABY DON’T PLA-A-A-A-AY, DON’T PLA-A-A-AY

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Ninguém imaginava que depois do estouro sônico que foi “Red Light”, com influências de Eletronic Body Music, Noise e Industrial, o F(x) retornaria tão diferente e tão bem com um Garage House fodido como “4 Walls”, aproximando mais o grupo ao que é feito aqui no ocidente por grupos como o AlunaGeorge e o Disclosure que ao idol Pop oriental. O minimalismo dançante aqui é espetacular, brincando com transições e andamentos que seguem o rumo da vozes delas e só estouram mesmo lá no último refrão. A letra é aquilo que o F(x) faz de melhor: falar sobre sexo de maneira metafórica. No caso, elas falam sobre como trepar com o cara/garota as faz descobrir diferentes coisas, viajar nos sentidos e por aí vai. O MV fumado é brilhante, o refrão é grude puro. Não é a toa que o colunista da Vice colocou isso aqui como o melhor K-Pop de 2015. Num geral, pensando pelo conteúdo lírico e pela genialidade da produção na backtrack, talvez seja mesmo. O problema, meus caros, é que subjetividade é algo que não tem como lutar contra e, em 2015, foram outras duas as músicas que se estabeleceram como melhores na minha cabeça…

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Tá, tá bom, eu sei que não tem nadinha em “Ah Yeah” que a destaque de sei lá quantas outras faixas Pop 2000s com saxofone parecidas dentro do cenário sul-coreano e internacional. Só que, para o que ela se propõe, que é ser uma farofa divertida, sensual, catchy e com uma mensagem interessante por trás, ela acerta em cheio. A participação de cada integrante aqui tem o seu valor, com um destaque especial para a interação de vocais adocicados aegyo de menininha da Hani com a agressividade do rap da LE, que se reflete também no instrumental por trás, que alterna entre o contido e o pesado em tais momentos. O refrão é deliciosamente grudento, a bridge é intensa e o Shinsadong Tiger sussurrando “Onde é que você mora? Você mora sozinha?” como se fosse um psicopata é, bisonhamente, aplaudível. A cereja do bolo é o vídeo que, de tão bem bolado, me conquistou de cara. Isso de as aparências enganarem representado através das tarjas de classificação etária, que vão mudando de acordo com a maneira como elas se comportam, é muito inteligente. Enfim, segundo melhor K-Pop do ano.

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Isso porque 2015 foi o ano onde o 4MINUTE resolveu colocar todas as vagabas em seus devidos lugares! “Crazy” é não só uma junção perfeita de Pop e Hip Hop, agressiva, com elementos mediterrâneos e um MV arrepiante, como um hino contra o comodismo social e todas as besteiras que as pessoas nos impõem como comportamentos certos e errados. “Não se deixe ser solitário / Ache o seu “eu” escondido no mundo, antes que seja tarde / Enlouqueça! Grite! Aproveite! / A vida é muito curta, então, todos devem enlouquecer!” A backtrack disso é tão frenética que qualquer deslise de atenção é capaz de nos privar de algum elemento que poderá tornar toda a experiência diferente quando descoberto numa próxima ouvida – o pré-refrão em especial, com os sintetizadores subindo, é de tirar o fôlego. E é isso, meus caros, muito grupos tentaram e tentam, mas as verdadeiras rainhas do estilo girlcrush foram as 4MINUTE. Uma pena terem se separado, mas não tenho muito do que reclamar, já que elas deixaram uma discografia onde várias coisas conseguem ser tão boas ou ainda melhores que “Crazy”. Então, vamos todos enlouquecer juntos.

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[50-38] [37-26] [25-11]

E, Brasil… Foi isso aí que rolou de melhor em termos capopeiros no ano de 2015. Concordam? Discordam? Digam nos comentários. Compartilhem também as suas favoritas de tal ano e, claro, chutes para os rankings japa e coreba de 2016, que devem ir ao ar em setembro e outubro.

E caso vocês tenham chegado aqui por meio de algum link divulgado em grupos de Facebook ou Twitter e gostem de descobrir sobre canções mais antigas dentro desse nicho, saibam que vários outros posts especiais relembrando lançamentos de outros anos já rolaram nesse blog. Vocês podem conferir eles em formato de tops para 2011, 2012, 2013, 20142015 (o de J-Pop) e 2017, ou em formato de playlist para 2000, 2001, 2002, 2003, 2004 e 2005. Um dia eu completo tudo.

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18 comentários em “TOP 50 | As melhores faixas do K-Pop em 2015 (10ª até 01ª)

  1. Ao invés de comentar esse top 10. vou panfletar o G.Soul que comentei num outro post do seu top, que lançou esse EP em 2015:

    Recomendo que ouça as faixas Dirty e Crazy for You, que até rendeu um MV:

    Curtido por 1 pessoa

  2. Chocado que muitas coisas boas não chegaram em você (ou não passaram no seu filtro, sei lá) tipo o single Calling in love da Suran, ou as músicas do segundo álbum do Primary, assim como os singles Eat e No make up do Zion.T (que são as melhores coisas que ele lançou antes de ir pro limbo na YG). Eu também super recomendo o álbum Adventure da OOHYO que sinceramente é uma gema do synthpop coreano. Ah também teve o EP Dirty do G.Soul que foi a última coisa que ele lançou antes de dar um pé na bunda da JYP e ir pro cenário indie. Tudo isso lançado em 2015 também! 😁

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