Com “DNA”, Koda Kumi tem seu álbum mais divertido em tempos

Como alguns de vocês já sabem, a Koda Kumi está passando por um momento confuso em sua carreira. Do ano passado para cá, rolaram 3 álbuns de conceitos confusos e tracklists fraquíssimas em execução. O, até então, mais recente deles, AND, foi resenhado por mim à época do lançamento, encapsulando bem a minha opinião sobre tudo isso.

Meses passados, ela já está de volta, com ainda outro LP de inéditas, DNA, mais ou menos uma continuação do anterior. A diferença é que, dessa vez, os produtores conseguiram acertar a mão no repertório:

Eu estou meio sem tempo para me dedicar à uma resenha realmente elaborada, desenvolvendo um raciocínio bacana que toma como ponto de partida os fracassos atuais dela, que jogaram minhas expectativas para baixo, o que provavelmente influenciou minha apreciação a esse punhado de farofas radiofônicas divertidas que não tentam seu muito mais do que isso. Mas não poderia deixar o melhor treco da Kodão em tempos passar em branco.

Não tem nadinha de especial no “DNA”. Ele é genérico, suas canções são genéricas. Só que, diferente do “AND” e dos “W Faces”, a maioria das faixas nele conseguem ser isoladamente divertidas, saciando a minha falta de material inédito da Koda Kumi sem que eu precise baixar meu nível de exigência.

Hair Cut, Hush e Watch Out! cumprem bem os requisitos para farofas urban sacanas e intimidadoras, sem ir demais no peso e no try-hard. Dangerous, em todas, é a minha favorita, por entregar EDM trend futurista delicioso, sendo seu grande destaque esse ano. Scream e Pin Drop fazem bem as vezes de número saxual pop, embora não reinventem a roda. Hot Hot é bem poc poc, voguing, poderia ter sido single, com um clipe cheio de drags lipsynch por suas vidas. Gues Who Is Back, OST da temporada mais recente de “Black Clover”, carrega tudinho o que torna uma animesong memorável.

Infelizmente, nem tudo são flores. Aenaku Naru Kurainara e Kokorokara i love u são baladas demasiadamente inespecíficas, somem da cabeça após a primeira ouvida. Work That soa mal mixada, além de datada para cacete. E Chances All é extremamente cafona, dá até um pouco de vergonha alheia assistir o PV requentando os figurinos de “Hair Cut”:

Fosse eu, retiraria esses pesos da tracklist, pegaria as mais legais do “AND” (no caso, “Who”, “Lit” e “It’s My Life”), e faria desse um LP único em vez desse par inconsistente. Mas a vida é triste. Aliais, é bem irônico o “DNA” da Koda ser recheado de pancadões dançantes, sendo que o “W Face ~Inside~” dela era composto de baladinhas emotivas sonolentas, né? Vai entender.

Agora é esperar a eventual saída dela da avex qualquer hora. Esse spam todo de álbuns, provavelmente, deve indicar uma insatisfação de alguma das partes com as vendas, me cheira a cumprir cota de contrato.

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6 comentários em “Com “DNA”, Koda Kumi tem seu álbum mais divertido em tempos

  1. “Eu estou meio sem tempo para me dedicar à uma resenha realmente elaborada” – sei exatamente como se sente… :/ Por isto que acabei reduzindo o número de posts por semana (e deixarei minha resenha espelhada de AND-DNA, junto com boa parte do j-pop que curti este ano, lá pro final de setembro/outubro)…

    Eu fiquei impressionado com o clipe pra Haircut, foi realmente bem divertido e despretensioso xD E Black Clover é um anime muito genérico (no mal sentido) pra ter uma OST genérica (no bom sentido) kkk Mas fiquei feliz por ela figurar no anime da modinha… Dinheiro, pelo menos, deve estar entrando na conta bancária xD

    https://aquariohipster.wordpress.com/

    Curtido por 2 pessoas

  2. Até que o álbum é legalzinho, não diria perfeito, mas dá pra curtir um pouquinho. Maior surpresa foi o fato de Black Clover ter sobrevivido o suficiente para ter um 4 opening (Ainda lança essa merda?)

    Curtido por 1 pessoa

  3. No Spotify tá aparecendo “intoroduction” no título da intro, mortx com esse engrish, kkkkkkkkkk

    Mas enfim, piadas à parte, não fiquei muito empolgadx em ouvir o DNA, mas ainda quero tirar um tempo pra ele. Mais um pra minha enorme lista de álbuns que vou empurrar com a barriga pra ouvir mais pra frente…

    Na minha panfletagem costumeira, uma farofa toscovilhosa (sdds Asian Mixtape) de uma boyband de j-pop que acho que não é nem de carne e osso (digo isso porque não achei nada sobre a banda no Goggle):

    Que já tá no Spotify:

    P.S.: Ainda bem que a Avex tá se rendendo pouco a pouco ao Spotify. E a discografia completa de Namiezão Amuro que é bom, nada…

    Curtido por 1 pessoa

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