Throwback Playlist | 2006s Asian Pop

Muitos de vocês são novos aqui no blog e não devem saber disso, mas há um pouco mais de um ano eu comecei uma série de posts com playlists especiais relembrando grandes músicas que, em minha opinião, são grandes clássicos do Pop asiático, todas lançadas durante a década passada. Já estão no ar listas que vão do ano de 2000 até o de 2005. No entanto, acabei dedicando os últimos meses a restaurar os tops de melhores do ano que ficaram perdidos no limbo após a troca de plataformas, deixando de lado o projeto (que era o que mais curtia de fazer) desde março.

Como já estou saturado de remontar rankings, decidi adiar os de 2016 por tempo indeterminado – desculpem aí os que estavam ansiosos pelos tops finais, mas já não aguento mais fazê-los. Dão MUITO trabalho. Ficarão pra 2019. Mas, em troca, retomarei isso aqui de onde parei. Quer dizer, o provável único diferencial do Esquadrão Lunático é essa minha obsessão por canções antigas, eu não conseguiria tocar isso aqui só com atualidades, morreria de tédio.

O formato é mais ou menos o mesmo das atualizações mensais da playlist de 2018, com comentários faixa a faixa, mas sem player no Spotify, pois a maioria das selecionadas não se encontra lá. Dito isso, no fim do texto, rola um linkzão para download que eu ~magicamente~ achei no 4shared com todas elas em ordem. Que inusitado, não? :v

2006 foi ainda outro ótimo ano para o J-Pop e ainda outro ano ligeiramente apagado para o K-Pop, que só viria a iniciar seus clássicos mais para frente, mas deixarei esses comentários para a lista de 2007. Abaixo, separei as minhas 30 favoritas (sim, são postagens bem longas) em diferentes blocos. O primeiro, mais rockish, mais otaco gótico trevoso; Depois vem o mais Urban, para rebolar gostoso até o chão; O terceiro vai pro lado mais popão das massas, dance; Por fim, as baladas. Vamos lá…

01) ANNA TSUCHIYA – ROSE: Então, tem essa cantora aí chamada Anna Tsuchiya que meio que foi a minha j-diva master durante toda minha adolescência otaco, pois ela interpretava algumas das OSTs principais do anime-novelão de “Nana”. Lembro de ficar pedindo isso aqui quase todo dia numa rádio online que eu escutava. A vibe é naquilo de Rock com refrães Pop grudentos e matadores que vivo panfletando e vocês nunca escutam. Segue como uma das minhas animesongs favoritas até hoje.

02) TOMMY HEAVENLY6 – PRAY: Outra que fez muito minha cabeça na época de escola foi a Tomoko Kawase com os seus vários projetos ótimos. “Pray” é lindíssima até hoje. Divertida, energética, vibrante. O meio termo perfeito entre o ~sombrio~ e o ~cintilante~. Um salve aí pros fãs de “Gintama”.

03) ABINGDON BOYS SCHOOL – HOWLING: Se vocês lembram de Give me the Love, do AOA, já devem estar familiarizados com a figura de T.M Revolution, tiozinho rei das plásticas e do 80s rockish. Essa Abingdon Boys School é uma banda que ele formou no meio da década passada, nos presenteando com “Howling”, que é, basicamente, a faixa do AOA lá anabolizada, com ainda mais intensidade e ainda mais desprendimento do ridículo. Porra, que nostalgia.

04) NIGHTMARE – THE WORLD: Mais animesong, mais rockzão visual kei desavergonhado. “the WORLD” não tem porra nenhuma a ver com o clima misterioso de “Death Note”, mas querer buscar coerência de japonês na hora de montar repertório para anime é pedir demais – ainda mais quando esses equívocos rendem jams tão fortes quanto esse é. Sérião, cada momento disso é emblemático. O solo de guitarra é de tirar o folego. Saudades J-Rocks assim, hein.

05) HIGH AND MIGHTY COLOR – ICHIRI NO HANA: Eu sempre adorei como o encontro de vozes é bem montado dentro do High and Mighty Color. A interpretação mais sutil dela com o “gritado” dele são um prato delicioso. Aah, atenção extra para o também de tirar o folego solo de guitarra aqui. Abraços pros fãs corajosos de “Bleach”, tinha que ter muita força pra seguir com aquilo.

06) ANNA TSUCHIYA – ZERO: Mais uma faixa da Anna para “Nana”, dessa vez puxando prum lado ligeiramente Queens of the Stone Age da força. Se vocês aí têm algum tipo de preconceito com Pop/Rock japonês, sugiro começar a ouvir por essa aqui. Embora seja meio pesada, a “afetação Pop” dela a torna bem palatável para o público geral, é uma boa porta de entrada.

07) PUFFY – SHALL WE DANCE?: É, essas aqui são aquelas Ami e Yumi do desenho da Cartoon Network. Caso vocês não saibam, elas possuem uma discografia em extensa – e interessante -, tanto em japonês quanto em inglês. Do LP ótimo que elas soltaram em 2006, uma das melhores é essa aqui, meio cheerleader, meio americanizada, totalmente a cara da dupla.

08) AYUMI HAMASAKI – UNTIL THAT DAY…: Já a Ayumi não foi tão satisfatória em seus esforços em 2006 não. Sua única canção realmente memorável foi “until that day…”, numa meiuca entre Rock e EDM ideal para bater cabelo.

09) ANNA TSUCHIYA – SLAP THAT NAUGHTY BOY: Mais um bopzão da Anna Tsuchiya, com o refrão mais grudento entre todos os citados acima. O acompanhamento visual do clipe abaixo só ajuda a fortalecer essa persona de unir Pop com Rock num caldeirão sonoro único e divertido.

10) CHIEKO KAWABE – SAKURA KISS: A emblemática música de abertura de “Ouran”. A timbre pós-injeção de gás hélio da vocalista pode parecer irritante num primeiro momento, mas acaba por fazer toda a diferença no pacote final. Impossível não se deixar levar logo nos primeiros versos.

11) MIYAVI – ARE YOU READY TO ROCK?: Curto bastante o Miyavi e a onda “country” que ele injetou nesse álbum, com essa escolhida aqui sendo a mais pulsante entre todas. Novamente falando sobre vocais, é possível que alguns de vocês estranhem o modo gutural como ele canta, mas, tal como na música acima, acaba sendo um charme a mais no produto final.

12) FLOW – COLORS: Encerrando essa parte otaca da playlist, o delicioso tema do Flow para “Code Geass”, que eu nunca assisti. É Rock com Ska, bem “carnavalesco”, festivo, vibrante. Uma das melhores músicas do grupo em todos os tempos.

13) TOKYO JIHEN – HIMITSU: Adoro como a Sheena Ringo passa de uma interpretação mais sombria para outra mais gingada nessa faixa. O Tokyo Jihen sempre mandou bem em juntar elementos organicamente, passeando em “Himitsu” por Pop, Jazz, Bossa…

14) LEE HYORI – DARK ANGEL: Iniciando a parte Urban safada da lista, Lee Hyori com uma das mais legais do LP que ela soltou à época (e que já sofreu com escândalos de plágio, porque Lee Hyori). Bem sensual, envolvente, balanceando legal o instrumental real com o eletrônico. É como se fossem vários refrães, um atrás do outro.

15) KODA KUMI, MR. BLISTAH – CANDY: Saudades dessa onda dos anos 2000 de colocar signos árabes nos instrumentais de modo a elevar ao máximo a sensualidade neles. É bem isso que a Koda Kumi faz aqui, com o plus de um refrão chiclete e sing-along que não sai da cabeça.

16) LEE HYORI – SLAVE: Isso aqui está em casa no que o Pharrell produzia para acts norte-americanos nessa época, numa melodia contínua e aproveitável em seus vários momentos, mas que jamais chega a explodir de verdade. Super anos 2000.

17) KODA KUMI – GET UP AND MOVE: Aaaaarrrrgh, como o “Black Cherry” é bom! Se a Lee Hyori reproduzia os modismos ocidentais na Coreia do Sul, Kodão fazia o mesmo na ilha vizinha. Quase consigo imaginar, sei lá, Nelly Furtado cantando isso aqui com o Timbaland ao fundo.

18) BROWN EYED GIRLS – WATCH OUT: Durante seu run de debut, o Brown Eyed Girls, em minha singela opinião, era demasiadamente “levável a sério”, com canções “menos K-Pop” do que as que elas soltaram em seguida, o que faz com que seu primeiro álbum não seja tão divertido de ouvir hoje em dia. Exceto por “Watch Out”, também naquilo de fundir referências árabes no R&B dançante, e uma outra aí que virá mais pra frente. Aliais, Miryo ícone mesmo. O rap dela é o grande destaque nesse número.

19) KODA KUMI – JUICY: Outro bop urban do LP da Koda, caprichando nos pequenos elementos que tornam a experiência ainda melhor. Rola assobios, palmas, riscos de discos, sinos. Tudo em prol de uma rebolada com maior consistência.

20) LEE HYORI – DEAR BOY: Nossa, essa aqui é a melhor de todas no “Dark Angel”. O vocal da Lee Hyori está ótimo, a guitarrinha marcando a melodia do início ao fim é deliciosa, o refrão é matador. Não é a toa que ela foi uma das solistas mais importantes do K-Pop na década passada.

21) NAMIE AMURO – CAN’T SLEEP, CAN’T EAT, I’M SICK: E encerrando o bloco “das ruas”, Namiezão slaying com nossas vidas em um de seus maiores jams em todos os tempos. Que bom que o Asian Facelido Mixtape fez aquele especial relembrando toda a carreira dela ano passado, ou eu teria demorado bem mais para descobrir essa pérola do saxual pop. Que refrão, bicho, QUE REFRÃO!

22) BROWN EYED GIRLS – EVERYBODY: Mais BEG, dessa vez se jogando no 70s disco. Claro que não chega aos pés do que elas paririam quase uma década depois em “Brave New World” (que perdeu o primeiro lugar de 2014 para “Crazy”, Mc Melody, never forget…), mas faz bonito assim mesmo dentro das limitações da época.

23) UTADA HIKARU – ONE NIGHT MAGIC: Essa aqui é purpurina pura. A Utada conseguiu colocar em uma faixa tudo o que felicidade deve significar em áudio. Uma das melhores de “Ultra Blue”.

24) CAPSULE – FRUITS CLIPPER: “Are you creizi???” Que saudades do Nakata produzindo troços realmente divertidos de serem escutados do início ao fim. “Fruits Clipper” é como se mesclassem videogame com uma balada futurista alienígena. Toshikão interpreta isso aqui como uma inteligência artificial tentando dominar a raça humana.

25) UTADA HIKARU – THIS IS LOVE: Vai parecer repetitivo, mas as melhores canções desse LP da Utada são, justamente, as que apostam em instrumentais carregados de euforia. Então, as que aparecerão nessa lista, inevitavelmente, terão descrições parecidas. “This is Love” também vai nesse linha, só que com um tiquinho mais de sensualidade nos vocais dela.

26) CAPSULE – JELLY -album mix-: FAROFAAAAAAAAAAA!!!1 “Jelly” é bem aquilo que o Nakata costuma fazer com o Perfume de pegar uma faixa e transformar num pancadão para raves, mas mais de 10 anos atrás. Eu adoro a versão original, mas esse album mix consegue ser ainda melhor.

27) UTADA HIKARU – NICHIYO NO ASA: Nunca sei se classifico “Nichiyo no Asa” como uma balada ou um número dançante. É daqueles exemplares que funcionaria em ambos os ambientes e situações diárias, tamanha é a emoção que a Utada coloca em sua interpretação.

28) GIRUGAMESH – FUKAI NO YAMI: Ainda outra que eu frequentemente pedia em programas de rádios otacas online. O J-Rock é super propício em sua falta de amarras em soar cafona para produzir baladões desse tipo. Poderia ficar datado ou ridículo caso feito em outros cenário musical, mas funciona com os japas de penteados impraticáveis e roupas de couro.

29) PUFFY – RAKUDA NO KUNI: Ami e Yumi acertando a mão numa power ballad evocativa de Eagles e Disturbed. Afinadas, melancólicas. Criam perfeitamente a atmosfera depressiva desejada. Não tem como se melhor.

30) UTADA HIKARU – KEEP TRYIN’: Encerrando, ainda outro bop do “Ultra Blue” que não dá para saber direito se é dance ou balada. Adoro o synth viajadíssimo. A melhor de tal era da Utada.

DOWNLOAD

Esse post meio que estava pronto já há um tempinho, então fiquei com preguiça de corrigir alguns erros nele que havia deixado passar na hora da seleção de faixas. “Howling”, por exemplo, embora seja de um anime que estreou em 2006, só foi oficialmente lançada no ano seguinte. E eu jurava que “Electro World”, do Perfume, era o single que o trio havia lançado em 2007 antes de estourar com “Polyrhytym”, mas foi de 2006 mesmo. Incluirei na próxima, desculpem aí.

Enfim, alguém sobreviveu até o final? Espero que sim. Link para download ali, caso queiram escutar tudo. No mundo ideal, termino de soltar essas playlists ainda esse ano, mas duvido que isso aconteça. De qualquer forma, a ideia é, no ano que vem, depois de tudo no ar, eu montar um top 100 gigantão elencando as melhores da década. Será que rola força de vontade? Só o futuro dirá.

btw, 2007 tem debut de vários girlgroups no k-pop, que só começa a engrenar de vez a partir daí, então aguardem ansiosos

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15 comentários em “Throwback Playlist | 2006s Asian Pop

  1. Nossa, que saudades de várias dessas músicas!

    Keep Tryin’ é uma delícia de ouvir, e Candy foi a música com a qual conheci a Kumiko… inesquecível o show dela no VMA Japan começando com baladinha pra do nada duas dançarinas arrancarem o vestido dela e ela cantar Candy enquanto se esfrega em espadas (tanto as literais como as nas calças dos dançarinos) e terminar simulando sexo oral num dançarino. Polêmica? Magina!

    (e nada a ver com o tópico, mas alguém aqui sabe explicar como o LOONA passou de um grupo que levava um ano pra conseguir um milhão de views num MV e agora tá chegando a DEZ MILHÕES em Hi High em uma semana?? Pelo jeito o aegyo deu certo…)

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    1. Sobre o Loona: acho que alcançou isso tudo por finalmente ser o debut e ser algo mais açucarado. Foi um projeto muito extenso e só alavancou agora esse ano com os lançamentos seguidos, até eu que gosto delas tinha me cansado e já até esqueci dos lançamentos iniciais. Além disso, o break do single da Choerry viralizou recentemente de uma maneira absurda e muita gente caiu de paraquedas no MV.

      Curtido por 1 pessoa

      1. É possível.

        Seja como for, Hi High parece ter flopado nos charts, mas o MV continua crescendo em acessos (já passou de 14,5 milhões de views) e o álbum parece ser um sucesso enorme, com vendas acima de 15 mil cópias no Hanteo e estreias em #5 no World Albums Chart da Billboard (até aí, nada muito impressionante, já que elas só precisaram vender pouco mais de mil cópias pra essa posição)… e um #2 na Gaon!

        É, talvez no fim a BBC consiga recuperar pelo menos parte do investimento no grupo…

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  2. Mais uma leva de downloads pro meu player de celular!

    No meu momento de panfletagem, uma banda chamada EMPiRE que surgiu no ano passado, com vibe de OST de anime. Nem sei se tem no Spotify, mas sei que o EP com essas duas faixas foi lançado hoje:

    Curtido por 1 pessoa

      1. Ela ta na ativa e hitando desde 99, uma pena que tudo antes de 2005 era uma merda e os clipes eram super básicos. Mas pra compensar isso a filha da puta fez um fucking filme para o nono album dela.

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