PLAYLIST | Asian Pop 2018: Update de setembro

E lá se foi o mês de setembro. Sei que rola uma moda de internet sobre agosto ser interminável e pá, mas setembro, uou, me pareceu ter o dobro da duração de um mês normal. Só eu senti isso? Só? Vish… #SillyTalk

Enfim… Vamos aos destaques dos últimos trinta dias. Foram vários os bops vindos de diferentes artistas, com uma porção de album tracks se sobressaindo a singles mortos peneira. Nesse bolo, vários candidatos ao top 50 de ambos os fronts, japa e coreano, rolaram. Conseguem adivinhar quais?

Confiram abaixo a playlist no Spotify e meus comentários faixa a faixa que levaram a manhã inteira de sábado para ficarem prontos…

01) GWSN – PUZZLE MOON: Essa aqui é maravilhosa. Quase como uma nova “4 Walls”, mas sem o refrão satânico que não sai da cabeça. Mesmo assim, maravilhosa. Fica aí de exemplo para essa galera estúpida que acha que girlgroups aegyo não podem apostar em sonoridades diferentes do popzinho água com açúcar infantiloide. A estética adocicada continua lá, mas com uma música que, de fato, vale a pena ser ouvida. Melhor single de debut do ano até então.

02) GOT7 – LULLABY: O 2018 do GOT7 na Coreia do Sul (ignorem os lançamentos japoneses) está sendo bem mais interessante que os últimos 2 anos deles num total. E “Lullaby”, talvez, seja o melhor single deles em todos os tempos. Instrumental frenético excelente, refrão matador.

03) KYARY PAMYU PAMYU – ENKA NATRIUM: Por algum dadaísmo do acaso, Kyary resolveu emular Azealia Banks/Wednesday Campanella nessa bobagem divertidíssima – e estranha pra caralho – aqui. Que imaginaria que misturar enkadeep house e rap com voz de esquilo daria tão certo?

04) SORI, BASICK – TOUCH: Ainda no 90s House, Sori, para o desespero da Coco, veio com um dos grandes números de solistas dos últimos tempos. Fica no limiar exato entre o que a galera hipster curte e o que os sedentos por uma farofa (oie) anseiam semanalmente. E vai tomar no cu que essa garota é linda pra caralho, bicho!

05) OH MY GIRL – TWILIGHT: “Remember Me” até que é interessante, mas acabei curtindo/ouvindo bem mais essa album track aqui. Dataaaada, podia ter sido lançada pela Kesha no início da década (será uma demo perdida?). Faixa inusitada para o repertório delas.

06) UNI.T – I MEAN: HUAHUAHUAHUA com essas meninas encerrando suas atividades já no primeiro comeback. Coitadas. Ao menos, a música escolhida é bem divertida, com o Brave Brothers entregando melodias grudentas de fácil assimilação como em seus anos de glória. O pós-refrão com os “baby I don’t need anything but you, oh eh oh, oh eh oh oh oh” é chiclete puro.

07) KYARY PAMYU PAMYU – OTO NO KUNI: Adoro a loucura instrumental que rola depois do refrão nessa aqui. É como se transformassem uma trilha sonora de algum jogo do Nintendinho num pancadão para as pistas. Um dos grandes destaques vindos do J-Pop nesse ano.

08) KYARY PAMYU PAMYU – KIZUNAMI: Mais Kyary, pois esse LP tá demais. Aqui rola o casamento perfeito entre elementos do Pop eletrônico internacional que o Nakata quis explorar nos últimos tempos (tropical, EDM-grass) com as estranhezas sônicas “gamers” pertinentes ao repertório dela. O refrão é tão bom…

09) NCT DREAM – WE GO UP: Risos com o projeto NCT indo pro saco (de maneira não oficial, mas come on…) e a SM tendo que lidar com ainda outros 3 novos boygroups preenchendo espaço em seu calendário de lançamentos. Que sorte dos pirralhos do Dream conseguindo botar a mão nesse miami bass divertidíssimo em vez dos colegas com as mesmas iniciais ou outros de maior relevância, como EXO ou SHINee.

10) BENI – PULLBACK: Não sou tão alinhado com o repertório da Beni, então me foi uma grata surpresa dar de cara com esse pbr&b downtempo elegantão aqui. Não sei se funciona como lead single, mas rola legal entre outras faixas numa playlist como essa.

11) JIMIN PARK – APRIL FOOLS (0401): Jimin encheu o saco do JYP em seu programa de TV para ter um comeback e, finalmente, isso ocorreu. Para melhorar, usando como lead single algo que ela parece se identificar melhor que aquela baladinha ao violão de dois anos atrás. Achei melancólico, sombrio e bem envolvente.

12) SUNMI – CURVE: Falando em melancolia, as novas da Sunmi estão todas assim, embora apostem em diferentes influências sonoras. Em “Curve”, há algo jazzístico junto com o R&B eletrônico mais evidente. O refrão é uma coisa de louco.

13) MUZIE, BOI B – URBAN NIGHT: Não tenho a mais remota ideia de quem é esse cidadão com voz de senhor fumante com catarro preso, mas um de vocês leitores sugeriu o mini de city pop dele na caixa de comentários acompanhado dum MV com uma garota de bunda enorme sensualizando (comentado mais abaixo) e, desde então, estou obcecado nas faixas nele – tanto que coloquei quase tudo nessa playlist. A mistura de versos cantados com rimados ficou ótima.

14) SEULGI, SINB, CHUNG HA, SIYEON – WOW THING: Então a ideia por trás dessa temporada nova do SM STATION é juntar um monte de gente diferente em featurings, por isso chamaram a mina do GFriend, a Chung Ha e a Jimin da Cube pra colaborar com a Seulgi? Veremos até quando isso vai durar. Btw, a música tá bem mais legal que a mais recente do Girls’ Generation. Bem funky, bem girly.

15) JIMIN PARK, KINO, WOODZ, NATHAN – PICK UP THE PHONE: Ainda outra collab gigante, Jimin chamou uns caras para esse “latin urban” gostosinho de ouvir. A interação das vozes é bem legal, com tudo interpretado de maneira descontraída. Poderia ter recebido MV.

16) DREAMCATCHER – WHAT: Dreamcatcher fazendo o que de melhor sabe fazer: Rock/Pop com refrão bubblegum e melodias que ficam na cabeça. Sei que uma galera acha que elas se repetem, mas não é como se qualquer outro grupo fizesse o mesmo na cena, então apenas relaxem e aproveitem a sequência de bops que elas têm desovado do ano passado para cá.

17) NEO JAPONISM – CARRY ON: Nessa mesma linha acima, mas no nicho japa, essas tais de Neo Japonism seguraram nas mãos de BABYMETAL e LADYBABY e fizeram o kawaii-metal adorável que dá de dez em vários ~grupos sérios~ ocidentais que costumam colocar em line ups de festivais por aqui.

18) DAY6 –  BREAKING DOWN: DAY6 com mais um jam rockish em sua expansão japonesa. Me lembra animesongs dos anos 2000, me lembra aquele Rock mais melódico de bandas como The Almost, Switchfoot e, claro, One Ok Rock. Excelente. Uma das melhores faixas desse ano.

19) MUZIE, SPACE COWBOY – NOTHING: Outra gema city pop do EP do Muzie. O cara parece que tá com dor de barriga enquanto canta, mas esse “sofrimento” só amplia a emotividade exagerada que casa perfeitinha com o tipo de som que é feito.

20) DAOKO – OWARANAI SEKAI NE: Acabei esquecendo de comentar essa faixa da Daoko no último post pacotão que fiz com jotapopes, mas nunca é tarde para remediar. Ela vai soltar um novo LP em novembro e esse aqui é seu primeiro gostinho. A interpretação dela é bem simpática e o instrumental nippon 80s é bastante refrescante.

21) MUZIE, SUMIN – THINKING ABOUT YOU: Dueto do tal Muzie com uma tal de Sumin, que eu pensei ser a Sunmi num primeiro momento e levei um susto quando a voz a aparecer ser foi trocinho fino Dream Ami irritante maravilhoso.

22) SUNMI – BLACK PEARL: Ainda outro city pop (pois é, foram vários esse mês, não tenho do que reclamar), temos aqui a verdadeira Sunmi, de coração partido, melancólica como se não existisse esperança para o amor. Quando a guitarra fica em maior evidência é tão bom. E quando o saxofonista enlouquece? A melhor dela nesse comeback.

23) MUZIE – MY LADY: Achei ótima a ideia de colocar uma Park Bom genérica de bunda enorme se alisando para a câmera enquanto a música que toca parece trilha sonora de pornochanchada. Parabéns aos responsáveis. Torcendo aqui para mais gente se inspirar no viral de “Plastic Love” e o city pop arrancar a peruca do latin pop como nova tendência exaustiva daqui em diante.

24) KYARY PAMYU PAMYU – CHARMI CHARMI CHARMING: O momento mais contemplativo do LP da Kyary. “Refrescante”, com um falso refrão mergulhado em glitter e um refrão propriamente dito que guia corretamente o ouvinte ao bate-cabelo que surge em seguida. What a bop!

25) SUNMI – SIREN: Encerrando as atividades de setembro, a delícia que a Sunmi escolheu como title. Os compositores beberam bastante da fonte do Pet Shop Boys. Só não entendi o break de trap da bridge, mas dá para relevar.

E de setembro foi isso aí. Discordam? Concordam? Quais foram as suas favoritas? Deixem aí nos comentários aquelas que vocês acham que deixei passar, talvez eu as inclua na próxima atualização. Ou não. Vai que chega alguma army desavisada aqui achando que eu preciso fingir que curti o troço mais recente do BTS para pagar de cool com a garotada, que nem 90% dos blogs de ~crítica musical~ aqui do Brasil. Melhor me prevenir, né… 😀

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11 comentários em “PLAYLIST | Asian Pop 2018: Update de setembro

  1. Mais algumas panfletagens: a primeira é de um grupo emo-gótico-trevoso chamado Tokyo Gegegay, que gravou esse rap-R&B-hipster com direito a MV tosquíssimo em Paris (sério, tem uma parte em que elas colocam meia-calça na cabeça):

    A outra é de uma boyband chamada Color Creation, que lançou uma música à la One Direction:

    Os dois estão no Spotify:

    Curtido por 1 pessoa

  2. Adorei a invasão de city pop deste mês!!! XD Sunmi roubou o spotlight nos álbuns, mas, depois de tantos elogios que você deu pra este novo álbum da Kyary, eu finalmente vou tomar coragem e escutar os álbuns dela, começando por este Japamyu ^^ E quem diria que Day6 ia competir de frente com um girlgroup (no caso, Dreamcatcher)??

    Sobre j-pop, no Aquário Hipster, A Saga da Diva Quase Aposentada Namie Amuro continua a todo vapor!!! Agora, temos a diva participando do Suite Chic, um projeto hipster de hip-hop e R&B que vai unir futuras estrelas do mercado musical japonês, como m-flo, IA e ZEEBRA!! https://aquariohipster.wordpress.com/2018/09/30/album-review-suite-chic-when-pop-hits-the-fan-ou-a-saga-da-diva-quase-aposentada-namie-amuro-capitulo-5-o-divorcio-e-o-projeto-hipster-conceitual/

    O Queen of Hip-Pop tá chegando, Lunei!!! xD

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  3. Ótima seleção, só não sei se eu classificaria o GWSN como um girlgroup aegyo. E não falo só pela música fugir do que a gente espera de um grupo “fofinho”, mas nas apresentações mais recentes delas em music shows as roupas são mais próximas do girlcrush. Sem falar que tem umas duas B-sides no álbum delas que são faixas escancaradamente de girlcrush.

    No mais, Sunmi maravilhosa!! E Kyary… bom, pra ser sincero, não curto muito o estilo e a voz dela, mas respeito o esforço dela pra sair da caixinha (e da casinha também, se é que me entende…).

    Ah, e deixo aqui um vídeo com HyunJin (também conhecida como rainha do LOONA) mostrando que além de k-pop e de zoeira, ela também manja de MPB:

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