TOP 40 | As melhores faixas do K-Pop em 2016 (40ª até 26ª)

Como prometido, começamos aqui a lista relembrando os melhores lançamentos do K-Pop de 2 anos atrás. A ideia original era que os tops de 2016 reajustados pós-limbo da transferência de plataformas rolassem só no ano que vem. No entanto, NÃO VAI TER ANO QUE VEM pra esse blog, então não faz sentido adiar mais e deixar a barra de “melhores do ano” com um buraco entre 2015 e 2017, né? Pois é.

Mas, ó, já adianto uma coisa aqui: 2016, pro capope, em especial, não foi lá essas coisas não. Tanto que, diferente da lista com os jotapopes, nem consegui reunir 50 músicas que, DE FATO, fossem ótimas, maravilhosas, 10/10. E como não queria preencher as posições restantes com fillers bacaninhas nota 7, preferi reduzir as colocações, fazendo desse um top 40 e 3 partes. Nem sei explicar o porquê, mas as músicas sul-coreanas desse período envelheceram meio mal comigo, são poucas as que realmente ainda escuto com a mesma empolgação.

Pra quem acompanhava o blog naquela época, não estranhem a ausência de vários trecos que eu rankeei bem alto. Pra vocês terem uma ideia, uma 3 ou 4 musicas do top 10 original nem aparecerão mais, tamanha a mudança na minha opinião. Pros novatos, é aquilo: número de vendas, sucesso, relevância ou impacto cultural não importam. Isso e um blog pessoal, minha opinião é a que vale. :v

Preâmbulos tirados da frente, vamos ao que interessa…

Menção Honrosa: BLACKPINK – Boombayah

Gosto de começar essas listas mencionando lançamentos que, de alguma forma, foram importantes e tais anos, mas que eu não queimaria posições das minhas favoritas para comentá-los. De 2016, esse posto é de “Boombayah”, do BLACKPINK. À época, fiz um post super apelativo (saudades) dizendo que elas debutaram cagando em nossos ouvidos – ou coisa parecida, nem lembro mais. Foi bem eficaz para atrair atenção ao blog, consegui dezenas de milhares de visualizações. E eu tinha achado bem bosta mesmo um grupo com o orçamento da YG estrear com uma farofa a nível de nugus trasheiras, tipo Pocket Girls, Laysha e variações de quinta categoria. No entanto, o tempo passou, a piada de a discografia das quatro ser uma vergonha em quantidade foi crescendo e, hoje em dia, até que curto “Boombayah” – com a mesma seriedade que curto bagulhos como Oppa Is a TrashChocolate Cream, não se enganem. Enfim, meio triste o run do BLACKPINK quando visto em retrocesso, não? Mas chega de enrolação, vamos pra lista propriamente dita…

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Vários de vocês apontarão meu fator biased como a “culpa” para “L.I.E” figurar nessa lista, já que há um tipo de consenso maluco sobre esse ser o pior single do EXID – coisa que eu nunca entendi. Mas a real é que isso aqui é realmente divertido no que se propõe. As variações instrumentais são uma delícia, os batidões chupados de Bitch I’m Madonna são propensos à reboladas eficazes, o clipe com várias tiradas de duplo sentido é ótimo de assistir. Concordo com esse não ser o melhor single do EXID em todos os tempos. Porém, ainda assim, é melhor que muita coisa feita por muita gente no K-Pop em 2016.

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A essa altura do campeonato, ninguém podia imaginar o quão legal e variado seria o repertório de pré-lançamentos do Loona no ano seguinte. A ideia de debutar uma garota diferente por mês ainda era bem recente, com poucas propostas sonoras exploradas até então. Nisso, “Let Me In” acabou sendo uma das minhas favoritas entre os releases das meninas, me despertando alegria e demais sentimentos mesmo com quase 2 anos passados. Temos aqui uma baladinha-princesa-da-Disney linda, interpretada passionalmente pela HaSeul. O break de tango é inusitadamente divertido e traz uma estranheza ao pacote todo. Já o MV, de tirar o fôlego.

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Essa onda pbr&b se tornou bem frequente dentro do K-Pop, sobretudo vinda de boygroups. No início de 2016, no entanto, eram raros os lançamentos em tal seara. E mesmo em comparação com o que rolou nos meses seguintes, “Deepened” ainda fica anos luz acima de porcarias feitas por NCTs da vida. O refrão é uma delícia, a “climatização” sensual é envolvente demais, do tipo que dá vontade de dançar e se sentir sentimental ao mesmo tempo. Uma adição inusitadamente mais elegante que o usual na galeria de bops do Brave Brothers. Uma pena as Brave Girls não terem decolado.

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É, pois é. Isso aqui caiu do meu top 10 para uma das últimas posições da lista. “Exquisite!” foi ultrassignificativa para o meu 2016, sendo um brilho weird em meio a um momento de transição jovem/adulto-de-faculdade-que-trabalha. Só que, passado o tempo, acabou não sendo tão frequente assim em minhas playlists. Ainda assim, segue como um jam imbatível no Pop-Estranho-Oriental, mesclando dance kawaii com heavy metal tal como grupos japoneses fariam muito bem, mas coreanos parecem ter medo de fuçar. Adoro o clipe acompanhando visualmente as peripécias vocais delas, sendo mais funny enquanto elas cantam como esquilas e mais dark quando entra o batidão rockish.

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Ainda outro pancadão weird, dessa vez vindo duma album track do Cosmic Girls. “Prince” é, basicamente… Perfume. Tá, okay, uma mistura de Perfume com K-Pop, já que quase toda ela ser cantada em versos mais rápidos é meio incomum ao trio de barangas japonesas. O instrumental, porém, parece roubado do HD do Yasutaka Nakata. Futurista, gamerspacepc musicish e por aí vai.  Podia ter recebido um MV junto com a title trabalhada em tal comeback, mas também não é como se eu tivesse o que reclamar em tal escolha (aguardem o top 10).

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Huh, o Spica. Coitado do Spica. Nunca vingou, triste. Mesmo com integrantes talentosas, mesmo com um repertório bacana. Só não foi. Nhé. Se não me engano, “Secret Time” foi o último esforço do quinteto de rejeitadas. Ao menos, foi um adeus excelente. Adoro o instrumental meio funk 70s, meio Pop 80s. Adoro as pausas no refrão. Adoro o videoclipe com elas festejando no trabalho. Nas mãos de um Mamamoo da vida, teria sido um acontecimento nos charts. Mas não rolou. Se vocês não conheciam, sugiro o play abaixo. É viciante.

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Mais uma do Loona e não chegamos nem no top 30. Preciso dizer: até hoje não entendi o porquê de terem escolhido a insossa Around You como debut single da HyunJin, sendo que tinham essa delicinha magnética aqui em mãos. “I’ll Be There” é o mais puro ouro do bubblegum pop. O instrumental new jack swing é implacável, o refrão “conversado” é puro grude. Fosse usada como solo, seria um dos melhores da dúzia de lançamentos principais. Vai entender.

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Essa daqui também é tão boa. Reconheço que dei uma cagada para “Why So Lonely” à época de promoção (nem apareceu no top original), mas ela acabou se tornando um dos maiores hits tardios do Wonder Girls em meu celular. Cada verso é envolto num erotismo jocoso saborosíssimo de ouvir, que só melhora com o tempo. O rap da Yubin-de-franja-horrível deve ser o ápice da experiência auditiva. Visualmente, as quatro estão em seus auges de gostosura (até Lim-feia ficou bonita, wtf), com destaque especial para Yenny-com-cabelo-cor-de-chiclete (o take dela piranhando de blusão na cadeira aos 2:48 é o treco mais sensual de 2016). Enfim, um hino.

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Falando em gostosas que foram ignoradas na versão original dessa lista, Sistar! ❤ Confesso que a maioria do repertório delas cresceu bastante comigo após o disband do grupo, com “I Like That” nesse bolo. Tinha achado-a bem qualquer coisa numa primeira ouvida, mas o Sistar, num geral, é meio que isso aí, né? Elas pegam canções que poderiam ser lançadas por praticamente qualquer girlgroup na cena e elevam seu patamar, com Hyolyn miando gostoso por cima, Bora sendo facilmente identificável em seus versos de rap e as outras duas sendo lindas em seus reduzidos tempos de tela. O saxofone melancólico permeando toda a duração da faixa é a cereja do bolo.

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Fechando a trinca de gostosas ignoradas recebendo seus merecidos holofotes da parte desse blog, Hyoseong… ❤ Lembro que a galera destacou “Find Me”, em 2016, por ela carregar um instrumental comum à era de ouro do K-Pop, que não se prendia aos maneirismos trends internacionais. E faz sentido. Não rola pbr&btropical housedancehall e variações do tipo, sendo “só” um eurodance que estaria em casa em alguma edição do Euro Vision que eu nunca assistiria por vontade própria. Ser genérica assim (no bom sentido) realmente fez com que ela se destacasse em meio a varias outras que tentavam ser diferentes, mas acabaram iguais aos ouvidos.

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Até hoje não entendo a implicância de vocês com a Heize. Dentro desse nicho de “músicas para jovens universitários que não querem ser pegos ouvindo idol pop“, ela é a que melhor trabalha seu repertório. “Shut Up and Groove” é uma delícia. É mais ou menos como uma resposta sonora e estilística à também ótima American Boy, da Estelle com o Kanye West. Parem de graça e escutem logo isso. O cenário musical sul-coreano é tão vasto e solta tantos exemplares em diferentes propostas, não há porquê não se permitir curtir o máximo pescável em cada uma delas.

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Minha surpresa com a Hyoyeon ter debutado solo ainda não passou. Ela sempre foi a mais negligenciada em questão de linhas dentro do Girls’ Generation. Tanto que, pessoalmente, fiquei muito surpreso quando “Mystery” saiu e revelou o quão diferente era seu timbre vocal, mais sujo, torto, não tão polido quanto o comum ao K-Pop. Aliais, “Mystery” revelou também o que todos esses adjetivos poderiam ser transferidos também para a beleza dela, que não é idealmente “perfeita”, mas apaixonantemente incomum e “humana” quando comparada às colegas de grupo. Enfim, música ótima. Quero logo a porra de um álbum completo, SM, providenciem.

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Essa album track aqui é pura melancolia. O dedo dos produtores do AOA para selecionar repertório em 2016 estava ótimo, no Japão e da Coreia do Sul. O “Good Luck” é o melhor trabalho fechado delas em terra natal, com uma tracklist redondinha, sem fillers, recheada de momentos de ápice criativo. “10 Seconds” é um bom exemplo para resumir tudo. Há uma, hã, finesse na produção extremamente perceptível. Toda ela dá um barato bem bom, viajada ao extremo. Há influências oitentistas, as escolhas vocais mais contidas são lindas ao ouvido, o solo no teclado-guitarra que rola bridge bate com força na cabeça. Pra mim, é a melhor música não trabalhada como single do grupo.

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Tal como rolou com a HyunJin lá em cima, por algum motivo que me foge ao bom senso, a JYP preferiu pegar a faixa mais boboca do mini da Jimin pra trabalhar como single. E o pior que isso nem é coerente com a tracklist montada pra ele, quase toda baseada em batidões eletrônicos para a pista. “20”, com o acompanhamento visual correto, poderia ter sido um divisor de águas em sua carreira, permitindo que ela encarnasse uma persona disco diva que cairia como uma luva para seu talento vocal e personalidade. Vai entender…

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Eu vivo zoando a TaeYeon por trocar de estilo musical na mesma proporção que troca de roupa. Ela já lançou um power ballad de Pop/Rock, R&B, Pop acústico etc. Só que eu seria um hipócrita se não incluísse “Why” entre as minhas favoritas de tal época. Céus, esse deve ter sido o melhor Tropical House do K-Pop em 2016 (pensando bem, tem algum exemplar melhor que esse na praça?). O refrão com ela gritando em cima da base eletrônica enlouquecida é intenso ao extremo. E quando entra o vocal harmonizando, não tem como competir. (E o EP é ótimo do início ao fim, sugiro a ouvida.)

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[25-11] [10-01]

E essa aí foi a primeira parte. Alguma surpresa? Alguém sendo cortado cedo demais? Alguma dessas NEM DEVERIA ESTAR AÍ? Contem nos comentários, junto também com seus palpites para o que virá pela frente.

Amanhã, trago aquele clichê de tops em blogzinhos fundo de quintal, com todas as canções mais incríveis, poderosas, gemas que deveriam estar entre as 10 mais, mas acabaram não entrando por pura subjetividade deste que vos escreve.

Spoilers: 1 de boygroup, 5 de solistas e 9 de girlgroups.

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8 comentários em “TOP 40 | As melhores faixas do K-Pop em 2016 (40ª até 26ª)

  1. Não tinha me lembrado da maioria da lista, kramba.
    Bom, sei lá
    Boygroup apostaria em “Save Me”, talvez “Fly”, mas vai que vc fica louco de vez e coloca “FXXK IT”
    Solistas “And July” e ,talvez, “Vivid”(???)
    Nos gg só aposto em “TT” msm

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  2. Tem EXID, tem AOA, tem LOONA… é, não tenho nada pra reclamar dessa lista, não.

    Não gosto muito de L.I.E, mas vale pelo trap pós-refrão e por ser EXID (mesmo se elas cantassem uma música do Apink, ainda valeria pelos gritos da Solji, pelos raps da LE e pelo eventual MV com Hani sendo linda).

    Curtido por 1 pessoa

  3. Tô na torcida por Cream do EXID das as caras, assim como To The Beautiful You, das Maravilhosas… Eu devo dizer, achei que este post trouxe coisas bem interessantes pra se analisar enquanto capopeiros: a questão do padrão de beleza de Hyoyeon, a raiva irracional que as pessoas tem da Heize, a escolha de faixas mais calmas para singles, o tradicionalismo dentro dos lançamentos coreanos… Enfim, achei incrível o post sério ❤

    E ainda não superei o breakdown empoderador de I Like That xD

    https://aquariohipster.wordpress.com/

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