TOP 40 | As melhores faixas do K-Pop em 2016 (25ª até 11ª)

E lá vamos nós com a segunda parte do top com as melhores faixas do K-Pop em 2016 – versão atualizada para a diagramação do WordPress + adaptações para o meu apuradíssimo gosto musical em 2018 (hahaha).

Para agora, aquele clichê de rankings na blogosfera fundo de quintal: todas canções incríveis, maravilhosas, mudadoras de vida, verdadeiras pérolas, mas que, por pura subjetividade desse que vos escreve, acabaram não figurando entre as 10 mais.

Quais hinos morrerão nesse corte final? Será que incluí “Someone Like U”, vulgo capope favorito da blogosfera fundo de quintal 2 anos atrás? E o quão alto eu consegui colocar uma música vergonha alheia do Twice apenas pelo choque? Sem mais enrolações, vamos descobrir…

Sendo ainda outro exemplar de faixa do Red Velvet que eu não curti num primeiro momento, mas fui me viciando conforme o tempo passou (é assim com 90% dos singles delas, nem se surpreendam caso eu não inclua nada do grupo no top 2018 e venha arrependido chorar depois), “Russian Roulette” ganhou minha implicância imediata por, instrumental e conceitualmente, eu achar que ela casaria melhor com o Lovelyz. É, eu fui tosco assim. Obviamente, hoje, a coloco do repeat toda vez que surge no aleatório do meu celular. O refrão robótico é hilário, as viradas “Kyary Pamyu Pamyu” que o instrumental dá em certos momentos são pura diversão, o MV satirizando desenhos ultraviolentos de antigamente é puro deleite.

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Essa daqui também é tão excelente, nunca consigo ouvir uma vez só. É o tipo de pancadão house propício a lip synchs de drag queens que é sempre bom ter no dia a dia. Tudo muito grave, sujo, dando a impressão de que algo errado está acontecendo no ambiente. Uma pena nenhuma das duas ter seguido nessa linha em suas respectivas carreiras solo (tá, Yuri fez algo parecido em C’est La Vie, mas nem quis trabalhar como single, essa burra). “Secret” é um dos ápices coreanos dessa sonoridade noventista que eu adoro. E só não é o ápice dentro dos STATIONS porque uma outra soshi resolveu usar o espaço semanal da gravadora para o jam supremo de tal série até hoje. Aguardem.

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Alguns de vocês ficaram meio chocados com “ViViD” quase pegando o pódio do ranking que fiz listando todos os solos do Loona. A real é que o single da HeeJin tem sobrevivido em minhas playlists diárias ininterruptamente desde outubro de 2016. O projeto começou nela de maneira super competente, meio que mostrando o que a IU lançaria caso fosse uma ninfeta hoje em dia e não na década passada, com as atualizações tecnológicas necessárias para torná-la ainda melhor e mais palatável a longo prazo. E o resultado disso foi tão legal. Os “oh my god yeees, say oooohhh my godneeesss” do refrão tão legais pra caralho, a interpretação jazzística da HeeJin é legal pra caralho, o MV é legal pra caralho. Dessa primeira era de divulgação do grupo com o 1/3 (da qual a pirralha ridícula do sapo não faz parte, já que ela é uma solista exclusiva), é a melhor música.

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Aaaaaaarrrrggghhhh, essa daqui é TÃO bonitinha! Uma das coisas que mais me atraia no Lovelyz como um grupo era a aura bizarrinha de seus lançamentos, com um tipo de apelo humorístico causado pelo exagero proposital na interpretação aegyo das integrantes. Então, me foi uma bela de uma surpresa quando “Destiny” foi lançada, com elas bem mais sérias que de costume – e isso resultando em algo muito legal. Continua sendo o synthpop oitentista do grupo, com sonorizações que parecem tiradas da trilha sonora de um videogame 8-bits. Porém, há o acréscimo de uma percussão bem marcada e de instrumentos de cordas que atribuem ao resultado um clima cinematográfico surpreendente. O MV é outra obra de arte, com o DigiPedi usando elementos giratórios em todo ele, sendo um dos mais bonitos da carreira da banda.

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Para todos os que bateram o olho nessa bobagem aqui do Twice beirando o top 20 e rolaram seus olhos, rindo do meu gosto musical refinadíssimo, deixo apenas a minha pena quanto às suas capacidades limitadas de identificar verdadeiras obras de arte auditivas – hahaha, parei. Mas falando sério, “I’m Gonna Be a Star” é um daqueles números toscões que não fazem a mínima questão de tentar ser algo mais que diversão humorística simples e pura. O nome da faixa repetido exaustivamente fica na cabeça por dias. Inclusive, toda a construção me soa parecida com o que a RuPaul fez em Call Me Mother, naquilo de inserir um instrumental pesadão e a letra ser uma sequência de frases arrogantes e amalucadas quase que faladas. Ou seja, sua existência é todinha baseada em servir de trilha de fundo para deboches maravilhosos. Hino.

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Tal como rolou com o SHINee esse ano, o primeiro comeback do Ladies’ Code após a morte das duas integrantes naquele acidente foi totalmente envolto em significados, com os produtores trabalhando em áudio e vídeo para montar uma atmosfera fúnebre bem bonita de acompanhar. E o resultado foi tão bom. Os vocais profundamente emocionais do trio, os instrumental etéreo juntando Jazz, Soul e electropop num mesmo caldeirão, os vários e vários signos na letra, o modo como o refrão chega nos levando para as alturas, o MV metalinguístico… Tudo torna “Galaxy” um dos pontos altos de 2016 e da carreira do grupo num geral.

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Oi, fãs do EXO. Como vocês estão? Será que vão ficar ofendidas se eu disser que “Artificial Love” é muito mais legal que outras canções utilizadas na promoção do “EX’ACT”, como a insossa “Monster” e a culposamente divertida “Lotto”? Cuidado com as linhas faciais, hein, o tempo costuma ser cruel com quem se irrita tanto assim por bobagens. Enfim, essa gracinha aqui é fácil a melhor album track do grupo, parecendo enviada para cá diretamente de 1000 anos no futuro. O instrumental “artificial” é bom demais, o modo como eles cantam, sem muitos enfeites, casa legal com o pacote todo. Podia ter sido single, podia ter recebido clipe.

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E aqui está, meus caros, o melhor STATION de todos os tempos. Entre os poucos acertos em meio a tantos lançamentos mensais do projeto, nadinha, em minha opinião, conseguiu superar o baladão oitentista da Tiffany. A mistura do synth com a guitarra, a bateria, o piano em evidência, a letra emotiva, a interpretação melancólica dela. Tudinho constrói perfeitamente aquele clima “animadamente triste” de releases 80s. Com as devidas adaptações, “Heartbreak Hotel” poderia ter sido lançada pela Bonnie Tyler ou pelo Roxette 30 anos atrás. Pra melhorar, a música caiu como uma luva de follow-up para o que ela havia apresentado em seu mini de debut, meio que construindo um repertório coerente para a Tiffany como um act solo. Uma pena o flop, mas coreanos são estranhos, já me acostumei.

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“Dreamer” é um troço lindo. Foi um dos bagulhos que eu mais escutei ano passado. Inclusive, que bom que pude refazer esse top, pois as faixas da primeira metade do LP dela acabaram ficando de fora da lista original, já que a velha decidiu só liberar o trabalho NA ÚLTIMA SEMANA DO ANO. Eu fico abismado com ela conseguindo passar numa faixa para as pistas a emotividade ideal utilizável para uma ballad. A dramaticidade é contagiante e é impossível não se deixar levar quando chega o refrão (bem Robyn, numa comparação). Puta jam. Querem se sentir felizes, sensuais, poderosos, confiantes? Que tal tudo isso ao mesmo tempo? Ouçam “Dreamer”!

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Essa aqui é chiclete puro. Mesmo com o AOA abandonando o Brave Brothers em busca de parcerias internacionais, é certo que o bubblegum factor do grupo não se esvaiu nesse processo, apenas se adaptou. “Good Luck” é daqueles exemplares pópões onde cada momento da música, cada verso, é feito para grudar na cabeça. O refrão repetitivo é uma loucura, as variações no instrumental também. Adoro os trompetes a rodo, a percussão em bastante evidência, o modo como os sons aparecem e somem. A rotina de rap da Jimin é divertidíssima. E tudo fica ainda melhor com o MV praiano lindíssimo de olhar. No fim, todos nós sabemos quem são as meninas bonitas, não é mesmo?

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Até hoje adoro a maneira orgânica como o GFriend foi evoluindo, pesando mais e mais a mão na intensidade dos instrumentais a cada release. “Navillera” é a minha favorita do repertório do grupo, basicamente soando como uma opening de anime shoujo magical girl dos anos 90, com sintetizadores, banda glam e todo mundo se esgoelando como se não houvesse amanhã. Por mim, serviria de template para qualquer nugu que quisesse debutar nessa linha aegyo aí. Se é pra serem “recatadas” de microssaia plissada e shortinho atochado no cu, que façam isso com músicas realmente ótimas.

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Ooh, que saudade de poder contar com o Stellar para bons comebacks que fogem do dois-com-um, musical e visualmente, pelo menos uma vez por ano. “Sting” é surpreendentemente elegante e brinca com o balanço proporcionado pela junção de baixo, guitarras funkeadas e uma boa escolha de sintetizadores eletrônicos. O refrão é catchy, a ponte é animada e os pequenos ganchos bem colocados tornam essa mais uma faixa acima da média lançada pelo quarteto. Como se já não fosse o suficiente, temos também mais um MV acima da média, com uma crítica ao voyerismo dos coreanos, usando isso de maneira exagerada em tela. Viva a metalinguagem, viva a semiótica, viva ao saudoso Stellar.

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O último respiro de vida do 4MINUTE como um grupo foi igualmente incrível a toda sua trajetória de 2009 até ali. É interessante pensar em como o som do grupo foi se modificando ao longo dos anos, mas sempre mantendo a aura girlcrush à qual o quinteto estava atrelado. “Hate” não fugiu nem um pouco disso. Sua melodia começa ao piano e adquire elementos Urban conforme passam os segundos, aumentando e aumentando em peso, até que explodir em sintetizadores Techno gravíssimos, deixando todo o material final com uma cara Industrial mesclada com Hip Hop que beira ao sensacional. Podem descansar em paz, meninas, o legado de vocês teve um grand finale digníssimo.

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A Gain é a solista mais interessante do K-Pop. Não há discussão sobre isso. “Carnival” é um Jazz tocado por big band excelente, com ares teatrais, dramaaaaático. É o tipo de coisa que eu amo desde MUITO novo por conta de horas e horas de Tom & Jerry assistidas diariamente no SBT. O instrumental vibrante serve de oposição à letra extremamente melancólica, que fala sobre carpe diem, exemplificado com esquecer os amores vividos nas noites de carnaval, pois a vida segue. As metáforas com fogos de artifício representando a efemeridade do romance são sensacionais, assim como toda a métrica da canção, que vai tornando-se mais e mais intensa conforme os segundos passam. Já o MV, tão teatral quanto a música, mostra a Gain de poucos trajes, cantando e dançando em cenários lindíssimos, gigantes, extremamente detalhados e milimetricamente montados para referirem-se ao cinema de antigamente. Colocarem ela morta sob a frase “Seja mais bonita que a morte” totalmente cola. Flopou pra caralho? Flopou. Mas, acho que, a essa altura do campeonato, todos vocês já devem ter entendido que vender muito não é sinônimo de qualidade, certo? #GainDonaDoMeuCu

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EU NUNCA VOU PERDOAR O FILHO DA PUTA DO JYP POR ELE NÃO TER FINALIZADO O ÁLBUM SETENTISTA DO WONDER GIRLS ANTES DO DISBAND!!1 Tinha tudo para dar certo: elas tinham voltado bem com o “Reboot” um ano antes, vinham se consolidando dentro desse formato “banda”, tinham controle total em termos de composição e produção, o single de “Why So Lonely” hitou e pavimentou de vez a imagem do “novo” Wonder Girls com essa geração, um lugar só dele nesse cenário. Por que não finalizar de vez a porra do álbum setentista que haviam prometido? PRA QUE? PRA BUCETA DO GRUPO DISBANDAR NO ANO SEGUINTE E OS FÃS (oie) FICAREM CHUPANDO DEDO COM A POSSIBILIDADE DE ALGO EXCEPCIONAL? PRA BOSTA DO TWICE LANÇAR PORCARIA MENSALMENTE AGORA EM 2018? VAI SE FODEEEEEER!!!1 “To The Beautiful You” segue como a minha favorita delas nesse run final desde que vazaram o áudio ripado de um vinil colocado como pré-release. É quase algo que alguém lançaria 50 anos atrás aqui no Brasil. Tá tropicalista, tá cinema boca do lixo, tá pornochanchada, tá Bruna Lombardi cavalgando pelada na orla, tá Regina Casé gritando pro deputado que ele não vai comer ela não…

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[40-26]

[10-01]

Oh wow, tá quase acabando. Agora só faltam mesmo as 10 mais. Dentre elas, 1 de boygroup, 4 de solistas e 5 de girlgroups. Querem chutar?

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12 comentários em “TOP 40 | As melhores faixas do K-Pop em 2016 (25ª até 11ª)

  1. “da qual a pirralha ridícula do sapo não faz parte, já que ela é uma solista exclusiva”

    Nas palavras da filósofa Karol Conká, é o poder… da pirralha, claro, que inclusive ganhou recentemente uma unit só dela, a NOIZE (tá que provavelmente foi só pra série de pocket shows do LOONA em novembro, mas ainda assim).

    No mais, concordo plenamente com os comentários sobre as Wonder Girls (lembro de ter lido inclusive que, ao contrário do Reboot, elas realmente tocaram os instrumentos nas gravações das músicas do single setentista); o disband delas e o descaso do JYP foram crimes contra o k-pop.

    Quanto a Good Luck, como esquecer a polêmica quando alguns netizens perceberam que parte de um dos peitos da Jimin (tinha que ser nossa rainha rapper-esquilete-porra-da-top-madame, né?) escapava do top por MEIO SEGUNDO no MV (e nem era a região do mamilo que tava escapando), levando a agência delas a tirar o vídeo do ar pra reeditar MEIO SEGUNDO?? Musas!!

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  2. Good Luck hino boicotado, teve a polêmica dos peitos da God Jimin Diva aparecendo e também nesse período teve a polêmica da Seolhyun e da God Jimin Diva, no qual elas esqueceram um cara importante pra história coreana e foram criticadas

    Curtido por 1 pessoa

  3. MANOOOO!!!! TO THE BEAUTIFUL YOU, STING, GALAXY, CARNIVAL, RUSSIAN ROULETTE, HEARTBREAK HOTEL ❤ Eu acho que eu tenho um certo fraco por lançamentos de 2016 porque foi a época em que voltei a escutar kpop depois de um ano de decepção após as polêmicas envolvendo a Bom e a Jessica (mas os releases do 4Minute nunca deixei de acompanhar, vai entender), então boa parte deste post eu escuto ávidamente até hoje… xD

    Enfim, eu também tenho raiva do JYP por não termos o álbum setentista das Wonder Girls e ADOREI o deboche digno de vilã da novela das nove na parte do EXO kkkkk

    https://aquariohipster.wordpress.com/

    Curtido por 1 pessoa

  4. A revolta do Wonder Girls… eu sou aquele parágrafo todinho!!!!!! Nunca vou entender, mds??!! JYP só não é mais bosta que o YG em gerenciamento, pelo menos…

    E… como assim “não vai ter 2019 pro Esquadrão”?Cancela o cancelamento, please

    Daqui a pouco não tem mais nenhum blog delícia pra eu ler, vou ter que fazer o meu pelo jeito (?)

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