TOP 50 | As melhores faixas do K-Pop em 2018 (50ª até 38ª)

Passado o ranking com os melhores do J-Pop, enfim chegamos ao top final desse blog.

2018 foi um bom ano muito legal para o K-Pop. Imaginei que, por conta das várias baixas ocorridas anteriormente, a cena não se sustentaria corretamente. Felizmente, os novos nomes surgidos têm investido em trabalhos relativamente ótimos, que justificam o interesse em tal nicho, ainda que desprovido de qualquer nostalgia. Foram vários os bops que, em diferentes momentos, fizeram a minha cabeça. Uns mais do que outros, claro. Reuni aqui os 50 melhores, mais empolgantes, divertidos, sensuais e destruidores entre eles, divididos em 4 partes, que vão ao ar agora, amanhã, depois de amanhã e depois de depois de amanhã.

Vocês já sabem, mas não custa reforçar: as listas aqui do blog são extremamente arbitrárias, considerando, única e exclusivamente, a minha opinião. Nada de charts, nada de relevância cultural. Só a pura e simples subjetividade deste que vos escreve.

Pois bem. Cruzem aí os dedos para que suas favoritas apareçam bem alto, se zanguem com elas morrendo logo nesse primeiro corte e, claro, vão comentando também quais os eventuais hinos que baterão ponto entre as 10 mais. Sem mais delongas…

MELHOR MÚSICA RUIM: SIX BOMB – HICCUP HICCUP

Costumo iniciar essas listas com alguma menção honrosa, destacando algum lançamento que foi importante dentro da cena por variados motivos, mas acabou não sendo forte o suficiente para roubar um lugar entre minhas favoritas no ranking. Pra ser honesto, não consegui reparar em nenhuma assim dos últimos 12 meses. Então, usarei o espaço para exaltar a canção que eu escolhi como “Melhor Música Ruim” no FDQ Awards: “Hiccup Hiccup”, do SixBomb. Ou… “Pound The Alarm”, da Nicki Minaj. Não fui me informar para saber se é um sample ou um plágio, mas não duvidaria nada se fosse o segundo caso, apenas pelo lulz. O SixBomb tem isso de querer “chocar” em suas promoções. Já teve vídeo com as integrantes vestidas de látex marcando a pepeca, já teve um com elas fazendo uma “plástica”. Dessa vez, o gimick foi emular a censura de filmes adultos japoneses, só que nos lugares errados da tela. Achei bem divertido, só é uma pena a ex-atriz porno já ter saído do line up, pois seria icônico tê-la ali pela ironia. Enfim, melhor pior música de 2018.

– x –

Me foi bem difícil decidir qual música colocar em último lugar, pois acabei preso com vários desses exemplares deep house que eu curto bastante, mas não tão diferentes assim entre si. Tinha “C’est La Vie”, da Yuri, “I Like It”, da BoA, “Touch”, da Sori, “Feel Better”, da Alice Vicious. No entanto, me decidi por “Rosy”, b-side do single da Olivia Hye, pelo boost de iconicidade adquirido pela letra extremamente sexual, cheia de jogadas de duplo sentidos adicionadas em praticamente todos os versos. Uma pena não ter rolado um clipe bem sacana com Olivia, Gowon e HeeJin piranhando debaixo das cobertas ou qualquer coisa do tipo. Ao menos, durante os shows delas, a BBC deu a track para o Odd Eye Circle performar se esfregando em pedestais iluminados, o que meio que remedia a situação.

– x –

Continuando na seara de album tracks, mas partindo dos anos 90 pros 2000, temos essa ótima do Oh My Girl. Não creio que a empresa delas iniciará logo a transição de grupo aegyo para girlcrush, visto o sucesso que suas faixas mais adocicadas alcançaram esse ano. No entanto, é bom deslumbrar o que deve vir delas daqui uns anos, quando o público de tiozões se cansar e elas precisarem buscar um biscoito internacional numa estética mais abrangente. “Twilight” estaria em casa no dance eletrônico (já datado) explorado pelo K-Pop em sua era de ouro. Não é nada mudador de vidas, mas desce redondinho como uma farofa despretensiosa para arrumar a casa imaginando estar numa balada. Ouço quase todos os dias.

– x –

Sim, além de socar uma porrada de troços do DAY6 no top de jotapopes, também empurrarei essa maravilha aqui no de capopes. “Shoot Me” é uma decisão sonora muito acertada por parte da JYP e dos produtores do grupo. O lado rockish ainda está lá, mas acrescido de outros elementos que a tornam mais “Pop” aos ouvidos. O refrão é bem forte, as diferentes rotinas ao longo da faixa são boas aos ouvidos, tudo bastante sing-along. A bridge, em especial, é o ponto alto em clímax.

– x –

É capaz de vários de vocês rolarem os olhos com a aparição do IZ*ONE aqui, visto o ocorrido no MAMA e blá blá blá, mas, ó, “La Vien En Rose”, por mais que não valha mesmo o título de rookie do ano, continua sendo um jam adorável. Inclusive, o melhor nesse ano apostando nesses elementos latinos que tanto me enchem o saco. Gosto de tudinho nela. Os “la la laaaa, la la laaaaa, la vien en rose” gritados da ponte são empolgantes demais, o break “pra baixo” do refrão causa um estranhamento bem satisfatório, toda ela carrega artifícios para fazer desse debut um momento excelente de apreciação – que provavelmente ficaria melhor com o CLC, mas não entrarei nessa questão.

– x –

Gosto muito do jeito agridoce como a Heize brinca com propostas aqui. A letra de “Mianhae” é extremamente triste, pra baixo, depressiva, mas o instrumental colocado é inusitadamente feliz, vibrante, exuberante, quase como a trilha de um desenho animado. E tudo fica ainda melhor com o modo que ela canta, ligeiramente debochado, mas derrapando no sentimentalismo aqui e ali. Num todo, me lembra o que a Lily Allen costumava fazer em seu ápice. E ainda tem o plus do videoclipe ser uma loucura creepy doentia dos DigiPedi, elevando o pacote todo prum patamar ainda maior. Assistam:

– x –

Acho louvável quando a mão dos produtores é forte o bastante para tirar algo ligeiramente básico para fora de seu pacotinho de delimitações. “Stylish” bem que poderia ser só outra dessas faixas urban divertidas de ouvir, mas genéricas quando dispostas lado a lado com outras. No entanto, a adição de riffs de cordas e o uso correto de momentos de “silêncio”, com a vocal line esbanjando harmonia num acapella delicioso, faz desse um bop bem maior do que o esperável. Por essas e outras que o Loona desponta como um dos nomes mais interessantes do K-Pop atual.

– x –

Aproveitarei esse parágrafo para grifar que até agora não entendi a decisão de certo blog (cof cof aquário hipster cof cof) em indicar “Power Up” como pior música do ano no FDQ Awards. Isso aqui é tão divertido. Elas pegam toda sua esquizofrenia de andamentos característica e juntam com sintetizadores 8-bits, repetindo “banana” bem evocativas de Minions, como se não houvesse amanhã. Tudo bem maluco e, consequentemente, bem Red Velvet. Pra mim, a melhor delas em 2018 – “RBB” foi fogo de palha, risos.

– x –

Eu tenho certa pena do DIA. A essa altura do campeonato, é muito improvável que elas tenham qualquer chance de sucesso. Pra piorar, a MBK parece não querer ajudar. Tá que o plágio de “Superlove” em “Woo Woo” é divertido de ouvir, mas “Pick up the Phone” é absurdamente superior. É daqueles números intensos, de instrumental bem encorpados e recheados de uma atmosfera “glam” que renderia muito num videoclipe. Mas não, ficou só como uma album track escondida no mini. Vai entender.

– x –

Essa aqui é bem provável que tenha passado despercebida por vocês (eu mesmo descobri por acidente, vendo a capa no K2nblog e achando o desenho legal), mas garanto que vale muito a ouvida. Na real, o mini inteiro do ADOY (???) foi espetacular, com várias variantes oitentistas quase igualmente curtíveis. “Blanc” é a melhor em todas, sendo a conversão de alegria em áudio por 3 minutos. Bem estilo karaokê, tal como é montado o lyric video abaixo.

– x –

Continuando nessa onda oitentista, mas caminhando pruma estrada mais depressiva, vocês chegaram a ouvir o mini do Primary, né? Até hoje rio com a burrada comercial da Amoeba em ter a Yenny, uma ex-Wonder Girls, em sua folha de pagamento, mas não aproveitá-la em tal projeto. Vai entender. De qualquer forma, parabéns para a Anda, que conseguiu nisso suas melhores músicas em todos os tempos. “Dressroom” é espetacular. Tem toda a cara daqueles baladões que tocam em bailes de formatura em longa-metragens adolescentes de trinta e poucos anos atrás.

– x –

Lembram quando vários orbits descompensados vieram me atacar por ter dito que curti essa música, mas que esperava algo mais sombrio, pois era mais ou menos isso que imperava nos releases individuais da era yyxy? Uou, bons tempos. Parece que tem anos, né? Loucuras a parte, boa essa “love4eva”, não? Bem legal dentro dessa ideia de “reimaginar” “Gee”, do Girls’ Generation. Deve ter sido o dinheiro mais fácil que a Grimes fez em tempos.

– x –

2018 foi um ano bem movimentado para o Mamamoo. 3 comebacks coreanos, debut japonês, vários singles individuais para todas as integrantes. Quem bom que, mesmo já populares e com seu nome gravado na indústria, a gravadora insiste em trabalha-las o quanto pode. Dos solos, fiquei em dúvida entre incluir Be Calm, baladão emotivo da Hwasa, ou essa “Easy”, da Wheen In, que venceu a disputa em minha cabeça por quantidade de ouvidas. Delícia demais, divertida, cheia de momentos rebolativamente envolventes, é daquelas que dá vontade de sair cantando e dançando pela casa. Os “Too late, too late, it’s so stupid, stupid, no way, no way, it’s no easy…” são viciantes. Tomara que abram ainda mais a carteira ano que vem e rolem minis individuais nessa linha.

– x –

Mais um act que penei para escolher qual incluir aqui, visto ter adorado quase tudo que foi lançado. O “Blooming Days” é um mini bom pra cacete, recheado de jams implacáveis divertidíssimos de ouvir. Como estava faltando espaço nessa lista, acabei optando, tal como a “Easy” acima, pela que escutei com maior afinco nos últimos meses. “Sweet Dreams” traz tudo aquilo que grupos masculinos da SM fazem tão bem, misturando sintetizadores viajados com uma pegada funkeada, uns ícones oitentistas e várias estrofes de puro chiclete às orelhas. O refrão disso aqui é espetacular.

– x –

[37-26] [25-11] [10-01]

E foi isso aqui que separei para essa primeira parte. Alguma surpresa? Digam aí.

Para a próxima, várias músicas que, em dados momentos do ano, foram fortes candidatas ao top 10, mas acabaram perdendo um tiquinho dessa energia. Quais serão? Aqui uns spoilers marotos: 1 faixa de reality show, 1 de boygroup, 3 de solistas e 7 de girlgroups. Arriscam chutar?

Anúncios

16 comentários em “TOP 50 | As melhores faixas do K-Pop em 2018 (50ª até 38ª)

  1. Até aqui, nada a reclamar.

    Bacana a inclusão da Wheein; mesmo sendo ignorada no Mamamoo perto de suas colegas, pelo menos aqui ela teve seu holofote.

    Quanto a La Vie En Rose, como não amar o refrão metade instrumental e a coreografia chique delas tocando sinetas imaginárias? Só isso já valeu toda a bagunça que foi o Produce 48, bem mais do que podemos falar do MIXNINE…

    (aliás, faz algumas semanas, teve um vídeo no LOONA TV com a HeeJin e HyunJin zoando o desentendimento delas no MIXNINE… triste quando um reality show só é lembrado como motivo de piadas)

    Curtir

      1. Você não sabia? Teve um episódio em que as gurias foram separadas em dois grupos, cada um apresentando uma música (mas elas seriam avaliadas individualmente, não por melhor e pior grupos) e a HyunJin chutou a HeeJin do grupo dela, levando ela às lágrimas (a HyunJin tentou explicar que fez isso porque achava que a amiga combinava mais com a música do outro grupo, mas o YG gosta de treta e não mostrou essa parte na edição).

        Tem quem considere inclusive que foi por isso que a HyunJin não ficou no top 10 final das moças embora estivesse entre as 10 primeiras quase todas as semanas da competição; o público teria se ofendido por ela “trair” a amiga… enfim, não que fizesse diferença, já que o grupo feminino perdeu pro grupo masculino logo depois, e aí teve toda a palhaçada de mudança nos contratos que terminou com ninguém debutando pelo MIXNINE. Também pode explicar a HyunJin ser a integrante do LOONA com menos versos nas faixas do ++, mas aí já é exagerar nas especulações.

        Abaixo segue o vídeo com as duas se zoando sobre o assunto (e a BBC soltando um shade pra audiência do MIXNINE, desafiando os espectadores se eles sabiam do que elas tavam falando):

        Curtir

  2. Por mim o izone nem entraria, porque acho um puta grupo chato, acompanhei a merda do produce para nada (isso tudo é dor de cotovelo pelas noites de sono perdidas assistindo).

    Feliz por CBX ter dado as caras por aqui.

    Curtido por 2 pessoas

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair /  Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair /  Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair /  Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair /  Alterar )

Conectando a %s