TOP 50 | As melhores faixas do K-Pop em 2018 (37ª até 26ª)

Na parte anterior, vários bops foram cortados logo de cara, com a b-side de Olivia Hye chocando ao rodar em último lugar, com ainda outras duas faixas do Loona ocupando posições. O quão mais o grupo irá aparecer nessa lista? Uou.

Dessa vez, vamos com mais 12 músicas, fechando a primeira metade desse ranking. Acidentalmente, 8 destas, em diferentes momentos desse ano, figuraram como prováveis integrantes do que viria a ser o top 10 de 2018, mas perderam fôlego com o passar dos meses. Quem irá morrer na praia antes do top 25? Descubram agora…

Não sei vocês, mas eu sigo achando que “Focus” é fruto de algum chilique da SoHee dentro dos corredores da HUNUS Entertainment, totalmente insatisfeita com os rumos infantiloides que o Elris tomou. Uma pena a canção ter sido tão mal aproveitada, com um vídeo mambembe delas rebolando de terninho, gravado com celular em alguma sala da gravadora em vez de destinarem uma verba legal para sua produção. Ahein, que desperdício para algo tão promissor.

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Falando em desperdício, HUAHUAHUA com o MIXNINE. As músicas trabalhadas dentro dele foram quase todas acima da média, soando como singles de verdade e não descartes preguiçosos (shade pra produção do “The Unit”). Minha favorita nele foi “Like a Star”, com HeeJin e HyunJin do Loona se jogando com ChanMi (NEVER FORGET ESSE MOMENTO MARAVILHOSO), com a menina mal encarada da JYP e outras num dance elegantão que quase ninguém mais aposta dentro do K-Pop. Aliais, parabéns para a ChanMi, aqui com sua melhor interpretação vocal em tempos, com um melisma delicioso no momento de ápice da faixa (DIFERENTE DESSE OUTRO MOMENTO MARAVILHOSO AQUI).

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Tá que isso aqui é, basicamente, o Teddy pegando Fight For This Love, da Cheryl, e rearranjando de uma forma mais energética para a Sunmi. Mas a essa altura do campeonato, quem mesmo se importa com plágios dentro do K-Pop? Enfim, “Heroine” é recheada de elementos que facilmente pescam a minha atenção e me agradam demais, o que vai dos sintetizadores usados, até a estrutura da música e todo o clima “vibe boa” que ela passa. Fica mesmo em casa dentro do que divas de UK costumam lançar. O sentimentalismo catártico que a Sunmi passa nela é primoroso. Lembro que ela começou a tocar no shuffle do meu celular na hora em que entreguei a versão final do meu TCC na faculdade, servindo de trilha praquele “encerramento de arco” da minha vida – e funcionou muito bem.

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Não, não, não. Abaixem esses dedinhos julgadores aí, pois “Banana Allergy Monkey” vale SIM uma vaguinha dentro desse ranking. O Oh My Girl conseguiu encarnar corretamente a bobageira tresloucada da Kyary Pamyu Pamyu num kawaii-pop divertidíssimo de ouvir. O instrumental parecendo um remix de Pokémon Yellow é cativante demais, a letra ridícula cheia de tiradas de duplo sentido envolvendo bananas e leite é hilária, o videoclipe é um espetáculo visual. A melhor coisa do grupo (mesmo sob o título de uma unit confusa com todas as integrantes) nesse seu ótimo ano – “Remember Me” e “Love’o’Clock” também são ótimas, btw.

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Uia, um viral de act masculino realmente legal. Quem diria? “Shine” foge um pouco da obviedade instrumental usual de boygroups, mas sem se tornar entojada ou alternativa demais para soar radiofônica. Eles brincam com o minimalismo cantando de uma maneira super animada e em tempo alto, com versos distintos entre si e um refrão chamativo. Já aviso que não é o tipo de coisa que costuma funcionar numa primeira ouvida, mas vai crescendo conforme o tempo passa e notamos mais e mais partes que não havíamos pegado antes.

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Queria dizer que ainda estou puto com vocês quase não votando no MV de “BAAM” em sua categoria no FDQA. Esse vídeo é bom demais! A ideia de colocarem elas fazendo chacota de várias nacionalidades, com um telão atrás mostrando os países servindo de cenário, tal como se tudo fosse uma grande adaptação de Street Fighter, é boa demais! Que vergonha, leitores. Btw, que farofão ótimo, né? Lembram que rolou até um movimento das armys retardadas atacando o Momoland e o Shinsadong Tiger por cometerem “autoplágio”? Hahaha, que fanbase patética.

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Essa daqui é tão bonita. É interessante ouvir o Mamamoo, um grupo cujo maior apelo está no vozerão das integrantes, apostar em algo tão sutil. “Starry Night” não chega a estourar de verdade em momento algum. Ela vai construindo uma atmosfera melancólica bastante imersiva, brincando com a adição de elementos e com a tensão montada, extremamente emotiva. Inusitado dentro do repertório do quarteto e na cena Pop idol coreana como um todo. Na real, parece mais com algum feature de DJ europeu que com K-Pop em si. Ótimo ano pro Mamamoo.

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Uuh, que bom que descobri essa aqui a tempo. O repertório do April é tão asquerosamente terrível que ouvir algo ÓTIMO delas me é como uma falha na matrix, causa uma estranheza imediata. Os sintetizadores 80s são muito bem usados em “Oh! My Mistake”, inserindo em toda a track uma empolgação espevitada divertidíssima de ouvir, e repetir, e repetir, e repetir, e repetir… Os versos cantados como se tudo fosse uma grande conversa são surpreendentes, ainda mais por a letra ser uma coisa debochadíssima. Já o refrão, certamente, é o ponto alto de toda a produção. Tá aí uma surpresa. Tomara que isso indique que, daqui em diante, a DSP começará a caprichar mais na escolha de demos pro grupo – duvido, mas né.

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Falei de fanbases patéticas parágrafos acima, agora lembrei dos orbits conservadores. Será que eles ainda estão transtornados por a primeira música com todas as garotas do mês juntas não ser uma porcaria aegyo com elas fingindo ter 6 anos de idade? Bobagens de lado, “favOriTe” é maravilhosa em tudo o que se propõe. O instrumental é forte, a interpretação vocal delas está agressiva e interessante, a pegada sonora toda me lembra boss bitch girls como Pussycatdolls e Destiny’s Child. Até minha bias pirralha ridícula que beija sapos teve um momento icônico durante sua única linha (“Eu sabia que você seria meu” *piscadinha*). Janet Jackson ficaria orgulhosa se visse.

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Que ano para a BoA, não? Vários releases variando entre ótimos e excelentes no Japão e na Coreia do Sul, como se estivéssemos na primeira metade da década passada e ela ainda fosse alguém relevante nesses lugares. E se na Terra do Goku ela jogou no safe, com canções que já são comuns em seu repertório (ótimas, mas comuns), foi em seu primeiro (!!) EP sul-coreano que ela resolveu sair da casinha, se aproveitando de várias tendencias atuais durante a tracklist. “One Shot, Two Shot”, por exemplo, brinca com house r&b eletrônico, entregando um jam para as pistas absurdamente envolvente e que pede para ser repetido, tão grudento que é do início ao fim. É ótima para ouvir no metrô e piranhar igual ela faz no clipe.

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Aposto que vocês deixaram essa passar, né? “VeryVery”, album track do EP de “BAAM”, é um pirulito retrô que faria o JYP acordar molhado de noite. Ela traz as anjas de luz do Momoland emulando Michael Jackson mesclado com trilhas de filmes pipoca divertidões dessa época e soundtracks de jogos de fliperama. Adoro o baixo em maior evidência, adoro tudo já começar com um batidão eletrônico, adoro o refrão gracioso, adoro os vários momentos costurados aqui e ali unicamente para grudarem na cabeça. Bem que poderiam ter aproveitado algum dos cenários de “BAAM” pra filmar um MV low-buget alternativo em paralelo com o single.

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Seria “Something New” o melhor solo da Taeyeon em todos os tempos? Ainda não parei para raciocinar sobre isso. Instrumental implacável, interpretação vocal gostosíssima, videoclipe incrível. Bacana ver que, mesmo com todo o boost de popularidade atraído por seu nome e a quase certeza de que qualquer coisa na voz dela irá vender bem, a soshi e seus produtores ainda buscam experimentar sonoridades, ir por estradas paralelas ao comum. Boa sorte tentando tirar os “na na na na na na na na na… sooomethiing neeew” da cabeça.

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[50-38]

[25-11] [10-01]

E dessa segunda parte foi isso aí. Alguma surpresa? Alguma decepção? Vish. Amanhã, trago aquele clichê de rankings de melhores do ano dentro da blogosfera fundo de quintal, com algumas das canções mais empolgantes, maravilhosas, destemidas, verdadeiras joias que fizeram minha cabeça nos últimos tempos, mas que, por pura subjetividade, acabaram não sendo fortes o suficiente para alcançar o top 10.

Arriscam chutar? Aqui um spoiler: 2 album tracks dum mesmo boygroup, 6 faixas de solistas (6 minas, 1 moleque cheio de plásticas) e 7 de girlgroups.

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23 comentários em “TOP 50 | As melhores faixas do K-Pop em 2018 (37ª até 26ª)

  1. Existe outra Chanmi? A única idol com esse nome que eu conhecia era a do AOA (aliás, já que Bingle Bangle não vai entrar na lista, tem alguma chance de uma das B-sides do EP delas entrar?)…

    Qual a história dessa aí do MIXNINE? E ela é essa moça que aparece na imagem do vídeo? Porque se for, acho que foi ela que teve um diálogo esclarecedor com a HyunJin no mesmo episódio da treta com a HeeJin…

    Idol avulsa: “Conte para os espectadores, qual é o seu segredo de beleza?”

    HyunJin: “Eu como pão.”

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    1. Essa Chanmi é “ex futura” Girls’ Generation, ex F-ve Dolls,ex P101 (ela é a gata que sentou na cadeira do topo, no episódio em que as trainees escolhiam um lugar para sentar) e foi ela quem fez a nota errada na suposta música de seu debut (caso tivesse debutado pelo Girls’ Generation).
      e é ex Mixnine…
      quer ícone maior que esse? sua fave could never!

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        1. Aah, F-ve Dolls é um grupo que não deu certo da gravadora do T-ara, contando com a Chanmi (que foi expulsa dele por, supostamente, fazer bullying com outras integrantes), a irmã gêmea gostosa daquela menina do escândalo do T-ara e outras quatro garotas… Porque, por mais que se chamasse 5dolls, o grupo teve 6 gatas em quase todas as suas formações. As músicas até que são legais. “Like This or That” é a mais divertida, só não coloco o vídeo aqui porque já tem vídeo demais nesse post, a página ficaria ainda mais pesada.

          Aah, e ele era formado com algumas das meninas de um outro grupo da mesma gravadora, o co-ed school, que tinha meninos e meninas, mas fracassou em vendas. Aquela Shannon Williams era para ser dele ainda pirralha, mas acabou sendo trabalhada como solista mais tarde.

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  2. Nunca vai descer em mim o fato de favOriTe ter conseguido menos alcance que Hi High, que nem é ruim mas é super genérica, convenhamos. Mas também culpo a BBC por ter feito essa burrada de lançar a primeira como “apresentação” do grupo e não como debut oficial.

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  3. Ah, sobre Mamamoo, Starry Night é ótima, mas… sei lá, sinto falta da fase mais “raiz” do Mamamoo, das músicas mais retrô e mais debochadas, sabe, com mais personalidade. Mas considerando que elas estão no auge este ano, acho que a tendência vai ser elas continuarem nessa fase mais séria e sexy.

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  4. Só tenho a reclamar por 1S2S ter morrido tão cedo. Ouço isso todos os dias da minha vida desde que lançou, e é praticamente impossível, para mim, terminar o dia e não ouvi-la. Justice for BoA.

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