TOP 50 | As melhores faixas do K-Pop em 2018 (25ª até 11ª)

Com metade das músicas já cortada, é hora daquela parte em tops de melhores do ano da blogosfera fundo de quintal onde aparecem as pérolas, os hinos, as fadas de cristal que são emblemáticas, quase clássicos contemporâneos, mas que, por pura subjetividade, acabaram não ficando entre as 10 mais.

E aí, quem vai morrer na praia? Vamos descobrir…

E cá está a minha favorita do Loona em 2018. “Perfect Love” é o suprassumo do bubblegum pop de menininhas. Chiclete em todos os seus momentos, todos eles. Um house dançante com new jack swing acelerado, que junta vários trechos de pura magia em 3 minutos e pouco de duração. Os versos iniciais são cativantes, o refrão repetitivo é sing-along ao extremo, os “WooOooOOOOwoowOOOooWoooWooo, it’s a perfect lo-ove…” são uma graça. Um dos grandes momentos sonoros desse ano como um todo.

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Aaaaarrrgh, como eu amo essa! Não sei vocês, mas sempre que, em minha cabeça, tento formular uma definição visual do que significa “girlgroup”, é de algo assim que ela se aproxima. De garotas fodonas, com atitude intimidadora, cantando e dançando como se quisessem colocar o mundo a seus pés. É isso que o CLC me vende (muito bem) em “Black Dress”. A produção consegue dosar corretamente os momentos mais agressivos, onde os sintetizadores estouram em nossa cara, com os de apelo mais emocional, melódico. Acaba sendo, ao final, outro daqueles exemplos onde o urban e o Pop se encontram e fazem um neném farofeiro que gruda na cabeça. Foi a Not Myself Tonight de 2018.

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Mais girlcrush, pois é isso que move o mundo Pop feminino. Esse gimick do Gugudan de encarar cara era como um act é ligeiramente interessante, embora tenha demorado para ser executado de uma forma tão interessante quanto aqui em “Not That Type”. O K-Pop precisa de mais girlgroups agindo como… girlgroups! Dessa forma, combinando música, visual provocativo, atitude agressiva e INSPIRADORA para outras meninas, batendo cabelo, fazendo carão, walking like Rihanna e por aí vai. Performances em áudio e vídeo que façam com que aqueles que acompanham se sintam poderosos. “Not That Type” abre margem para tudo isso. O instrumental dancehall é delicioso de ouvir, bem pra cima, misturando metais nervosos na teia de sintetizadores e percussões características do gênero. Os versos são atrativos, indo numa crescente bem convidativa, o refrão surge num primeiro momento quase desprevenido, os “HUH UOU OH OOH OOUU, I’M NOT THAT TYPE” são puro chiclete rebolativo. Bem-vindas ao jogo, gatas!

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“Ai, lá em o Lunei esfregar na nossa cara outro desses números House que ele insiste em fazer acontecer”, pensarão uns de vocês ao ver essa album track do SHINee rankeando tão alto na lista. E, ó, é bem isso aí mesmo. Eu ADORO essas faixas garage house sujonas que estariam em casa em alguma ballroom party noventista, com todo mundo brilhando de suor e glitter, fumaças coloridas e drag queens performando no palco. “Jump” carrega toda essa boiolagem excelente aos ouvidos e é fácil uma melhores coisas do LP mais recente do SHINee. É impossível não ter vontade de mandar uns voguings pela casa quando ela começa.

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Será que as outras meninas do I.O.I têm raiva acumulada por a Chung Ha ter sido a única a fazer sucesso pós-disband? Imagina ter que dividir a atenção com outras trinta e sete meninas em seus respectivos grupos flopados enquanto a gostosa de uma das menores empresas na competição conseguiu se tornar uma solista de alto alcance… Que barra. “Roller Coaster” é boa pra caralho, né? Um tiquinho exagerada nas várias escolhas instrumentais, mas efetiva como uma farofa para bater cabelo e fazer carão na balada. Entrou no meu celular no dia que foi lançada e permanece lá, tocando diariamente, até hoje.

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Falando em solistas gostosas lançando bops icônicos para rebolar a bunda a noite inteira, a Jessi esse ano finalmente soltou um jam radiofônico rompedor de nichos para chamar de seu. “Down” é seu esforço mais Pop e likeable até então, o que é ótimo para ampliar seu alcance como cantora além dos limites da cena urban coreana. Esse é um daqueles casos onde todos os fatores da equação colaboram para que o resultado seja alto. Os produtores conseguiram combinar a interpretação mais “bêbada” da Jessi com um instrumental refrescante e poppy, mas com pulso o bastante para não se deixar tornar barulho de fundo. Há algo na levada da melodia e nas variações que a torna ligeiramente menos inespecífica quando colocada lado a lado com outros números tropicais. O refrão é matador, a coreografia também, o clipe praiano com ela sendo gostosa e bronzeada enquanto suas bias fazem tratamento para clarearem a pele é maravilhoso. Tudo bom demais.

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Ainda piranhando pelas praias do verão coreano, temos a própria rainha da estação provando que ainda tem muito o que explorar dessa fatia de mercado propensa à canções genéricas (no bom sentido, é claro) para aproveitar o dia ao sol. Embora “See Sea” tenha um pezinho no House, os produtores não deixaram que os sintetizadores usados ou outros ícones sônicos chegassem muito perto do dois pra lá, dois pra cá tropical ou dancehall já desgastado. Ela é mais bubblegum, não imerge nos maneirismos dessa vertente, com uma cama forte de outros trecos que lhe dão mais forma. Há algo mais, huh, contemplativo aqui, mais viajado, nem sei definir o que exatamente me traz essa impressão. Me soa mais como um número de banda indietronic hipster do que como um de diva Pop num geral. Com o plus de, diferente de vocalistas desse tipo de grupo, a Hyolyn, de fato, cantar muito e sua interpretação conseguir elevar uma demo como quase ninguém. The summer queen being the summer queen ao máximo.

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Como disse o Dougie em seu falecido blog, o bom do “One Shot, Two Shot” é que todo mundo tem a sua faixa favorita nele. A minha, no caso, é “Recollection”. Por mais que toda ela soe como algo que algum DJ europeu soltariam no verão com alguma cantora britânica fazendo cara de bunda no feature, a interpretação vocal da BoA acaba por elevar o pacote todo. Ela canta com uma passionalidade bem interessante, injetando nela um sentimentalismo usável em power ballads que lhe permite ser tão alegre, ou triste, ou reconfortante, ou descontraída, ou catártica quanto o estado de espírito do ouvinte ao momento de audição. A guitarrinha junto dos sintetizadores dançantes é o tempero final.

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Eu até agora não entendi a relação de vocês com “Latata”. Fiquei surpreso com ela sendo praticamente ignorada durante o FDQA. Não curtiram? Acharam “Hann” tão melhor a ponto de apagar sua existência da cabeça? Caramba. De minha parte, vocês já sabem que esse foi o grande jam de primeiro ano do (G)I-DLE, sendo não só um debut muito bom, forte e que abre margem para que o grupo se desenvolva dentro de um estilo, mas também um pancadão excelente, viciante, que não sai da cabeça. É bem o tipo de troço que vai crescendo ouvida a ouvida. Os “latata latata latata latata…” são ridículos na medida, as divisões de vozes são bastante acertadas, o clipe é ótimo. Uma das melhores novidades de 2018. Todo dia e toda noite é La-ta-ta. -q

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“Ai meu dels, o Lunei enlouqueceu. Tá colocando ainda outra album track do SHINee tão no alto assim. Aaaa…” gritaram mentalmente uns de vocês ao ver “All Day, All Night” em DÉCIMO SEXTO lugar. Mas, puxa, vocês já ouviram isso aqui? Tá aí um número de boygroup realmente bem feito, mesmo trabalhando legitimamente dentro das limitações do que é esperável de um número de boygroup. Eles acertam demais ao colocar toda uma agressividade vocal por cima dum instrumental EDM tão hostil quanto. Violento, mas melódico. Segunda melhor deles esse ano.

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O maior mérito de “Daydream” é seu instrumental conseguir funcionar fora do Hip Hop, moldando a faixa num híbrido com o Pop que a torna super palatável mesmo aos que não dão muita bola ao rap idol coreano. Diferente do ordinário entre os k-rappers, que ou vão numa onda MUITO try-hard e irritante, ou “não vão” NADA nisso, entregando quase baladinhas letárgicas como produto final, “Daydream” DIVERTE do início ao fim, DÁ VONTADE de escutar, e também de REPETIR quando acaba. Fácil a melhor coisa solo do BTS em todos os tempos, além de ser a mais legal relacionada ao grupo em 2018.

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bubblegum pop do Pristin completo, com “Wee Woo” e “I Like”, é bem divertido de ouvir. Mas elas nessa pegada rampeira, com o line up reduzido, ficam irresistíveis. Fosse eu o dono da Pledis, faria desse o produto principal daqui pra frente. “Get It” entrega tudinho que um single girlcrush/sexy concept precisa ter: a música é excelente, provocativa, sapeca, com elas botando uma interpretação sassy, espevitada, desaforada, insolente em seus vocais, dança e tempos de tela. Esse template é tão imbatível quando bem feito, com orçamento alto, bom gosto e uma escolha eficaz de elementos musicais que fica difícil competir. Pra ser melhor, só se Pinky e eu fizéssemos uns filhos de tripla cidadania. Seria mágico.

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Eu me deleito em regozijo quando coisas como “Bboom Bboom” acontecem. A empresa do Momoland tinha como ideia inicial fazer desse um grupo white aegyo nojento genérico igual tantos outros, mas o carisma amalucado da JooE durante as apresentações daquele remix horrível lá alavancou a popularidade do grupo como um joke act. O que fazer sobre? Claro, ABRAÇAR O CAPETA e usar isso a favor, convertendo todo o mote do grupo para algo que case com essa vibe. E quem melhor que Shinsadong Tiger para entregar o jam perfeito prum viral, tal como Crayon Pop, EXID e T-ara mostraram antes? “Bboom Bboom” é, de certa forma, O K-POP DE 2018. Foi o que mais chamou atenção fora dos exageros de fanbases isoladas, foi o que fez uma melhor história dentro do nicho. Mas, né, esse é um top pessoal, então não consigo botar ela muito mais alto que isso em questão de preferência, pois as outras que virão a seguir fizeram bem mais a minha cabeça. Malz aí, momolanders… -q

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Essa é tão boa. E ainda mostra que há muito o que explorar dentro das incontáveis variáveis que o “Pop retrô” pode proporcionar em ideia e execução. Um 70s disco mesclado com o EDM atual, todo embebido duma dramaticidade hecatombica, radiante, transportadora, que é ainda ampliada por um videoclipe (o melhor desse ano) caprichado homenageando o cinema trash sci-fi espacial de antigamente. Te amo, Yubin! Capaz de, caso tivesse sido lançada mais cedo, pegar um top 5, mas é a vida. Aliais, que loucura maravilhosa essa da Yubin encarnar uma persona idol ao extremo em vez de se jogar na figura de rapper gostosa e encrenqueira que todos tínhamos dela, né? Em questão de “virada de chave”, só não surpreendeu mais que a do Apink…

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*BOOOOOOOOM* com o Apink não só aparecendo num ranking de melhores do ano, como quase pegando um top 10. Se foi inusitado ver as meninas do Minx venderem a alma pro Mochila de Criança e se converterem no Dreamcatcher, ou observar o CLC se fazendo notar ao incorporar o espírito 4MINUTE vago na Cube, o que dizer do Apink abandonando os figurinos e sonoridades infantis para apostar num número mais adulto e elegantão? Já valeria uma menção só por isso, mas a real é que “I’m So Sick” é espetacular. Também se aproveitando da soma de disco com dance eletrônico, também investindo pesado no sentimentalismo, na dramaticidade. “I’m So Sick” é “Thank U Soooo Much” anabolizada. Demorou, mas finalmente o grupo parece ter entrado de vez na briga. Mal posso esperar pelos próximos comebacks.

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[50-38] [37-26]

[10-01]

E agora só falta mesmo a última parte. Não sei se rola alguma surpresa nela. Todas as presentes no top 10, em diferentes momentos, foram muito exaltadas por esse blog, em posts solos, atualizações da playlist e album reviews.

Spoilers: 1 de boygroup, 3 de girlgroups, 5 de solistas e aquele pancadão com certa idol gostosa aí expulsa de sua gravadora se esfregando no namorado, com um moleque lá de vela. Alguém se arrisca? Digam também quais seriam as melhores músicas em suas respectivas opiniões, pois quero rir de tais exemplares de mau gosto também… :v

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20 comentários em “TOP 50 | As melhores faixas do K-Pop em 2018 (25ª até 11ª)

  1. Então o LOONA morreu no #25? Bom, pelo menos elas emplacaram várias músicas na sua lista.

    Apink surpreendeu mesmo, I’m So Sick é maravilhosa; só não acho que deveria ter ficado na frente de Bboom Bboom (HIT DO ANO) e Latata (segundo hit do ano). Mas enfim, o lado bom é que parece que o sucesso motivou elas e a agência delas a anunciar que o comeback terá novamente essa veia piranhesca.

    Agora, fico imaginando: será que os dois singles do EXID entraram no top 10?? Seria ótimo ver elas tendo aqui o reconhecimento que a Coreia não deu pra elas este ano…

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  2. AMOOOO demais esse álbum do SHINEE, e ainda acho Jump e Good Evening melhor que All Day All Night mas nossa, que refrão!!!

    Minha fave do One Shot é Your Song

    A última de BG vai ser Shinee…

    Por que você cortou Gravity?

    E por que você esnobou totalmente o mini Lucky do Weki Meki???

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  3. Isso significa que teremos duas Lady, uma da Yubin e uma do EXID, no top 10? Interessante, huh. Vai colocar uma em primeiro e a outra em último só pelo TOC? Eu iria heauheau.

    Algumas das outras faixas são previsíveis (ou não?!) como Good Evening, Retro Future, Love Bomb, e I Love You.

    Mas da onde foi que você tirou tanta faixa de solista boa, nego? Sério, além das que já morrem no top só consigo pensar em Lady, Dally e Black Pearl, mas não tenho certeza se entram. É bem provável. Agora para as outras duas nada vem em mente, talvez o Samuel com ONE? *-*

    Enfim, desisto de pensar, metade do meu top ou já morreu ou nem no top 50 vai entrar mesmo:

    1. Lady – Yubin
    2. Good Evening – SHINee
    3. Black Pearl – SUNMI
    4. One Shot, Two Shot – BoA
    5. Gravity – EXO
    6. Retro Future – Triple H
    7. Love Bomb – fromis_9
    8. I Love You – EXID
    9. Giddy Up – The Boyz
    10. ONE – Samuel

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  4. Me identifiquei muito com você empurrando várias tracks do SHINee no ranking… Eu ainda iria além e colocaria Who Waits For Love e Good Evening no Top10, espero que pelo menos Good Evening bata ponto no seu Top10 junto com Lady, I Love You e … Love Bomb talvez?

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  5. ai, pra mim get it é #1. Tudo que eu pensei para o Pristin tá nessa música, tudo é tão bem executado…. Única coisa que dava pra melhorar é o rap que morre na segunda frase, mas ainda tá perfeito. Apink que foi a surpresa do milênio, apesar de gostar de algumas soltas delas, I’m so sick é tão gostosa que também merecia ter ganhado umas posições a mais aí.
    Esperando o top 10 e eu não lembro mais de nenhuma música que falte aí

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